{"id":332915,"date":"2024-07-21T00:00:05","date_gmt":"2024-07-21T03:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=332915"},"modified":"2024-07-21T06:41:11","modified_gmt":"2024-07-21T09:41:11","slug":"relacao-de-amizade-e-fundamental-para-a-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/relacao-de-amizade-e-fundamental-para-a-saude-mental\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o de amizade \u00e9 fundamental para a sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<p>No s\u00e1bado (20) foi comemorado o Dia do Amigo. A data foi criada pelo professor de psicologia e fil\u00f3sofo argentino Enrique Ernesto Febbraro, inspirado na chegada do homem \u00e0 lua, em 20 de julho de 1969. Febbraro acreditava que este feito humano, mais do que uma conquista cient\u00edfica, significava a chance de se fazer amigos. O Dia do Amigo foi institu\u00eddo, inicialmente, na Argentina, mas logo ganhou outros pa\u00edses. No Uruguai, por exemplo, foi adotado na d\u00e9cada de 1970, chegando ao M\u00e9xico na d\u00e9cada seguinte e, no Brasil, nos anos de 1990.<\/p>\n<p>A m\u00fasica Can\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, de autoria de Milton Nascimento e Fernando Brant, \u00e9 considerada, no Brasil, s\u00edmbolo da amizade, ao afirmar que &#8220;Amigo \u00e9 coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do cora\u00e7\u00e3o\u201d. Foi essa a m\u00fasica que Milton cantou na homenagem prestada \u00e0 sua amiga, a cantora Elis Regina, morta no dia 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es humanas<\/strong><br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o da psic\u00f3loga Renata Ishida, gerente pedag\u00f3gica do Laborat\u00f3rio Intelig\u00eancia de Vida (LIV), estamos vivendo um momento no mundo em que o individualismo e a autossufici\u00eancia s\u00e3o muito valorizados e fomentados. \u201cE a gente esquece que o ser humano n\u00e3o se constitui e n\u00e3o sobrevive sozinho. Inclusive os beb\u00eas humanos n\u00e3o conseguem sobreviver sem o contato com o outro. A gente precisa, portanto, das rela\u00e7\u00f5es humanas\u201d, diz. Embora a vida se apresente diferente para cada pessoa, a amizade tem milh\u00f5es de fun\u00e7\u00f5es. Uma delas \u00e9 a gente expandir o nosso repert\u00f3rio. E para a crian\u00e7a, isso \u00e9 fundamental\u201d.<\/p>\n<p>Na configura\u00e7\u00e3o urbana atual, principalmente, o fato de a crian\u00e7a come\u00e7ar a conviver com outras pessoas vai desenvolver nela a possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o, empatia, pensamento cr\u00edtico, de criatividade muito maior do que se ela permanecesse s\u00f3 na rela\u00e7\u00e3o do n\u00facleo familiar. \u201cConhecer pessoas fora da fam\u00edlia faz com que a crian\u00e7a desenvolva v\u00e1rias habilidades, o que \u00e9 fundamental para a sa\u00fade mental\u201d, externou a especialista em crian\u00e7a e adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Destacou tamb\u00e9m que na amizade, a hierarquia existente na fam\u00edlia se dilui. H\u00e1 uma horizontalidade que vai desenvolver a autonomia da crian\u00e7a e do adolescente. \u201cEla vai conseguir desenvolver sua capacidade de argumenta\u00e7\u00e3o, de estabelecimento de confian\u00e7a com algu\u00e9m externo, fora da fam\u00edlia, de se defender. Significa que o amigo pode cuidar da crian\u00e7a, mas n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por ela, como ocorre dentro da fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>A amizade cria tamb\u00e9m a capacidade de suportar, respeitar e celebrar as diferen\u00e7as, porque dentro da fam\u00edlia, as pessoas pensam de uma forma mais pr\u00f3xima. \u201cEnt\u00e3o, ter esse v\u00ednculo de amizade leva as crian\u00e7as a entender que as pessoas s\u00e3o diferentes e nem por isso elas s\u00e3o nossas inimigas, nem s\u00e3o amea\u00e7adoras. A gente pode identificar as diferen\u00e7as caminhando pelo mundo. Mas a beleza da amizade \u00e9 voc\u00ea reconhecer essas diferen\u00e7as e, mesmo assim, n\u00e3o amar menos, n\u00e3o precisar romper nem achar que o outro \u00e9 motivo de amea\u00e7a ou medo para a gente\u201d. O respeito leva \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as, \u201cque \u00e9 o mais bonito\u201d, de acordo com a especialista Renata Ishida.<\/p>\n<p>De acordo com Renata, a amizade ajuda tamb\u00e9m no enfrentamento de situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, embora o amigo n\u00e3o v\u00e1 substituir um terapeuta, caso haja necessidade desse profissional. \u201cMas hoje em dia, o sofrimento \u00e9 tido como doen\u00e7a. N\u00e3o existe espa\u00e7o para a gente falar sobre sofrimento. E quem melhor que um amigo para ouvir sobre isso que a gente sofre?\u201d, indagou. Renata explicou que \u00e9 mais f\u00e1cil trocar esse tipo de assunto com amigos do que com os pais, porque crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o querem decepcionar os pais nem faz\u00ea-los ficarem tristes. Compartilhar o sofrimento com amigos faz, muitas vezes, a crian\u00e7a ou adolescente se sentir mais verdadeiro e seguro, opinou.<\/p>\n<p>Outro ponto importante para a crian\u00e7a e o adolescente \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o porque, por mais diferente que seja o amigo, eles percebem que o outro pode estar passando por situa\u00e7\u00f5es parecidas \u00e0s deles. Nesse ponto, a amizade tem um lugar mais sincero e isso, \u00e0s vezes, reduz um pouco a ansiedade. Essa identifica\u00e7\u00e3o propicia a cria\u00e7\u00e3o de um lugar no mundo para crian\u00e7as e adolescentes, que \u00e9 diferente da fam\u00edlia. A independ\u00eancia que o movimento de bando favorece traz riscos, admitiu Renata Ishida, mas alertou que a constru\u00e7\u00e3o dessa intimidade e da vulnerabilidade diante do outro mostra que aquilo n\u00e3o vai prejudicar a pessoa e que o outro n\u00e3o vai abusar dele porque est\u00e1 vulner\u00e1vel na sua frente. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 um movimento rico para o desenvolvimento da sa\u00fade mental e do autoconhecimento.<\/p>\n<p>H\u00e1 amizades que nascem na inf\u00e2ncia e duram at\u00e9 a velhice. Renata esclareceu que a amizade se diferencia dos relacionamentos amorosos conjugais, porque n\u00e3o coloca tantas expectativas e regras. Essa amizade permite que a pessoa seja mais verdadeira e mesmo que fique um tempo sem se ver, quando ocorre o reencontro, parece que n\u00e3o houve esse lapso de tempo. Renata analisou que, em uma amizade verdadeira, onde exista confian\u00e7a e a pessoa se sinta vulner\u00e1vel na frente da outra, n\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7as. E a chance disso durar \u00e9 muito grande\u201d. A n\u00e3o exig\u00eancia faz com que a amizade consiga ter uma durabilidade maior. Como ela n\u00e3o tem regras, a expectativa n\u00e3o fica t\u00e3o alta, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Todo dia<\/strong><br \/>\nPara o jornalista Marcio Vieira, celebrar os amigos n\u00e3o tem data certa. \u201cAmigo para mim \u00e9 todo dia\u201d. Ele ainda mant\u00e9m amigos de inf\u00e2ncia na cidade onde nasceu, Bom Jesus do Itabapoana, no interior do estado do Rio de Janeiro, de onde saiu aos 16 anos. Esses amigos de inf\u00e2ncia permanecem ativos. \u201cA gente fica horas batendo papo\u201d. Ele lembra at\u00e9 hoje o que o pai lhe falava: \u201cMeu filho, olha quem voc\u00ea coloca dentro de casa, com quem voc\u00ea conversa\u201d. E, principalmente, \u201cfam\u00edlia voc\u00ea n\u00e3o pode escolher, mas amigos, voc\u00ea tem obriga\u00e7\u00e3o de escolher\u201d.<\/p>\n<p>Marcio Vieira tem amigos de todas as horas, prontos para socorr\u00ea-lo em momentos de doen\u00e7a, em necessidade de viagem. Amigos ajudam a superar epis\u00f3dios de depress\u00e3o, de tristeza, indicou. \u201cTem aquele amigo que, quando voc\u00ea est\u00e1 no fundo do po\u00e7o, ele parece que pressente e liga para voc\u00ea\u201d. Mesmo quando passam anos sem se verem, a amizade entre eles persiste. \u201cEla se mant\u00e9m. Acho que amizade, para quem \u00e9 do bem, para quem tem uma alma boa, um cora\u00e7\u00e3o bom, \u00e9 inerente a tudo. Na minha percep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios anos e anos de conviv\u00eancia para as pessoas serem amigas\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Vieira, a discord\u00e2ncia entre amigos \u00e9 normal. Mas ele procura guardar as boas lembran\u00e7as porque os amigos verdadeiros v\u00e3o ajudar sempre. \u201cS\u00e3o poucos, mas boas pessoas\u201d. Destacou que quando h\u00e1 cobran\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 amizade. \u201cForam anos de terapia para eu aprender isso\u201d. Ele deixa claro que precisa de amigos na sua vida. \u201cAmigos na minha vida s\u00e3o fundamentais. Eu n\u00e3o sobrevivo mental e humanamente sem amigo\u201d. Sustentou que \u00e9 um dom a pessoa estar disposta a ouvir a outra. \u201cAmizade est\u00e1 na ess\u00eancia\u201d, garantiu.<\/p>\n<p><strong>Est\u00edmulo<\/strong><br \/>\nDevido aos benef\u00edcios para a sa\u00fade mental em todas as fases da vida, \u00e9 importante que a crian\u00e7a tenha amizades. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita \u00e0 Ag\u00eancia Brasil pelo presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Tadeu Fernandes. Isso ocorre desde a vida uterina, traduzida pela amizade com a m\u00e3e, o pai. Fernandes orienta que os pais conversem com o beb\u00ea dentro do \u00fatero e fa\u00e7am carinho na barriga \u201cporque o beb\u00ea sente todas essas manifesta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO entorno vai ser bom n\u00e3o s\u00f3 para a crian\u00e7a, mas servir\u00e1 de apoio para os pais\u201d. Ap\u00f3s o sexto m\u00eas, que \u00e9 a fase do neurodesenvolvimento importante, quando a crian\u00e7a come\u00e7a a contatar com o meio ambiente, o pediatra destacou que \u00e9 saud\u00e1vel que ela comece a brincar com outra crian\u00e7a. \u201c A amizade come\u00e7a desde a\u00ed\u201d.<\/p>\n<p>Na fase escolar, porque pais e av\u00f3s trabalham, a amizade feita com coleguinhas deve ultrapassar os muros da escola, estimulando os encontros das crian\u00e7as nos finais de semana. Fernandes disse que o est\u00edmulo deve ser no sentido que as crian\u00e7as tenham amizades f\u00edsicas e n\u00e3o virtuais, \u201clembrando tempo de tela zero at\u00e9 2 anos de idade e, ap\u00f3s 2 anos, somente uma hora. N\u00e3o ter amigos virtuais, mas reais\u201d. Na adolesc\u00eancia, valem as mesmas recomenda\u00e7\u00f5es para que eles tenham amizades, a partir de uma an\u00e1lise criteriosa dos amigos que o filho ou filha vai ter, para que n\u00e3o ocorram problemas nem desvios para drogas il\u00edcitas e l\u00edcitas. Recomendou que sejam estimulados passeios ao ar livre, idas ao shopping, ao cinema, ao teatro.<\/p>\n<p>Atualmente com 68 anos, o pediatra Tadeu Fernandes afirmou ter ainda amizades desenvolvidas na inf\u00e2ncia. \u201cOs verdadeiros amigos s\u00e3o meus amigos at\u00e9 hoje. A gente se re\u00fane, se encontra para um bate papo em um barzinho ou na casa de um amigo. Viajamos juntos. \u00c9 muito legal e at\u00e9 serve de exemplo para os nossos filhos e netos que existem amizades reais que perduram. Muitos s\u00e3o madrinhas e padrinhos e s\u00e3o o nosso apoio\u201d. Por isso, afirmou que amigos de inf\u00e2ncia s\u00e3o amigos para toda a vida.<\/p>\n<p><strong>IncaVolunt\u00e1rio<\/strong><br \/>\nA \u00c1rea de A\u00e7\u00f5es Volunt\u00e1rias do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), ou INCAvolunt\u00e1rio, \u00e9 considerada fundamental para auxiliar os pacientes em tratamentos. Um exemplo \u00e9 Maria da Assun\u00e7\u00e3o da Silva Brum, que tem sido apoio da paciente Jailcim\u00e1 Pereira de Lima, 45 anos, dona de casa, paciente do Inca desde 2015.<\/p>\n<p>Jailcim\u00e1 est\u00e1 atualmente em tratamento quimioter\u00e1pico devido a uma met\u00e1stase. &#8220;Desde 2015 que eu me trato no Inca, e sempre vou acompanhada do meu filho Felipe que, na \u00e9poca, estava com 5 anos. Tenho muito carinho pelas volunt\u00e1rias do INCAvolunt\u00e1rio e considero parte da minha fam\u00edlia. S\u00e3o muitos anos convivendo com elas no hospital, especialmente a Maria da Assun\u00e7\u00e3o. Ela me recebe sempre com um caf\u00e9 e biscoitos, conversa comigo e com meu filho, que agora est\u00e1 grand\u00e3o, pergunta sobre a escola, me ouve, ela conhece minha vida toda. \u00c9 uma amizade que, mesmo sendo s\u00f3 dentro do hospital, \u00e9 longa e muito importante para quem enfrenta o tratamento&#8221;, contou Jailcim\u00e1.<\/p>\n<p>Maria da Assun\u00e7\u00e3o da Silva Brum \u00e9 contadora aposentada e volunt\u00e1ria do INCAvolunt\u00e1rio h\u00e1 quase dez anos. No seu entender, &#8220;a amizade entre um volunt\u00e1rio e um paciente oncol\u00f3gico \u00e9 muito especial porque conhecemos a pessoa e seguimos com ela em um dos momentos mais delicados e dif\u00edceis da vida, \u00e9 um v\u00ednculo que vai se fortalecendo cada vez mais. \u00c9 diferente, claro, de uma amizade fora do hospital. N\u00f3s damos carinho, aten\u00e7\u00e3o, palavras de motiva\u00e7\u00e3o, e recebemos em troca muita gratid\u00e3o e confian\u00e7a. \u00c9 uma alegria poder receber a Jailcim\u00e1 e o filho dela ao longo desses anos todos, participar da vida deles. \u00c9 uma conex\u00e3o que ambas levaremos pela vida afora&#8221;, afian\u00e7ou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No s\u00e1bado (20) foi comemorado o Dia do Amigo. A data foi criada pelo professor de psicologia e fil\u00f3sofo argentino Enrique Ernesto Febbraro, inspirado na chegada do homem \u00e0 lua, em 20 de julho de 1969. 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