{"id":332262,"date":"2024-07-08T00:35:35","date_gmt":"2024-07-08T03:35:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=332262"},"modified":"2024-07-08T02:38:44","modified_gmt":"2024-07-08T05:38:44","slug":"cancer-de-bexiga-provoca-quase-5-mil-mortes-por-ano-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cancer-de-bexiga-provoca-quase-5-mil-mortes-por-ano-no-brasil\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de bexiga provoca quase 5 mil mortes por ano no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Tipo de c\u00e2ncer mais incidente em homens, o tumor de bexiga matou de 800 mil pessoas no mundo e mais de 19 mil no Brasil de 2019 a 2022. Dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (SIH\/SUS) indicam mais de 110 mil casos de neoplasia maligna da bexiga desde 2019. Assim como em outros tipos de c\u00e2ncer, o tabagismo \u00e9 o principal fator de risco da neoplasia de bexiga.<\/p>\n<p>Julho \u00e9 m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de bexiga. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aproveita a data para alertar sobre a import\u00e2ncia da detec\u00e7\u00e3o precoce deste tipo de tumor, quando as chances de cura s\u00e3o maiores. Nas redes sociais, posts, v\u00eddeos e live com especialistas informam o p\u00fablico leigo.<\/p>\n<p>Estimativas do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) apontam que este ano dever\u00e3o ser registrados 11.370 novos casos de c\u00e2ncer de bexiga, sendo 7.870 em homens e 3.500 em mulheres, o que corresponde a um risco estimado de 7,45 casos novos a cada 100 mil homens e 3,14 a cada 100 mil mulheres. Segundo o Inca, este \u00e9 o s\u00e9timo c\u00e2ncer mais incidente entre os homens (exceto o de pele n\u00e3o melanoma), representando mais de 3% dos c\u00e2nceres no sexo masculino.<\/p>\n<p>\u201cO c\u00e2ncer de bexiga tem como principal fator de risco o tabagismo, relacionado a mais de 50% dos casos. Portanto, eliminando esse h\u00e1bito, conseguimos diminuir significativamente as chances de aparecimento desse tumor. Outro ponto fundamental na preven\u00e7\u00e3o \u00e9 seguir h\u00e1bitos saud\u00e1veis, como manter uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada, beber \u00e1gua em quantidade adequada e exercitar-se\u201d, alerta o presidente da SBU, Luiz Otavio Torres.<\/p>\n<p>O motorista Edgar Azevedo dos Santos, de 51 anos, descobriu a doen\u00e7a ap\u00f3s uma dor lombar em 2017. Ele fez ultrassom que constatou n\u00f3dulos. Ele passou por uma cirurgia e sess\u00f5es de quimioterapia. \u201cEu nunca imaginaria que teria um c\u00e2ncer. De l\u00e1 para c\u00e1 fa\u00e7o acompanhamentos peri\u00f3dicos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTemos observado que muitas pessoas desconhecem o c\u00e2ncer de bexiga, como se manifesta e quais s\u00e3o os principais vil\u00f5es. A maioria j\u00e1 sabe que o fumo pode levar ao c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, por exemplo, mas muitos desconhecem que ele tamb\u00e9m \u00e9 o principal causador do c\u00e2ncer de bexiga.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, apesar de que muitas vezes causa sangramento na urina, geralmente no in\u00edcio \u00e9 intermitente e n\u00e3o provoca dor, e por isso \u00e9 comum as pessoas n\u00e3o darem a devida import\u00e2ncia e retardarem a ida ao m\u00e9dico, podendo agravar o quadro\u201d, esclarece a diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da SBU e coordenadora das campanhas de awareness da entidade, Karin Jaeger Anzolch.<\/p>\n<p>Apesar de geralmente ser silencioso no est\u00e1gio inicial, o tumor de bexiga pode provocar sangue na urina, maior frequ\u00eancia urin\u00e1ria, ard\u00eancia ao urinar, urg\u00eancia para urinar e jato urin\u00e1rio fraco<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a de sangue vis\u00edvel na urina \u00e9 o sintoma mais comum do c\u00e2ncer de bexiga e est\u00e1 normalmente presente em 80% dos pacientes. Outros sintomas comumente relatados s\u00e3o aumento da frequ\u00eancia urin\u00e1ria, urg\u00eancia miccional e dor para urinar, que podem estar relacionados \u00e0 presen\u00e7a de carcinoma in situ.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de bexiga pode ser tamb\u00e9m assintom\u00e1tico e detectado atrav\u00e9s de exames de imagem com ultrassonografia, tomografia ou resson\u00e2ncia nuclear magn\u00e9tica\u201d, explica o coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da SBU, Mauricio Dener Cordeiro.<\/p>\n<p><strong>Tipos de c\u00e2ncer<\/strong><br \/>\nO c\u00e2ncer de bexiga pode ser classificado de acordo com a c\u00e9lula que sofreu altera\u00e7\u00e3o, sendo os principais: carcinoma de c\u00e9lulas transicionais (ou urotelial) que representa a maioria dos casos e tem in\u00edcio na camada mais interna da bexiga; carcinoma de c\u00e9lulas escamosas (ou epidermoide) que afeta as c\u00e9lulas delgadas e planas da bexiga, ocorre ap\u00f3s infec\u00e7\u00e3o ou inflama\u00e7\u00e3o prolongadas; e adenocarcinoma que \u00e9 mais raro, tem in\u00edcio nas c\u00e9lulas glandulares (de secre\u00e7\u00e3o) ap\u00f3s infec\u00e7\u00e3o ou irrita\u00e7\u00e3o prolongadas.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 considerado superficial quando se limita ao tecido de revestimento da bexiga e infiltrativo quando transpassa a parede muscular, podendo afetar \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3ximos ou g\u00e2nglios linf\u00e1ticos.<\/p>\n<p><strong>Fatores de risco<\/strong><br \/>\nO tabagismo (tamb\u00e9m o passivo) \u00e9 o principal fator de risco do c\u00e2ncer de bexiga, por\u00e9m h\u00e1 outras amea\u00e7as como: exposi\u00e7\u00e3o a subst\u00e2ncias qu\u00edmicas; alguns medicamentos e suplementos diet\u00e9ticos; g\u00eanero e ra\u00e7a (homens brancos t\u00eam mais chances de desenvolver a doen\u00e7a); idade avan\u00e7ada; hist\u00f3rico familiar.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m do tabagismo, o contato com subst\u00e2ncias qu\u00edmicas como as presentes em defensivos agr\u00edcolas, tinturas utilizadas na ind\u00fastria, fuma\u00e7a de diesel ou outras subst\u00e2ncias tamb\u00e9m podem predispor a essa doen\u00e7a. Medicamentos como a pioglitazona, utilizada para o controle do diabetes, j\u00e1 foram associados com o desenvolvimento do c\u00e2ncer de bexiga. Contudo, o risco \u00e9 relativamente baixo, e o principal ponto de aten\u00e7\u00e3o deve ser para pacientes que j\u00e1 tiveram c\u00e2ncer de bexiga e utilizam essa medica\u00e7\u00e3o\u201d, explica o supervisor da Disciplina de C\u00e2ncer de Bexiga da SBU, Fernando Korkes.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico e tratamento<\/strong><br \/>\nO diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de bexiga pode ser feito por exames de urina e de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada e cistoscopia (investiga\u00e7\u00e3o interna da bexiga por meio do cistosc\u00f3pio, instrumento dotado de c\u00e2mera introduzido pela uretra). Durante a cistoscopia, caso o especialista identifique alguma altera\u00e7\u00e3o, pode ser retirado material para bi\u00f3psia.<\/p>\n<p>O tratamento do c\u00e2ncer de bexiga varia conforme o est\u00e1gio da doen\u00e7a e pode consistir em cirurgia, quimioterapia e radioterapia.<\/p>\n<p>Os tipos de cirurgia consistem em: ressec\u00e7\u00e3o transuretral \u2013 remo\u00e7\u00e3o do tumor por via uretral; cistectomia parcial &#8211; retirada de uma parte da bexiga; cistectomia radical &#8211; remo\u00e7\u00e3o completa da bexiga, com a constru\u00e7\u00e3o de um novo \u00f3rg\u00e3o para armazenar a urina.<\/p>\n<p>Nos casos de les\u00f5es iniciais, ap\u00f3s removido o tumor, pode ser administrada a vacina BCG ou algum quimioter\u00e1pico dentro da bexiga a fim de evitar recidiva da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas das novidades nessa \u00e1rea incluem novas medica\u00e7\u00f5es como imunoterapia, terapias alvo e terapias com anticorpos conjugados a drogas que j\u00e1 t\u00eam sido utilizados na pr\u00e1tica e trazem benef\u00edcios para muitos pacientes. Quanto \u00e0 cirurgia, as plataformas rob\u00f3ticas auxiliam bastante nos casos em que \u00e9 necess\u00e1rio remover a bexiga e fazer algum tipo de reconstru\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta Fernando Korkes.<\/p>\n<p><strong>Mortalidade<\/strong><br \/>\nDe 2019 a 2022 o Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade registrou 19.160 \u00f3bitos em decorr\u00eancia de neoplasia maligna da bexiga. Desses, 12.956 (67,6%) eram do sexo masculino e 6.204 (32,3%) do sexo feminino.<\/p>\n<p>Para o diretor da Escola Superior de Urologia da SBU, Roni de Carvalho Fernandes, para rastrear o c\u00e2ncer de bexiga e desenvolver pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes para reduzir a incid\u00eancia e mortalidade, \u00e9 essencial considerar v\u00e1rias estrat\u00e9gias, come\u00e7ando por campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o como essa promovida pela SBU, al\u00e9m de identificar grupos de alto risco, garantir que todos tenham acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade que ofere\u00e7am diagn\u00f3stico e tratamento adequados com a cria\u00e7\u00e3o de centros especializados para garantir padr\u00f5es elevados de cuidado e resultados melhores para os pacientes.<\/p>\n<p>\u201cImplementar essas medidas requer colabora\u00e7\u00e3o entre profissionais de sa\u00fade, governos, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e a pr\u00f3pria comunidade para enfrentar de forma eficaz esse grande desafio, que \u00e9 reduzir as taxas de mortalidade do c\u00e2ncer de bexiga\u201d, afirma Fernandes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tipo de c\u00e2ncer mais incidente em homens, o tumor de bexiga matou de 800 mil pessoas no mundo e mais de 19 mil no Brasil de 2019 a 2022. 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