{"id":332897,"date":"2024-07-21T00:49:03","date_gmt":"2024-07-21T03:49:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=332897"},"modified":"2024-07-21T05:50:54","modified_gmt":"2024-07-21T08:50:54","slug":"hepatite-avanca-entre-os-ribeirinhos-no-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/hepatite-avanca-entre-os-ribeirinhos-no-amazonas\/","title":{"rendered":"Hepatite avan\u00e7a entre os ribeirinhos no Amazonas"},"content":{"rendered":"<p>Casos de hepatite Delta entre ribeirinhos no Amazonas preocupam autoridades da sa\u00fade e pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). A doen\u00e7a, que pode ser silenciosa, \u00e9 o tipo mais agressivo das hepatites virais, podendo causar cirrose, c\u00e2ncer e at\u00e9 mesmo levar \u00e0 morte. Apesar da alta incid\u00eancia, poucos pacientes est\u00e3o em tratamento, de acordo com a Fiocruz<\/p>\n<p>Desde junho deste ano, uma equipe de pesquisadores do Laborat\u00f3rio de Virologia Molecular da Fiocruz Rond\u00f4nia e profissionais de Sa\u00fade de L\u00e1brea (AM) acompanha comunidades ribeirinhas na regi\u00e3o sul do Amazonas. Segundo o Centro de Testagem R\u00e1pida e Aconselhamento (CTA) da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de L\u00e1brea (AM), h\u00e1 aproximadamente 1,4 mil casos notificados da doen\u00e7a na cidade e apenas 140 pacientes em acompanhamento.<\/p>\n<p>Em L\u00e1brea, de acordo com a Fiocruz, a equipe de pesquisadores e profissionais de sa\u00fade percorreu as comunidades ribeirinhas de V\u00e1rzea Grande e Acim\u00e3, no Rio Purus. Durante dois dias foram realizados testes r\u00e1pidos e exames laboratoriais, mas o foco principal da equipe foi o diagn\u00f3stico e rastreamento das hepatites virais, em especial a hepatite Delta. Dos 113 moradores atendidos nas duas comunidades, 16 foram diagnosticados com a hepatite.<\/p>\n<p>As amostras s\u00e3o levadas para a Fiocruz Rond\u00f4nia onde s\u00e3o processadas e avaliadas e os indiv\u00edduos com diagn\u00f3stico positivo s\u00e3o assistidos pela equipe de sa\u00fade de L\u00e1brea e o Ambulat\u00f3rio de Hepatites Virais, que auxilia na conduta cl\u00ednica dos pacientes.<\/p>\n<p>De acordo com o \u00faltimo Boletim Epidemiol\u00f3gico sobre Hepatites Virais, de 2023, divulgado pela Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade e Ambiente do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, entre 2000 e 2022 foram diagnosticados no Brasil 4.393 casos de hepatite Delta. A maior incid\u00eancia ocorreu na Regi\u00e3o Norte, com 73,1% dos casos, seguida das regi\u00f5es Sudeste (11,1%), Sul (6,6%), Nordeste (5,9%) e Centro-Oeste (3,3%). Em 2022 foram 108 novos diagn\u00f3sticos, com 56 (51,9%) casos confirmados na Regi\u00e3o Norte e 23 (21,3%) no Sudeste.<\/p>\n<p><strong>Hepatite Delta<\/strong><br \/>\nA hepatite Delta pode n\u00e3o apresentar sintomas iniciais. Ela est\u00e1 associada a uma maior ocorr\u00eancia de cirrose, at\u00e9 mesmo dentro de dois anos da infec\u00e7\u00e3o, podendo levar a outras complica\u00e7\u00f5es como c\u00e2ncer e at\u00e9 mesmo \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 sintomas, os mais frequentes s\u00e3o: cansa\u00e7o, tontura, enjoo, v\u00f4mitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a principal forma de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a vacina contra hepatite B.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a, de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, pode ser transmitida por rela\u00e7\u00f5es sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada; da m\u00e3e infectada para o filho durante a gesta\u00e7\u00e3o e parto; pelo compartilhamento de material para uso de drogas, como seringas, agulhas, cachimbos; compartilhamento de materiais de higiene pessoal, como l\u00e2minas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam; na confec\u00e7\u00e3o de tatuagem e coloca\u00e7\u00e3o de piercings, procedimentos odontol\u00f3gicos ou cir\u00fargicos que n\u00e3o atendam as normas de biosseguran\u00e7a, entre outras formas de cont\u00e1gio.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 importante, por exemplo, para se proteger, o uso de preservativos em rela\u00e7\u00f5es sexuais e n\u00e3o compartilhar objetos pessoas que podem entrar em contato com cortes, como l\u00e2minas de barbear, equipamentos para piercing e tatuagem, entre outros.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento, n\u00e3o h\u00e1 medicamentos que promovam uma cura. O que \u00e9 feito \u00e9 o controle do dano da doen\u00e7a ao f\u00edgado, para que ela n\u00e3o evolua. As terapias s\u00e3o disponibilizadas pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Al\u00e9m do tratamento com medicamentos, orienta-se que n\u00e3o se consuma bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n<p><strong>Testes<\/strong><br \/>\nSegundo o Laborat\u00f3rio de Virologia Molecular, um dos desafios \u00e9 a testagem da doen\u00e7a, para que seja detectada a tempo para um tratamento eficaz. Isso porque a rede p\u00fablica disp\u00f5e do teste de carga viral apenas para hepatite B, e os exames sorol\u00f3gicos dispon\u00edveis no SUS demonstram somente se o indiv\u00edduo teve contato com o v\u00edrus, sem informar a atual carga viral e se o v\u00edrus est\u00e1 se replicando no organismo. De acordo com o Laborat\u00f3rio, isso \u00e9 extremamente importante para a defini\u00e7\u00e3o da conduta cl\u00ednica adequada ao paciente.<\/p>\n<p>A Fiocruz Rond\u00f4nia passou, ent\u00e3o, a fazer testes de carga viral nos pacientes, por meio do m\u00e9todo molecular para quantifica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus HDV \u2013 que \u00e9 o v\u00edrus causador da hepatite Delta-, desenvolvido pelo pr\u00f3prio Laborat\u00f3rio de Virologia Molecular e, atualmente, j\u00e1 aplicado no diagn\u00f3stico e monitoramento de pacientes nos estados de Rond\u00f4nia e Acre. A tecnologia ainda n\u00e3o \u00e9 ofertada pelo SUS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casos de hepatite Delta entre ribeirinhos no Amazonas preocupam autoridades da sa\u00fade e pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). A doen\u00e7a, que pode ser silenciosa, \u00e9 o tipo mais agressivo das hepatites virais, podendo causar cirrose, c\u00e2ncer e at\u00e9 mesmo levar \u00e0 morte. 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