{"id":330409,"date":"2024-06-10T00:00:18","date_gmt":"2024-06-10T03:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=330409"},"modified":"2024-06-10T08:02:39","modified_gmt":"2024-06-10T11:02:39","slug":"biodanca-ovnis-com-que-trabalham-as-novas-profissoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/biodanca-ovnis-com-que-trabalham-as-novas-profissoes\/","title":{"rendered":"Biodan\u00e7a, ovnis&#8230; com que trabalham as novas profiss\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Ela tem a habilidade de transformar completamente a apar\u00eancia de uma pessoa. Basta mudar textura, comprimento e cor do cabelo, e surge uma nova personalidade. Raqu\u00e9l Reis, de 41 anos, \u00e9 confeccionadora de perucas h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. J\u00e1 produziu at\u00e9 200 cabelos diferentes em um m\u00eas. Uma rotina pesada de trabalho, que atende desde profissionais do mundo das artes, at\u00e9 pessoas comuns que sofrem com a queda de cabelo por causa do tratamento contra o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um trabalho muito puxado e custoso. A pessoa quer que voc\u00ea fa\u00e7a por medida, no formato da cabe\u00e7a dela, tem que tirar medidas, fazer marca\u00e7\u00f5es, fio a fio, para aparecer tudo maravilhosamente natural. \u00c9 complicado\u201d, diz Raqu\u00e9l. \u201cMas eu amo esse poder da transforma\u00e7\u00e3o. Toda vez que fa\u00e7o uma peruca para algu\u00e9m, primeiro coloco em mim, vejo se estou feliz e confort\u00e1vel, depois passo para a minha cliente. \u00c9 um mercado lindo, crescendo cada vez mais. Antigamente, tinha o preconceito da peruca. Hoje, n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O trabalho de confeccionador de peruca \u00e9 uma das 19 novas profiss\u00f5es reconhecidas no Guia Brasileiro de Ocupa\u00e7\u00f5es. Ele foi lan\u00e7ado na quinta-feira passada (6) pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n<p>Raqu\u00e9l Reis diz que a produ\u00e7\u00e3o de perucas garante uma remunera\u00e7\u00e3o suficiente para pagar as contas. A demanda antes da pandemia era maior, mas vem aumentando progressivamente. Ela prefere trabalhar de forma aut\u00f4noma, para conseguir atender desde clientes comuns at\u00e9 produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas maiores para o cinema, televis\u00e3o e teatro. Atualmente, est\u00e1 envolvida na pe\u00e7a O Rei Le\u00e3o, em cartaz em S\u00e3o Paulo. J\u00e1 trabalhou para os filmes Nosso Sonho, sobre a dupla Claudinho e Buchecha, e Mamonas Assassinas.<\/p>\n<p>A demanda de pessoas com c\u00e2ncer, que perdem os cabelos por causa da quimioterapia, tamb\u00e9m costuma ser alta. Raqu\u00e9l j\u00e1 atendeu 18 pessoas com essa necessidade em um m\u00eas. Um trabalho que, apesar de n\u00e3o trazer ainda um retorno financeiro alto, traz muita satisfa\u00e7\u00e3o em poder ajudar as pessoas a recuperarem um pouco da autoestima.<\/p>\n<p>\u201cQuando a pessoa est\u00e1 come\u00e7ando a quimioterapia, eu consigo tirar o pr\u00f3prio cabelo da cliente e fazer a peruca. Antes, eu pedia para alguns amigos coletarem cabelo. Mas um dia ningu\u00e9m podia ir e eu fui junto, acabei chorando junto com a cliente. Agora estou sendo mais profissional. \u00c9 dif\u00edcil ver uma mulher perdendo o que ela ama, porque isso \u00e9 a moldura do nosso rosto. Mas a pessoa chora no momento e, depois que ela coloca o cabelo, volta a sorrir\u201d, diz Raqu\u00e9l.<\/p>\n<p><strong>Guia Brasileiro de Ocupa\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nA vers\u00e3o atualizada do Guia Brasileiro de Ocupa\u00e7\u00f5es lista 2.609 profiss\u00f5es do mercado de trabalho. A ideia \u00e9 que o documento sirva de refer\u00eancia para trabalhadores, estudantes, empregadores e pesquisadores. H\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre a m\u00e9dia salarial, habilidades, conhecimentos e requisitos de cada uma das ocupa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de dados sobre desligamentos e admiss\u00f5es em 2023.<\/p>\n<p>As 19 ocupa\u00e7\u00f5es que aparecem pela primeira vez na lista ainda n\u00e3o t\u00eam todas as informa\u00e7\u00f5es acima. A entrada na Classifica\u00e7\u00e3o Brasileira de Ocupa\u00e7\u00f5es (CBO) \u00e9 o primeiro passo para que profissionais e institui\u00e7\u00f5es busquem maior reconhecimento e organiza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o. A identifica\u00e7\u00e3o inicial tem fins classificat\u00f3rios para registros administrativos, mas n\u00e3o pode ser confundida com a regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o, que sempre \u00e9 realizada por meio de lei no Congresso Nacional.<\/p>\n<p>As 19 novas profiss\u00f5es s\u00e3o: terapeuta reiki, instrutor de ioga, instrutor de medita\u00e7\u00e3o, facilitador de biodan\u00e7a, facilitador de grupos de movimento, condutor escolar terrestre, lactarista, brinquedista, condutor de c\u00e3es dom\u00e9sticos, monitor de animais dom\u00e9sticos, instrutor de mobilidade com c\u00e3es-guia, bi\u00f3logo em meio ambiente e diversidade, bi\u00f3logo em sa\u00fade, ergonomista, hidrojatista, uf\u00f3logo, analista de sucesso do cliente, analista de experi\u00eancia do cliente e confeccionador de perucas.<\/p>\n<p><strong>Uf\u00f3logo<\/strong><br \/>\nObjetos voadores n\u00e3o identificados (Ovnis) e extraterrestres povoam o imagin\u00e1rio social h\u00e1 tempos. Al\u00e9m de lendas populares e temas de fic\u00e7\u00e3o, eles s\u00e3o fonte de pesquisa para um grupo de pessoas que se denominam uf\u00f3logas. \u00c9 o caso do Edison Boaventura Junior, 57 anos, que trabalha com o assunto h\u00e1 42 anos e divulga os conte\u00fados nas redes sociais. Aposentado, foi gerente do Banco do Brasil durante toda a vida e, com o sal\u00e1rio, custeou os estudos na \u00e1rea de ufologia.<\/p>\n<p>\u201cO meu interesse pelos ovnis surgiu em 1981, depois de avistar um objeto voador n\u00e3o identificado em Guaruj\u00e1, no litoral de S\u00e3o Paulo. Tinha 14 anos de idade, minha m\u00e3e e meu irm\u00e3o mais novo presenciaram o fato, al\u00e9m de alguns vizinhos. Era um objeto alaranjado, muito grande, que soltava objetos menores por baixo. Cheguei a contar 16 objetos. At\u00e9 que eles desapareceram em uma velocidade r\u00e1pida\u201d, conta Edison.<\/p>\n<p>Em 1985, Edison fundou o grupo ufol\u00f3gico do Guaruj\u00e1, que afirma pesquisar mais de 600 casos, envolvendo fen\u00f4menos de avistamentos, luzes, pousos de objetos e at\u00e9 contatos diretos com tripulantes. A expectativa agora \u00e9 que, com o reconhecimento oficial de que a ufologia \u00e9 uma profiss\u00e3o, possam existir remunera\u00e7\u00f5es e postos de trabalho oficiais no governo, em \u00e1reas de intelig\u00eancia ou militar, centros cient\u00edficos e universidades.<\/p>\n<p>\u201cFato in\u00e9dito acontecendo no Brasil. N\u00e3o conhe\u00e7o nenhum outro pa\u00eds no mundo que tenha ali na sua grade o c\u00f3digo de uf\u00f3logo reconhecido como profiss\u00e3o. \u00c9 um marco nacional e internacional. Acredito que essa iniciativa deve ser seguida por outros pa\u00edses tamb\u00e9m, que v\u00e3o usar o nosso exemplo para sistematizar isso nos minist\u00e9rios do trabalho deles\u201d, analisa Edison. \u201cSegundo passo \u00e9 sistematizar tudo para definir o que \u00e9 um uf\u00f3logo. Precisa ter n\u00edvel superior? Tem que fazer algum curso? Ele vai ser reconhecido pelo MEC? Se a pessoa escreveu algum livro ou publicou algum trabalho em revista especializada?\u201d.<\/p>\n<p><strong>Facilitador de biodan\u00e7a<\/strong><br \/>\nUm dos nomes que mais chama a aten\u00e7\u00e3o na nova lista de ocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 o do facilitador de biodan\u00e7a. Parece algo mais novo e desconhecido, mas \u00e9 uma pr\u00e1tica que existe desde a d\u00e9cada de 1960. Foi criada por um psic\u00f3logo e antrop\u00f3logo chileno, Rolando Toro, e trazida para o Brasil nos anos 1970. Por aqui, ela tem como principal institui\u00e7\u00e3o a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Facilitadores de Biodan\u00e7a (Abra\u00e7a), da qual Wanderl\u00e9ia Aparecida Coelho \u00e9 presidente.<\/p>\n<p>\u201cA biodan\u00e7a integra m\u00fasica, movimento e atividades em grupo. O objetivo \u00e9 que as pessoas possam se reconhecer dan\u00e7ando e, assim, caminhar de forma mais plena pelo mundo. Toda sess\u00e3o, que dura em m\u00e9dia duas horas ou duas horas e meia de trabalho semanais, potencializa os despertares do indiv\u00edduo. N\u00e3o \u00e9 uma coreografia marcada, ela n\u00e3o tem passos definidos. O que ela tem s\u00e3o est\u00edmulos atrav\u00e9s da m\u00fasica, das viv\u00eancias pessoais e do grupo, para que cada indiv\u00edduo possa se conhecer atrav\u00e9s do pr\u00f3prio movimento\u201d, explica Wanderl\u00e9ia.<\/p>\n<p>Segundo a presidente da Abra\u00e7a, a biodan\u00e7a integra os conhecimentos de v\u00e1rias ci\u00eancias. Come\u00e7a com a ideia de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e se aprofunda em outros caminhos de desenvolvimento humano e de autoconhecimento, dentro de uma jornada existencial.<\/p>\n<p>O profissional que deseja se tornar um facilitador em biodan\u00e7a precisa passar por um processo de forma\u00e7\u00e3o exigente. A qualifica\u00e7\u00e3o dura 4 anos, com 400 horas de teoria e pr\u00e1tica. Para iniciar o curso, \u00e9 obrigat\u00f3rio que j\u00e1 tenha participado de sess\u00f5es e rodas de biodan\u00e7a, para depois seguir os est\u00e1gios de forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, est\u00e1gios e apresenta\u00e7\u00e3o de monografia. Uma vez conclu\u00eddo, ele se torna um facilitador, conceito importante para entender a profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEle se diferencia de ser um professor, porque a gente parte do princ\u00edpio de que estamos ali para criar condi\u00e7\u00f5es para que um indiv\u00edduo se desenvolva. Facilitando processos, criando condi\u00e7\u00f5es. E n\u00e3o ensinando, no sentido mais conservador da palavra. Ensinar \u00e9 algu\u00e9m oferecer conhecimento para outro aprender. A biodan\u00e7a parte do princ\u00edpio de que j\u00e1 existe esse potencial humano e o facilitador cria condi\u00e7\u00f5es para despertar os potenciais\u201d, diz Wanderl\u00e9ia.<\/p>\n<p>O profissional formado pode atuar em grupos regulares privados, voltados para a \u00e1rea do desenvolvimento humano e promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. Ou na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, para a forma\u00e7\u00e3o de outros facilitadores. E at\u00e9 mesmo passar em um concurso p\u00fablico em alguns estados e munic\u00edpios que disponibilizam vagas para essa forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. A ABRA\u00c7A ainda n\u00e3o tem um levantamento sobre a m\u00e9dia salarial da categoria, mas \u00e9 uma pesquisa que est\u00e1 no horizonte.<\/p>\n<p><strong>Instrutor de yoga<\/strong><br \/>\nConceito e pr\u00e1tica que tem origem na \u00cdndia, a yoga (ou ioga) \u00e9 difundida h\u00e1 um bom tempo pelo Brasil. \u00c9 f\u00e1cil encontrar um n\u00famero alto de praticantes e professores nas redes sociais. Um desses perfis \u00e9 o de Satyla Leal, de 30 anos, que d\u00e1 aulas virtuais e presenciais h\u00e1 quatro anos. Ela j\u00e1 pensou em ser educadora f\u00edsica, cursou administra\u00e7\u00e3o, trabalhou como vendedora em shopping, at\u00e9 encontrar o caminho profissional na yoga. Profiss\u00e3o que, por compara\u00e7\u00e3o com as outras, pode parecer menos agitada, mas exige um longo tempo de dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO meu dia come\u00e7a \u00e0s 4h da manh\u00e3. \u00c9 bem cedinho mesmo, para eu conseguir fazer minha pr\u00e1tica antes de come\u00e7ar a dar as aulas. \u00c0s 6h, eu tenho a primeira aula, que \u00e9 virtual. Depois, por volta das 7h, dou uma aula presencial. Na sequ\u00eancia, eu fa\u00e7o muscula\u00e7\u00e3o para fortalecer o corpo e a pr\u00f3pria pr\u00e1tica. E a\u00ed vem os cuidados com a casa e os estudos. No per\u00edodo da tarde, tenho mais aulas particulares, que s\u00f3 terminam \u00e0s 19h\u201d, conta a professora.<\/p>\n<p>Satyla diz que a profiss\u00e3o exige muito envolvimento f\u00edsico e emocional, e que uma pessoa interessada em se tornar professora precisa ter disciplina e estar engajada nos princ\u00edpios da yoga. Praticar o que ensina.<\/p>\n<p>\u201cYoga significa uni\u00e3o. O objetivo da pr\u00e1tica \u00e9 essa integra\u00e7\u00e3o da gente com a gente mesmo, com os nossos pilares essenciais: o corpo, a mente, o esp\u00edrito e a harmonia deles para a gente transitar pela vida e todos os desafios. A Yoga n\u00e3o vai resolver os problemas, mas vai te trazer disciplina para o que precisa ser feito. Aprender a trabalhar a mente n\u00e3o como inimiga, mas como ferramenta. Aprender a ouvir o pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o\u201d, diz a professora.<\/p>\n<p><strong>Brinquedista<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 pensou em ser um profissional pago para brincar e organizar brincadeiras de crian\u00e7a? O trabalho de brinquedista envolve uma dose alta de divers\u00e3o, mas \u00e9 s\u00e9rio e exige uma forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para que a pessoa seja capaz de lidar com uma rotina di\u00e1ria movimentada de trabalho. O mercado de trabalho tem op\u00e7\u00f5es principalmente em brinquedotecas de escolas, hospitais e empresas privadas.<\/p>\n<p>\u201cO brinquedista se ocupa de selecionar o acervo da brinquedoteca. Os brinquedos e jogos que mais atendem ao p\u00fablico, conforme a idade e o ambiente onde as crian\u00e7as est\u00e3o inseridas. Uma brinquedoteca hospitalar, por exemplo, n\u00e3o pode ter determinados tipos de brinquedos por conta da higieniza\u00e7\u00e3o. O profissional vai organizar os espa\u00e7os dentro da brinquedoteca para que sejam atraentes, para que as crian\u00e7as interajam ali dentro. Ele ensina e incentiva brincar. Pode trazer projetos de m\u00fasicas ou artes. Tamb\u00e9m cuida da parte de limpeza e da seguran\u00e7a do brinquedo, se ele precisa de manuten\u00e7\u00e3o e descarte. Tem que acolher fam\u00edlias. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa\u201d, explica Maria C\u00e9lia Malta Campos, psicopedagoga e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Brinquedoteca (ABBri).<\/p>\n<p>A primeira brinquedoteca do pa\u00eds foi montada em 1981: a Brinquedoteca Indian\u00f3polis, em S\u00e3o Paulo, tendo como diretora a pedagoga Nylse Helena Silva Cunha. A ABBri surge em 1984 e est\u00e1 com 39 anos de exist\u00eancia. Hoje, quem deseja se tornar um brinquedista precisa passar por um curso livre de 40 ou 50 horas. N\u00e3o \u00e9 exigido diploma universit\u00e1rio, basta ter o ensino m\u00e9dio completo.<\/p>\n<p>O reconhecimento na Classifica\u00e7\u00e3o Brasileira de Ocupa\u00e7\u00f5es foi importante, segundo os brinquedistas, para evitar confus\u00f5es com outros tipos de atividades, que possuem filosofias bem diferentes.<\/p>\n<p>\u201cA gente diferencia bastante o brincar da brinquedoteca do brincar pedag\u00f3gico voltado para um ensino. O brincar para n\u00f3s \u00e9 livre, criativo, onde a crian\u00e7a se comunica, se expressa, ela \u00e9 o centro da atividade\u201d, explica Maria C\u00e9lia. \u201cExiste uma base s\u00f3lida para diferenciar esse profissional do educador e do recreador. O recreador lidera e organiza situa\u00e7\u00f5es de brincadeira. Ele \u00e9 o centro da atividade. E para n\u00f3s \u00e9 o contr\u00e1rio. O centro da atividade \u00e9 a crian\u00e7a\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela tem a habilidade de transformar completamente a apar\u00eancia de uma pessoa. Basta mudar textura, comprimento e cor do cabelo, e surge uma nova personalidade. Raqu\u00e9l Reis, de 41 anos, \u00e9 confeccionadora de perucas h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. J\u00e1 produziu at\u00e9 200 cabelos diferentes em um m\u00eas. 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