{"id":333393,"date":"2024-07-28T00:00:50","date_gmt":"2024-07-28T03:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=333393"},"modified":"2024-07-28T04:32:21","modified_gmt":"2024-07-28T07:32:21","slug":"coletivo-promove-literatura-das-autoras-negras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/coletivo-promove-literatura-das-autoras-negras\/","title":{"rendered":"Coletivo promove literatura das autoras negras"},"content":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia da 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Latinidades na capital federal, as escritoras negras de Bras\u00edlia se encontraram no Museu Nacional da Rep\u00fablica, na regi\u00e3o central da capital federal, para fazer um sarau onde leram poemas e textos em prosa.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o ocorre periodicamente h\u00e1 quatro anos, e \u00e9 organizada pelo coletivo Julho das Pretas que Escrevem no DF. O nome do grupo faz refer\u00eancia direta ao M\u00eas da Mulher Preta Latino-Americana. O prop\u00f3sito do coletivo \u00e9 estimular a escrita das mulheres e a publica\u00e7\u00e3o dos seus livros.<\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o quer ficar com os livros na gaveta\u201d, afirma a escritora e jornalista Waleska Barbosa, idealizadora do coletivo.<\/p>\n<p>As mulheres negras s\u00e3o o maior grupo populacional do Brasil: 60,6 milh\u00f5es de pessoas, sendo 11,30 milh\u00f5es de mulheres pretas e 49,3 milh\u00f5es de mulheres pardas \u2013 28,3% da popula\u00e7\u00e3o, de acordo com o Censo de 2022 (IBGE).<\/p>\n<p>Apesar disso, e da contribui\u00e7\u00e3o da mulher negra para v\u00e1rios elementos da cultura brasileira, a participa\u00e7\u00e3o e reconhecimento na literatura \u00e9 diminuta, lembra Waleska. Apenas tr\u00eas autoras tendem a ser mais lembradas: a pioneira Maria Firmina dos Reis, com o romance \u00darsula (1859); Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo: di\u00e1rio de uma favelada (1960); e Maria da Concei\u00e7\u00e3o Evaristo de Brito, que come\u00e7ou a publicar somente em 2003, com o romance Ponci\u00e1 Vic\u00eancio.<\/p>\n<p>\u201cConcei\u00e7\u00e3o Evaristo publicou um livro com mais de 20 anos na gaveta. Ent\u00e3o, eu sempre digo que esse encontro de pretas que escrevem no DF \u00e9 para a gente n\u00e3o passar tanto tempo sem publicar e sem falar\u201d, enfatiza Waleska Barbosa.<\/p>\n<p>Segundo a autora, o vazio da escrita feminina e negra na literatura brasileira foi ocupado por homens brancos, o que em alguns casos acarretou na constru\u00e7\u00e3o de personagens caricatos: \u201ca empregada, a gostosa, a pessoa hiper sexualizada, personagens subalternas e ridicularizadas.\u201d Esses tipos se alimentam de preconceitos e alimentam preconceitos. A caricatura dos livros escritos por homens brancos \u201cvai estar nos filmes e na TV\u201d.<\/p>\n<p>Para espantar preconceitos liter\u00e1rios e promover mais autoras negras, o coletivo Julho das Pretas que Escrevem no DF faz homenagens a autoras locais de diferentes gera\u00e7\u00f5es. Este ano foram celebradas as escritoras Adelaide Paula, Ailin Talibah, Concei\u00e7\u00e3o Freitas, Elisa Matos, Norma Hamilton e as irm\u00e3s Giovana Teodoro e Lourdes Teodoro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia da 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Latinidades na capital federal, as escritoras negras de Bras\u00edlia se encontraram no Museu Nacional da Rep\u00fablica, na regi\u00e3o central da capital federal, para fazer um sarau onde leram poemas e textos em prosa. 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