{"id":332183,"date":"2024-07-07T04:07:42","date_gmt":"2024-07-07T07:07:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=332183"},"modified":"2024-07-07T05:00:56","modified_gmt":"2024-07-07T08:00:56","slug":"heroi-vira-vilao-porque-comeu-e-bebeu-com-dinheiro-do-povao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/heroi-vira-vilao-porque-comeu-e-bebeu-com-dinheiro-do-povao\/","title":{"rendered":"Her\u00f3i vira vil\u00e3o porque comeu e bebeu com dinheiro do pov\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Ao contr\u00e1rio das m\u00eddias ou redes sociais, que conectam pessoas por meio de interesses comuns, os meios de comunica\u00e7\u00e3o convencional de m\u00e3o \u00fanica, isto \u00e9, sem possibilidade de intera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 permitido, por lei, \u00e9tica, responsabilidade com seu p\u00fablico e, sobretudo, profissionalismo, estimular, produzir e gerar fakes news. Por essa raz\u00e3o, elas &#8220;fabricam&#8221; muito menos falsos vil\u00f5es ou her\u00f3is de oportunidades. Mesmo assim, os jornais, as revistas, o r\u00e1dio e a televis\u00e3o, s\u00e3o, com ou sem raz\u00e3o, acusados de construir personagens positivos e depois, tamb\u00e9m com ou sem raz\u00e3o, de destru\u00ed-los.<\/p>\n<p>De forma did\u00e1tica, a m\u00eddia convencional \u2013 n\u00e3o confundir jornalismo com teledramaturgia &#8211; deve ser definida exclusivamente como o espa\u00e7o ou o canal onde uma mensagem ou informa\u00e7\u00e3o \u00e9 transmitida. Nada mais do que isso. O material veiculado raramente \u00e9 ap\u00f3crifo (de autoria duvidosa). Ainda que sejam, as chefias podem ser responsabilizadas por qualquer conte\u00fado. Nas redes sociais \u00e9 mais f\u00e1cil maquiar, inventar e at\u00e9 mesmo recriar fatos conforme a inten\u00e7\u00e3o do inventor. Em outras palavras, basta uma mente polu\u00edda e mal-intencionada para reconstruir informa\u00e7\u00f5es e apenas um clique para desconstruir pessoas, institui\u00e7\u00f5es ou reputa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O chefe de governo anterior tinha \u2013 e tem \u2013 equipes especializadas em criar situa\u00e7\u00f5es negativas contra advers\u00e1rios. Obviamente que o atual tamb\u00e9m tem, mas n\u00e3o com o maquiavelismo da produ\u00e7\u00e3o dos &#8220;patriotas&#8221;, cujo objetivo maior \u00e9 o de o gerar estragos \u00e0s imagens p\u00fablicas. Fora o mau-caratismo de quem opera no submundo da not\u00edcia, n\u00e3o h\u00e1, em tese, que dizer que o jornalismo convencional \u00e9 o respons\u00e1vel direto por transformar bons em ruins, honestos em desonestos ou s\u00e9rios em falseanos. \u00c9 mais f\u00e1cil acusar a m\u00eddia impressa, radiof\u00f4nica e televisiva de manipula\u00e7\u00e3o de imagens. \u00c9 puro chilique dos que n\u00e3o conseguem conduzir os verdadeiros laborais de imprensa.<\/p>\n<p>Os jornais, as revistas, as televis\u00f5es e seus profissionais n\u00e3o t\u00eam culpa se as pessoas nascem boas e, por raz\u00f5es de foro \u00edntimo, ficam ruins. \u00c9 uma quest\u00e3o puramente de livre arb\u00edtrio. Todo esse pre\u00e2mbulo para chegar no deputado federal Pedro Aihara (PRD-MG), her\u00f3i nascido nas entrevistas coletivas da trag\u00e9dia de Brumadinho e hoje vil\u00e3o na m\u00eddia nacional. Como porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, ele emocionou o pa\u00eds ao falar do resgate de v\u00edtimas. No entanto, independentemente do seu glorioso passado, o parlamentar atualmente \u00e9 alvo de den\u00fancias inquestion\u00e1veis.<\/p>\n<p>No mundo globalizado, n\u00e3o h\u00e1 hip\u00f3tese de confus\u00e3o entre o homem e o personagem. Por conta da fama, o tenente Aihara conseguiu f\u00e3s, muito espa\u00e7o na imprensa e acabou eleito deputado federal em 2022. De bonitinho a indigno foi um pulo. Dezessete meses ap\u00f3s a posse como representante do povo mineiro, ele reaparece nos jornais, revistas, r\u00e1dios e televis\u00f5es como o deputado que recebeu reembolso por bebidas alc\u00f3olicas (chopes, vinhos e drinques variados), al\u00e9m de comidas de luxo no Brasil e no exterior. No Jap\u00e3o, ele teria degustado pratos como salm\u00e3o e bife kobe, um dos cortes mais caros do mundo.<\/p>\n<p>Diz o deputado que devolveu o dinheiro. Se realmente devolveu, o fez porque a maracutaia n\u00e3o colou. Alegar que \u00e9 v\u00edtima de &#8220;sensacionalismo, distor\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, manipula\u00e7\u00e3o de dados e afirma\u00e7\u00f5es inver\u00eddicas, configurando uma clara a\u00e7\u00e3o de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221; \u00e9 uma tentativa cabotina de querer culpar a imprensa por um fato escandaloso que ele mesmo gerou. O jornalista que apurou a mat\u00e9ria e o jornal que a publicou cumpriram o relevante papel de informar \u00e0 sociedade o que \u00e9 verdadeiramente not\u00edcia. Se os estragos \u00e0 imagem do parlamentar s\u00e3o irrevers\u00edveis, sugiro que ele procure com urg\u00eancia um padre para se confessar. Os eleitores mineiros certamente buscar\u00e3o um novo her\u00f3i em 2026.<\/p>\n<p><strong>*Armando Cardoso \u00e9 presidente do Conselho Editorial de <em>Notibras<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao contr\u00e1rio das m\u00eddias ou redes sociais, que conectam pessoas por meio de interesses comuns, os meios de comunica\u00e7\u00e3o convencional de m\u00e3o \u00fanica, isto \u00e9, sem possibilidade de intera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 permitido, por lei, \u00e9tica, responsabilidade com seu p\u00fablico e, sobretudo, profissionalismo, estimular, produzir e gerar fakes news. 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