{"id":330801,"date":"2024-06-15T00:04:36","date_gmt":"2024-06-15T03:04:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=330801"},"modified":"2024-06-15T05:25:55","modified_gmt":"2024-06-15T08:25:55","slug":"esquerda-precisa-rever-tatica-para-conter-avanco-do-fascismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/esquerda-precisa-rever-tatica-para-conter-avanco-do-fascismo\/","title":{"rendered":"Esquerda precisa rever t\u00e1tica para conter avan\u00e7o do fascismo"},"content":{"rendered":"<p>O espectro que ronda o mundo, desrespeitando diversidades de desenvolvimento econ\u00f4mico, \u00e9 a doen\u00e7a do capitalismo maduro. Mais do que uma disfun\u00e7\u00e3o, o fascismo \u00e9 receita para enfrentar as crises impostas pela sua incapacidade de solver a quest\u00e3o social, que mais se agrava quanto mais cresce a expans\u00e3o imperialista e os duelos hegem\u00f4nicos.<\/p>\n<p>O fascismo \u00e9 um movimento de manipula\u00e7\u00e3o das massas, uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica formulada de cima para baixo, sempre a servi\u00e7o do imp\u00e9rio do capital. Nutre-se na viol\u00eancia que incita. \u00c9, de igual modo, a semente da guerra, a solu\u00e7\u00e3o que conhece para as crises de hegemonia. Uma necessidade do sistema que se torna clara hoje, tanto quanto foi a alternativa \u00fanica nos idos de 1939. No s\u00e9culo passado a mobiliza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica da extrema-direita era alimentada pela difus\u00e3o do medo ao comunismo, e os receios nacionais explorados em face do expansionismo da URSS.<\/p>\n<p>Encontrou campo arado na It\u00e1lia e na Alemanha, mas igualmente em Portugal (salazarismo), na Espanha (franquismo) e no Jap\u00e3o de Hiroito (controlado pelo militarismo, e afoito em uma pol\u00edtica guerreira e de expans\u00e3o territorial) Foi-lhe f\u00e1cil mobilizar o empresariado para o financiamento do assalto ao poder e o financiamento dos aparelhos de repress\u00e3o e, na sequ\u00eancia, para a sustenta\u00e7\u00e3o da guerra, da qual o grande capital e a ind\u00fastria pesada sa\u00edram inc\u00f3lumes e mais poderosos.<\/p>\n<p>A crise social na It\u00e1lia abriu a rota da mobiliza\u00e7\u00e3o das massas, que deram as costas aos comunistas, aos socialistas e aos democratas. N\u00e3o foi distinto na Alemanha, onde recebeu o apoio dos pequenos comerciantes e da grande burguesia e dos militares. N\u00e3o lhe faltou mesmo o apoio da socialdemocracia alem\u00e3 que viu no nazismo o dique que n\u00e3o conseguira construir contra a ascens\u00e3o dos comunistas, que elegera como seus inimigos priorit\u00e1rios, assim como no Brasil designaria Lula como o inimigo a ser abatido.<\/p>\n<p>Mussolini e Hitler (nada obstante seus ineg\u00e1veis m\u00e9ritos como agitadores sociais) foram, mais do que tudo, sempre ao servi\u00e7o do grande capital, instrumentos para a necess\u00e1ria mobiliza\u00e7\u00e3o das massas. Na It\u00e1lia, as mil\u00edcias fascistas, civis, assumiram a repress\u00e3o. Na Alemanha nazista se multiplicavam os grupos civis e paramilitares. Caracterizavam-se pela brutalidade contra os que identificavam como inimigos do nazismo, judeus, comunistas, ciganos, homossexuais etc. Eram os &#8220;Camisas pardas&#8221;. Na It\u00e1lia eram os &#8220;Camisas negras&#8221;, ou Camicie nere \u2013 s\u00edmbolo, ali\u00e1s, atualizado pelo juiz neofascista maringaense Sergio Moro, no auge do seu romance com a grande imprensa.<\/p>\n<p>A sociedade alem\u00e3, como a italiana, estava impregnada da viol\u00eancia da ideologia fascista. Denunciavam-se vizinhos, enquanto multid\u00f5es ovacionavam o F\u00fchrer em seus com\u00edcios, paradas e marchas. O povo alem\u00e3o negou at\u00e9 a \u00faltima hora o holocausto e os campos de concentra\u00e7\u00e3o, e lutou at\u00e9 o derradeiro combatente em Berlim, numa alucinada resist\u00eancia ao Ex\u00e9rcito Vermelho.<\/p>\n<p>O fascismo, tanto quanto o nazismo, atendia a necessidades do sistema, como atende agora, em sua vers\u00e3o contempor\u00e2nea, tosca como a matriz, \u00e0 marcha da extrema-direita, que avan\u00e7a de forma expressiva pela quinta vez consecutiva nas elei\u00e7\u00f5es do Parlamento Europeu. E, entre n\u00f3s, jamais esteve t\u00e3o forte. Controla as duas casas legislativas e os governos dos principais estados da Federa\u00e7\u00e3o, os mais ricos e os mais populosos. Este encontro n\u00e3o resulta de acaso.<\/p>\n<p>O fato de os EUA estarem presentemente divididos entre a direita esclerosada de Biden e a ultradireita belicosa de Trump \u00e9 um indicador do n\u00edvel de deteriora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da sociedade norte-americana, sem alternativa diante dos desafios que a\u00e7oitam o imperialismo, em casa (onde crescem as desigualdades sociais) e no mundo: o fim do unilateralismo associado \u00e0 crise de hegemonia.<\/p>\n<p>\u00c9 um artif\u00edcio reacion\u00e1rio separar o nazismo da alma alem\u00e3: Hitler foi o deposit\u00e1rio do imperialismo germ\u00e2nico. \u00c0 aventura do Terceiro Reich, se n\u00e3o faltou o apoio, aberto ou silencioso, da popula\u00e7\u00e3o, foi ostensivo o financiamento da grande ind\u00fastria, que, no p\u00f3s-guerra, permaneceu de p\u00e9, atuando em todo o mundo, inclusive no Brasil. O genocida Benjamin Netanyahu, h\u00e1 16 anos no poder, avan\u00e7ando pela direta, representa o consenso sionista, em Israel e no mundo. \u00c9 um agente da guerra, a servi\u00e7o do imperialismo, que o nutre.<\/p>\n<p>Que os sustos de 2022 nos ajudem a ver a sociedade que produziu o bolsonarismo.<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a \u2013 que, n\u00e3o faz muito, foi governada pelo Partido Socialista \u2013 est\u00e1 politicamente reduzida a dois blocos pol\u00edticos n\u00e3o totalmente antag\u00f4nicos: o lepenismo de extrema-direita e&#8230; &#8220;o resto&#8221; (como me diz o professor Marco Ant\u00f4nio Dias), a saber, um amontoado contingente, disforme e desconexo, reunindo os antigos comunistas e socialistas e Emmanuel Macron, o presidente de direta, a quem as circunst\u00e2ncias delegaram o papel de l\u00edder da resist\u00eancia ao fascismo. Mas os conservadores, herdeiros do gaullismo, j\u00e1 se associaram aos fascistas na disputa das elei\u00e7\u00f5es legislativas francesas, convocadas para 30 de junho.<\/p>\n<p>La France Insoumise, a promessa que brotou no pleito presidencial com M\u00e9lenchon, obteve um pouco menos de 10% dos votos para o Parlamento Europeu, enquanto a extrema-direita de Mme. Le Pen consagrou-se com 30% do voto franc\u00eas. A It\u00e1lia, do glorioso PCI, \u00e9, desde 2022 governada pela l\u00edder fascista Giorgia Meloni, do Fratelli d&#8217;Italia. Na &#8220;joia da coroa&#8221; europeia, Fran\u00e7a e Alemanha, aliadas dos EUA na beliger\u00e2ncia da OTAN, a esquerda e a social-democracia foram surradas no \u00faltimo pleito. O \u00fanico respiro veio dos pa\u00edses n\u00f3rdicos.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul tr\u00eas democracias (Brasil, Col\u00f4mbia e Chile) ainda resistem, com as dificuldades sabidas. Nossa trag\u00e9dia, por\u00e9m, \u00e9 a mais significativa, porque transitamos de cerca de vinte anos de conquistas sociais e democr\u00e1ticas para o avan\u00e7o do projeto protofascista, constru\u00eddo a partir do golpe de 2016 e consolidado com as elei\u00e7\u00f5es de 2018, quando, pela primeira vez na hist\u00f3ria republicana, um quadro de extrema-direita \u00e9 al\u00e7ado \u00e0 presid\u00eancia da rep\u00fablica pelo voto popular, em processo eleitoral que n\u00e3o pode ser questionado. A \u00fanica boa not\u00edcia ao norte do equador vem do M\u00e9xico, com a elei\u00e7\u00e3o de Claudia Sheinbaum. Mas o M\u00e9xico permanece &#8220;tan lejos de Dios y tan cerca de Estados Unidos.&#8221;<\/p>\n<p>O presente brasileiro guarda rela\u00e7\u00f5es com a fal\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias do velho PCB. Destaco a crise dos partidos populares, conquistados pelo eleitoralismo conservador, donde a ren\u00fancia coletiva \u00e0 miss\u00e3o doutrin\u00e1ria da esquerda. O &#8216;ch\u00e3o de f\u00e1brica&#8217; foi abandonado e muitos militantes e l\u00edderes sindicais foram conquistados pela burocracia, sindical ou p\u00fablica, a que se somou a crise do trabalho (fen\u00f4meno global, agravado entre n\u00f3s pela desindustrializa\u00e7\u00e3o), erodindo o poder pol\u00edtico dos trabalhadores e, por consequ\u00eancia, a pot\u00eancia de seus partidos pol\u00edticos, comunistas, socialistas e trabalhistas.<\/p>\n<p>N\u00e3o ousamos canalizar para a pol\u00edtica o desespero dos muito pobres, e hoje assistimos, desolados, ao deslocamento de trabalhadores e grupos marginalizados da sociedade capitalista para a extrema-direita, cujo governo agravar\u00e1 sua mis\u00e9ria e restringir\u00e1 ainda mais seus direitos. N\u00e3o h\u00e1 acaso na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os governos da social-democracia paulista e os governos de centro-esquerda do PT mostraram-se impotentes para promover as reformas que (ainda dentro do capitalismo perif\u00e9rico e dependente, que \u00e9 o nosso) poderiam enfrentar o car\u00e1ter concentrador de renda e riqueza da economia brasileira. Esquecemos que, mais do que uma vontade, vencer (isto \u00e9, mudar) era nosso dever e que, para mudar, precis\u00e1vamos nos organizar e lutar. Organizar as massas, elevar seu n\u00edvel pol\u00edtico. Ao renunciar ao proselitismo e \u00e0 den\u00fancia da sociedade de classes, nos transformamos em uma esquerda desprovida de pol\u00edtica e deixamos as massas \u00e0 merc\u00ea do neopentecostalismo comercial e do discurso dos meios de comunica\u00e7\u00e3o da classe dominante. Movidos pelo eleitoralismo, elevado \u00e0 categoria de fim em si mesmo, deixamos de condenar o capitalismo e abdicamos do proselitismo socialista.<\/p>\n<p>As t\u00e1ticas do curto prazo eleitoral, quando as bandeiras fundamentais do pensamento socialista foram arriadas, cobram pre\u00e7o pol\u00edtico muito alto: o retrocesso que se mede pelo avan\u00e7o do pensamento da extrema-direita, que nos confronta. O termo revolu\u00e7\u00e3o foi parar num Index que ningu\u00e9m sabe quem prescreveu, e, merc\u00ea de uma trapa\u00e7a hist\u00f3rica, nos transformamos em defensores da ordem \u2013 n\u00f3s, os que j\u00e1 fomos denunciados como &#8220;subversivos&#8221;, e apost\u00e1vamos na propaganda pol\u00edtica e na agita\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. De um certo tempo para c\u00e1, passamos a nos identificar com a institucionalidade, exatamente quando a nova direita se fantasia de combatente do sistema. Os sindicatos est\u00e3o menores, menos representativos e mais fracos. Nossos partidos, na sua maioria, est\u00e3o dispersos e desorganizados. O PT foi condenado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de partido da ordem.<\/p>\n<p>A esquerda, no geral, ao ler o determinismo hist\u00f3rico como se f\u00f4ra li\u00e7\u00e3o de um fatalismo religioso, renunciou ao fazer revolucion\u00e1rio, e quedou-se na esperan\u00e7a de que a hist\u00f3ria terminasse por realizar nossas utopias (afinal, estamos &#8220;do lado certo&#8221; e merecemos ser recompensados pelos fados). Assim, dava realidade aos nossos sonhos. At\u00e9 l\u00e1, fiz\u00e9ssemos o que as condi\u00e7\u00f5es objetivas da pol\u00edtica pr\u00e1tica indicavam. Nos mistur\u00e1mos com os conservadores e nos confundimos como agentes daquilo que Gramsci chamava de &#8220;a pequena pol\u00edtica&#8221;. \u00c0 noite todos os gatos s\u00e3o pardos.<\/p>\n<p>Conclu\u00eddas as elei\u00e7\u00f5es de 2022, empossado Lula nas condi\u00e7\u00f5es conhecidas, vencido um ano e meio de governo, a direita neofascista permanece organizada, pol\u00edtica e militarmente, com projeto concreto de tomada do poder, nos termos que as circunst\u00e2ncias ensejarem. Conduz ideologicamente o Congresso, comanda em todos os palcos a oposi\u00e7\u00e3o ferrenha ao governo Lula, e n\u00e3o apenas bloqueia todo avan\u00e7o civilizat\u00f3rio, mas desconstr\u00f3i sem dificuldade as conquistas sociais e pol\u00edticas logradas pelo movimento social nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Sua capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o das massas foi posta em evid\u00eancia mais de uma vez, nas ruas e no processo eleitoral. Anuncia v\u00ednculos estreitos com a extrema-direita estadunidense. Em suas manifesta\u00e7\u00f5es desfraldam bandeiras dos EUA e de Israel ao lado da su\u00e1stica nazista.<\/p>\n<p>\u00c9, a rigor, o \u00fanico projeto de poder em movimento, contrastando com a anomia geral da esquerda e a inseguran\u00e7a pol\u00edtica do nosso governo, que, condenado a prioritariamente lutar pela simples sobreviv\u00eancia, ainda n\u00e3o encontrou for\u00e7as para p\u00f4r em campo um programa pol\u00edtico capaz de antepor-se, nas elei\u00e7\u00f5es e para al\u00e9m delas, \u00e0 amea\u00e7a fascista.<\/p>\n<p>Neste quadro, \u00e9 evidente que cabe \u00e0s for\u00e7as progressistas de um modo geral, e n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s esquerdas e seus militantes, a defesa do governo, pois sua eventual derrocada significaria a abertura de todas as comportas para o intento fascista, que mant\u00e9m sua alian\u00e7a com o grande capital e setores majorit\u00e1rios das for\u00e7as amadas. E conserva, ainda, suas bases populares em n\u00edvel jamais conhecido em nosso pa\u00eds. Mas a imperiosa defesa de nosso governo deve ser vista nos termos do grande projeto de constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade, atenta ao desenvolvimento soberano e ao atendimento das necessidades b\u00e1sicas de nosso povo.<\/p>\n<p>O ser esquerda se justifica na luta por um futuro emancipat\u00f3rio da humanidade. Sem ilus\u00f5es, e distante do voluntarismo, ter\u00e1 de combater o Estado inventado para sustentar o capitalismo. Mirar o horizonte procurando ver para al\u00e9m da risca do horizonte, e jamais se contentar com a pol\u00edtica do aqui e agora.<\/p>\n<p>Precisamos nos preparar para uma luta diferente, revendo t\u00e1ticas e dogmas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O espectro que ronda o mundo, desrespeitando diversidades de desenvolvimento econ\u00f4mico, \u00e9 a doen\u00e7a do capitalismo maduro. 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