{"id":333257,"date":"2024-07-25T16:05:35","date_gmt":"2024-07-25T19:05:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=333257"},"modified":"2024-07-25T17:01:57","modified_gmt":"2024-07-25T20:01:57","slug":"futebol-feminino-estreia-nos-jogos-de-paris-batendo-nigeria-por-1-a-0","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/futebol-feminino-estreia-nos-jogos-de-paris-batendo-nigeria-por-1-a-0\/","title":{"rendered":"Futebol feminino estreia nos jogos de Paris batendo Nig\u00e9ria por 1 a 0"},"content":{"rendered":"<p>A sele\u00e7\u00e3o feminina de futebol do Brasil iniciou nesta quinta-feira, 25 de julho, sua trajet\u00f3ria nos Jogos Ol\u00edmpicos Paris 2024. E foi uma estreia bastante animadora da Sele\u00e7\u00e3o. O time de Arthur Elias fez uma apresenta\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e derrotou a Nig\u00e9ria por 1 a 0, em Bordeaux. Com chances pontuais, as brasileiras foram mais efetivas no ataque e, sobretudo, seguras no controle da bola. Titular, Marta teve \u00f3tima atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A goleira Lorena at\u00e9 foi exigida pela Nig\u00e9ria no in\u00edcio do primeiro tempo, embora o Brasil ditasse o ritmo no ataque. Marta chamava a responsabilidade e se apresentou para o gol. Primeiro, a camisa 10 balan\u00e7ou as redes, mas o tento foi anulado por impedimento. Logo depois, a Rainha serviu uma assist\u00eancia bel\u00edssima para Gabi Nunes abrir o placar, aos 37 minutos.<\/p>\n<p>J\u00e1 no segundo tempo, o Brasil controlou o ritmo e esfriou as tentativas de rea\u00e7\u00e3o da Nig\u00e9ria. Marta continuava protagonizando os principais lances do time, com direito a uma bola na trave. O resultado j\u00e1 \u00e9 essencial para as perspectivas de classifica\u00e7\u00e3o aos mata-matas. Desde a estreia do futebol feminino nos Jogos Ol\u00edmpicos, em Atlanta 1996, as brasileiras sempre passaram da fase de grupos.<\/p>\n<p>O Brasil volta a campo no pr\u00f3ximo domingo, 28 de julho &#8212; \u00e0s 12h, hor\u00e1rio de Bras\u00edlia. No Parc des Princes, em Paris, as brasileiras medem for\u00e7as com o Jap\u00e3o, que perdeu para a Espanha por 2 a 1 nesta primeira rodada.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico Arthur Elias apostou em uma escala\u00e7\u00e3o ofensiva do Brasil, algo esperado pela pr\u00f3pria convoca\u00e7\u00e3o do elenco. Lorena iniciava a forma\u00e7\u00e3o no gol, com a defesa composta por Ant\u00f4nia, Tarciane, Rafaelle e Tamires. Duda Sampaio e Vit\u00f3ria Yaya fechavam o meio-campo, com Ludmila e Marta abertas pelos lados do campo. J\u00e1 na frente, Gabi Nunes e Gabi Portilho se combinavam. Era um 4-4-2, mas com jogadoras nas pontas capazes de transformar o time num 4-2-4.<\/p>\n<p>O Brasil se postou no ataque desde os primeiros minutos. A Nig\u00e9ria, contudo, se protegia bem na defesa e teve as primeiras chances claras, aos 15 minutos. Lorena salvou a Sele\u00e7\u00e3o duas vezes. Pegou um desvio dentro da \u00e1rea de Chinwendu Ihezuo e, logo na sequ\u00eancia, uma pancada de longe de Christy Ucheibe. As nigerianas ainda tiveram uma cabe\u00e7ada perigosa por cima.<\/p>\n<p>Passado o susto, o Brasil come\u00e7ou a se soltar um pouco mais. Gabi Portilho apareceu e quase abriu o placar aos 21. Ludmila cruzou rasteiro pela esquerda e a atacante chutou ao lado da trave. O volume ofensivo do Brasil se tornava maior. E as redes balan\u00e7aram aos 36 minutos, numa troca de passes pela direita que Marta concluiu. Por\u00e9m, um impedimento no in\u00edcio da jogada gerou a anula\u00e7\u00e3o do gol. Outro lamento veio com a sa\u00edda de Tamires, que se lesionou numa entrada anterior e deu lugar a Yasmim na lateral esquerda.<\/p>\n<p>Apesar dos baques, o Brasil deu sua resposta logo depois. O primeiro gol de fato aconteceu aos 37, agora v\u00e1lido. Foi uma pintura. Come\u00e7ou com Marta, que descolou um lan\u00e7amento m\u00e1gico de canhota. Gabi Nunes tinha o caminho livre \u00e0 sua frente. Dominou com estilo e, na entrada da \u00e1rea, soltou uma pancada que venceu a goleira Chiamaka Nnadozie. Antes do intervalo, o Brasil teve um pedido de p\u00eanalti por toque de m\u00e3o. Ap\u00f3s longa revis\u00e3o, a arbitragem n\u00e3o assinalou.<\/p>\n<p>A Nig\u00e9ria dava a impress\u00e3o de que poderia voltar mais agressiva para o segundo tempo. O Brasil, no entanto, mantinha o jogo sob o seu controle e tinha a posse de bola a seu favor. As nigerianas precisavam correr atr\u00e1s das trocas de passes. Faltava \u00e0s brasileiras criar um pouco mais no ataque. A chance do segundo pintou por acaso, aos 15. Marta deu um lindo giro pela esquerda e cruzou. A bola venenosa quase entrou, batendo na trave.<\/p>\n<p>O Brasil acionou o banco de novo aos 21, com Ana Vit\u00f3ria e Jheniffer nos lugares de Vit\u00f3ria Yaya (outra contundida) e Ludmila. A Nig\u00e9ria se limitava a chutes de longe, sem tanto trabalho a Lorena. A Sele\u00e7\u00e3o era mais contundente. Aos 28, numa bola recuperada no ataque, Marta tirou a marca\u00e7\u00e3o e chutou para a defesa de Nnadozie. Seguia uma partida morna.<\/p>\n<p>Aos 38, Gabi Nunes deu lugar a Kerolin, que n\u00e3o atuava h\u00e1 nove meses, ap\u00f3s sofrer uma les\u00e3o ligamentar no joelho. Durante a reta final, a Nig\u00e9ria tentou gerar um abafa. As africanas cruzavam muitas bolas na \u00e1rea e a defesa do Brasil conseguia afastar o perigo. As brasileiras tiveram mais respiro quando prenderam a bola no ataque durante os acr\u00e9scimos. Comemoraram o triunfo. \u00c9 uma vit\u00f3ria magra, mas vital para o time de Arthur Elias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sele\u00e7\u00e3o feminina de futebol do Brasil iniciou nesta quinta-feira, 25 de julho, sua trajet\u00f3ria nos Jogos Ol\u00edmpicos Paris 2024. E foi uma estreia bastante animadora da Sele\u00e7\u00e3o. O time de Arthur Elias fez uma apresenta\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e derrotou a Nig\u00e9ria por 1 a 0, em Bordeaux. 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