{"id":330219,"date":"2024-06-05T00:51:34","date_gmt":"2024-06-05T03:51:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=330219"},"modified":"2024-06-05T10:53:43","modified_gmt":"2024-06-05T13:53:43","slug":"evento-no-rio-debate-impactos-desiguais-das-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/evento-no-rio-debate-impactos-desiguais-das-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"Evento no Rio debate impactos desiguais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p>O semin\u00e1rio \u201cRacismo Ambiental: o que isso tem a ver com o seu quintal?\u201d, que debate os impactos desiguais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, come\u00e7ou nesta ter\u00e7a-feira (4) no F\u00f3rum de Ci\u00eancia e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento \u00e9 promovido pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental ActionAid, em parceria com a Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC), o Centro Brasileiro de Justi\u00e7a Clim\u00e1tica (CBJC), e com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll e do Projeto SETA (Sistema de Educa\u00e7\u00e3o por uma Transforma\u00e7\u00e3o Antirracista).<\/p>\n<p>A mesa de abertura teve a participa\u00e7\u00e3o do gerente-executivo regional da EBC, Ac\u00e1cio Jacinto, que apresentou a vis\u00e3o da empresa sobre os temas centrais do semin\u00e1rio. Ele disse que a empresa tem desempenhado um papel fundamental na promo\u00e7\u00e3o de uma comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica que informa, conscientiza e mobiliza a sociedade.<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 justi\u00e7a clim\u00e1tica, \u00e9 intr\u00ednseco no nosso papel de servi\u00e7o p\u00fablico informar com precis\u00e3o, educar com profundidade e engajar com empatia. Racismo ambiental \u00e9 uma injusti\u00e7a hist\u00f3rica que precisa ser enfrentada com urg\u00eancia. E compreendemos que ele se comunidades de cor e de baixa renda s\u00e3o desproporcionalmente expostos aos riscos ambientais, e t\u00eam menos acesso \u00e0 recursos para mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o\u201d, disse o gerente executivo.<\/p>\n<p>O dia teve mais duas mesas de debates. A primeira delas, com o nome \u201cTerrit\u00f3rio de Partilha: produ\u00e7\u00e3o de dados nas quebradas\u201d, contou com a presen\u00e7a de Kayo Moura (LabJaca), Fran Paula (CONAQ), Naira Santa Rita e Matheus Pereira (Instituto DuClima), e foi mediada por Maur\u00edcio Dutra (Redes da Mar\u00e9).<\/p>\n<p>Naiara Ritam falou das experi\u00eancias e miss\u00f5es do Instituto DuClima, que ela diz ter nascido depois de sobreviver \u00e0s fortes chuvas que atingiram o Morro da Oficina, em Petr\u00f3polis, em 2022. Na \u00e9poca, mais de 200 pessoas morreram. O evento clim\u00e1tico extremo aprofundou o engajamento dela no combate ao racismo ambiental, para ajudar outras fam\u00edlias a n\u00e3o passarem pelo mesmo problema. Um dos eixos de trabalho \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de dados a partir da perspectiva dos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u201cQuem traz a demanda \u00e9 a sociedade civil. Isso \u00e9 diferente da situa\u00e7\u00e3o em que o acad\u00eamico ou o pesquisador vai at\u00e9 o territ\u00f3rio, analisa na perspectiva dele, e decodifica aquilo. A gente muda essa narrativa, inverte a l\u00f3gica, e faz com que a popula\u00e7\u00e3o traga esses indicadores. E a partir disso, tem uma vis\u00e3o muito mais estrat\u00e9gica e assertiva. Quem conhece mais o territ\u00f3rio do que quem mora ali h\u00e1 anos?\u201d, disse Naiara.<\/p>\n<p>A outra mesa de debate trouxe o tema \u201cRepensando uma educa\u00e7\u00e3o ambiental antirracista: inf\u00e2ncia, juventude e clima\u201d. E teve a participa\u00e7\u00e3o de Tha\u00eds Brianezi (ECA\/USP), Thu\u00e9rzia Souza (Projeto Meninas em Movimento &#8211; CMC), Carolina Silva (ActionAid). Media\u00e7\u00e3o: Luciana Ribeiro (SETA).<\/p>\n<p>A jovem ativista Thu\u00e9rzia Souza, de 16 anos, apresentou as principais conquistas voltadas para a educa\u00e7\u00e3o de meninas em Cabo Santo Agostinho, na regi\u00e3o metropolitana do Recife. Os projetos t\u00eam como base a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica inclusiva e de qualidade. E um dos eixos de trabalho inclui a forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de meninas da regi\u00e3o, para que sejam capazes de lutar efetivamente contra as desigualdades de ra\u00e7a, g\u00eanero e classe.<\/p>\n<p>\u201cEm uma das campanhas, fizemos visitas \u00e0s escolas para falar da import\u00e2ncia de tirar o t\u00edtulo de eleitor e de votar. \u00c9 muito importante ver as meninas escolherem prefeito e vereadores que tragam pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para elas\u201d, disse Thu\u00e9rzia. \u201cA gente quer candidatos que olhem para a gente, que pensem na juventude e em como ela est\u00e1 vulner\u00e1vel. Em como ela precisa de cultura, escola, faculdade e estabilidade financeira\u201d.<\/p>\n<p>O semin\u00e1rio \u201cRacismo Ambiental\u201d conclui a programa\u00e7\u00e3o nesta quarta-feira (5) com mais quatro mesas de debates, que acontecem entre 9h30 e 17h. Os temas s\u00e3o: \u201cTerrit\u00f3rio de Partilha: Defensoras da terra e do clima: extrativismo e cuidado\u201d; \u201cMudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, Mobilidade Urbana e Ocupa\u00e7\u00e3o das Cidades\u201d; \u201cPol\u00edticas p\u00fablicas de enfrentamento ao racismo ambiental, para quest\u00f5es clim\u00e1ticas, ambientais e agr\u00e1rias\u201d; e \u201cEntre o rural e o urbano: a produ\u00e7\u00e3o espacial do racismo ambiental\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O semin\u00e1rio \u201cRacismo Ambiental: o que isso tem a ver com o seu quintal?\u201d, que debate os impactos desiguais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, come\u00e7ou nesta ter\u00e7a-feira (4) no F\u00f3rum de Ci\u00eancia e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 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