{"id":330199,"date":"2024-06-05T09:16:00","date_gmt":"2024-06-05T12:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=330199"},"modified":"2024-06-05T09:16:00","modified_gmt":"2024-06-05T12:16:00","slug":"saude-alerta-para-aumento-de-casos-de-coqueluche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/saude-alerta-para-aumento-de-casos-de-coqueluche\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade alerta para aumento de casos de coqueluche"},"content":{"rendered":"<p>Em meio a surtos de coqueluche em pa\u00edses da \u00c1sia e da Europa, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade publicou nota t\u00e9cnica em que recomenda ampliar, em car\u00e1ter excepcional, e intensificar a vacina\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a no Brasil. A pasta pede ainda que estados e munic\u00edpios fortale\u00e7am a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica para casos de coqueluche.<\/p>\n<p>O documento amplia a indica\u00e7\u00e3o de uso da vacina dTpa (tr\u00edplice bacteriana acelular tipo adulto), que combate difteria, t\u00e9tano e coqueluche, para trabalhadores da sa\u00fade que atuam em servi\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablicos e privados, ambulatorial e hospitalar, com atendimento em ginecologia e obstetr\u00edcia; parto e p\u00f3s-parto imediato, incluindo casas de parto; unidade de terapia intensiva (UTI) e unidade de cuidados intensivos (UCI) neonatal convencional; ber\u00e7\u00e1rios (baixo, m\u00e9dio e alto risco); e pediatria.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a nota, profissionais que atuam como doula, acompanhando gestantes durante os per\u00edodos de gravidez, parto e p\u00f3s-parto; al\u00e9m de trabalhadores que atuam em ber\u00e7\u00e1rios e creches onde h\u00e1 atendimento de crian\u00e7as com at\u00e9 4 anos, tamb\u00e9m devem ser imunizados.<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o da dose no p\u00fablico deve considerar o hist\u00f3rico vacinal contra difteria e t\u00e9tano (dT). Pessoas com o esquema vacinal completo devem receber uma dose da dTpa, mesmo que a \u00faltima imuniza\u00e7\u00e3o tenha ocorrido h\u00e1 menos de dez anos. J\u00e1 os que t\u00eam menos de tr\u00eas doses administradas devem receber uma dose de dTpa e completar o esquema com uma ou duas doses de dT.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio global<\/strong><br \/>\nA nota t\u00e9cnica cita um aumento de casos de coqueluche em pelo menos 17 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, com registro de 25.130 casos de janeiro a dezembro de 2023. J\u00e1 entre janeiro e mar\u00e7o de 2024, 32.037 casos foram notificados na regi\u00e3o em diversos grupos et\u00e1rios, com maior incid\u00eancia entre menores de 1 ano, seguidos pelos grupos de 5 a 9 anos e de 1 a 4 anos.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o documento, o Centro de Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Doen\u00e7as da China informou que, em 2024, foram notificados no pa\u00eds 32.380 casos e 13 \u00f3bitos por coqueluche at\u00e9 fevereiro. A nota tamb\u00e9m cita um surto da doen\u00e7a na Bol\u00edvia, com 693 casos confirmados de janeiro a agosto de 2023, sendo 435 (62,8%) em menores de 5 anos, al\u00e9m de oito \u00f3bitos.<\/p>\n<p><strong>Brasil<\/strong><br \/>\nNo Brasil, o \u00faltimo pico epid\u00eamico de coqueluche ocorreu em 2014, quando foram confirmados 8.614 casos. De 2015 a 2019, o n\u00famero de casos confirmados variou entre 3.110 e 1.562. A partir de 2020, houve uma redu\u00e7\u00e3o importante no n\u00famero de casos confirmados, associada \u00e0 pandemia de covid-19 e ao isolamento social. J\u00e1 nas primeiras 14 semanas de 2024, foram confirmados 31 casos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO aumento de casos registrado em outros pa\u00edses, a partir de 2023, sinaliza que situa\u00e7\u00e3o semelhante poder\u00e1 ocorrer no Brasil dentro de pouco tempo, uma vez que, desde 2016, o pa\u00eds vem acumulando suscet\u00edveis, em raz\u00e3o de quedas nas coberturas vacinais em menores de 1 ano de vida e lacunas na vigil\u00e2ncia e diagn\u00f3stico cl\u00ednico da doen\u00e7a\u201d, alertou o minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Entre 2019 e 2023, todas as 27 unidades federativas notificaram casos de coqueluche. Pernambuco confirmou o maior n\u00famero de casos (776), seguido por Minas Gerais (253), S\u00e3o Paulo (300), Paran\u00e1 (158), Rio Grande do Sul (148) e Bahia (122). No Mesmo per\u00edodo, foram registradas 12 mortes pela doen\u00e7a, sendo 11 em 2019 e uma em 2020.<\/p>\n<p><strong>Cobertura<\/strong><br \/>\nDados do minist\u00e9rio mostram que, entre 2016 e 2023, as coberturas vacinais contra a coqueluche se mantiveram abaixo dos 95% preconizados pela OMS, \u201cfavorecendo o ac\u00famulo de suscept\u00edveis ao longo dos \u00faltimos sete anos\u201d.<\/p>\n<p>Entre os casos confirmados de coqueluche de 2019 a 2023, 31,9% estavam com situa\u00e7\u00e3o vacinal ignorada ou \u201cem branco\u201d; 1,6% tinham dados classificados como n\u00e3o v\u00e1lidos em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de doses informadas para a faixa et\u00e1ria; e 11,2% eram menores de 2 meses de vida, ou seja, se encontravam abaixo da idade para receber a primeira dose da vacina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses, 20,9% n\u00e3o eram vacinados; 23,3% haviam recebido uma dose; 11,8% haviam recebido duas doses; e 18,1% haviam recebido tr\u00eas doses, mas n\u00e3o haviam recebido o refor\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Esquema vacinal<\/strong><br \/>\nO minist\u00e9rio destaca que a principal forma de preven\u00e7\u00e3o da coqueluche \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as menores de 1 ano, com a aplica\u00e7\u00e3o de refor\u00e7os aos 15 meses e aos 4 anos, al\u00e9m da vacina\u00e7\u00e3o de gestantes e pu\u00e9rperas e de profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade<\/p>\n<p>O esquema vacinal prim\u00e1rio \u00e9 composto por tr\u00eas doses, aos 2 meses, 4 meses e 6 meses, da vacina penta, que protege contra difteria, t\u00e9tano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b, seguida de refor\u00e7os com a vacina DTP, contra difteria, t\u00e9tano e coqueluche, conhecida como tr\u00edplice bacteriana.<\/p>\n<p>Para gestantes, como alternativa de imuniza\u00e7\u00e3o passiva de rec\u00e9m-nascidos, recomenda-se, desde 2014, uma dose da vacina dTpa tipo adulto a cada gesta\u00e7\u00e3o, a partir da 20\u00aa semana. Para aquelas que perderem a oportunidade de serem vacinadas durante a gravidez, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 administrar uma dose da dTpa no puerp\u00e9rio, o mais precocemente poss\u00edvel e at\u00e9 45 dias p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p>Desde 2019, a vacina dTpa passou a ser indicada tamb\u00e9m a profissionais da sa\u00fade, parteiras tradicionais e estagi\u00e1rios da \u00e1rea da sa\u00fade atuantes em UTI ou UCI neonatal convencional e ber\u00e7\u00e1rios, como complemento do esquema vacinal para difteria e t\u00e9tano ou como refor\u00e7o para aqueles que apresentam o esquema vacinal completo para difteria e t\u00e9tano.<\/p>\n<p>Causada pela bact\u00e9ria Borderella, a coqueluche, pertussis ou tosse comprida, como \u00e9 popularmente conhecida, \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria. A doen\u00e7a tende a se alastrar mais em tempos de clima ameno ou frio, como na primavera e no inverno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a surtos de coqueluche em pa\u00edses da \u00c1sia e da Europa, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade publicou nota t\u00e9cnica em que recomenda ampliar, em car\u00e1ter excepcional, e intensificar a vacina\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a no Brasil. A pasta pede ainda que estados e munic\u00edpios fortale\u00e7am a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica para casos de coqueluche. 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