{"id":334048,"date":"2024-08-06T00:00:50","date_gmt":"2024-08-06T03:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=334048"},"modified":"2024-08-06T09:15:02","modified_gmt":"2024-08-06T12:15:02","slug":"estados-do-sudeste-e-sul-lideram-no-campo-de-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/estados-do-sudeste-e-sul-lideram-no-campo-de-inovacao\/","title":{"rendered":"Estados do Sudeste e Sul lideram no campo de inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Sa\u0303o Paulo, Santa Catarina, Parana\u0301, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul sa\u0303o as economias mais inovadoras do Brasil, de acordo com a primeira edi\u00e7\u00e3o do \u00cdndice Brasil de Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (IBID), divulgada nesta segunda-feira (5) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia vinculada ao Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os.<\/p>\n<p>O IBID \u00e9 medido em uma escala que varia de 0 a 1. O \u00edndice leva em considera\u00e7\u00e3o diferentes aspectos para identificar l\u00edderes nacionais e regionais em inova\u00e7\u00e3o. O \u00edndice \u00e9 composto por 74 indicadores, que s\u00e3o divididos em sete pilares: institui\u00e7\u00f5es, capital humano, infraestrutura, economia, neg\u00f3cios, conhecimento e tecnologia e economia criativa. Esses pilares, por sua vez, dividem-se em 21 dimens\u00f5es, como cr\u00e9dito, investimentos, educa\u00e7\u00e3o, ambiente regulat\u00f3rio, sustentabilidade, cria\u00e7\u00e3o de conhecimento, ativos intang\u00edveis, entre outros.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u00e9 o grande l\u00edder nacional com IBID 0,891. Em segundo lugar, est\u00e1 o estado de Santa Catarina, com um \u00edndice 0,415; seguido por Parana\u0301, com 0,406; Rio de Janeiro, com 0,402; e Rio Grande do Sul, com 0,401. A m\u00e9dia nacional \u00e9 de 0,291.<\/p>\n<p><strong>Primeiro \u00edndice brasileiro<\/strong><br \/>\nO IBID foi desenvolvido com base na metodologia do \u00cdndice Global de Inova\u00e7\u00e3o (IGI), da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Segundo o INPI, o \u00edndice brasileiro \u00e9 o sexto \u00edndice nacional criado a partir dessa metodologia. Em todo o mundo, possuem \u00edndices pr\u00f3prios apenas a Uni\u00e3o Europeia, China, \u00cdndia, Col\u00f4mbia e o Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>O IGI \u00e9 publicado desde 2007 e classifica 132 pa\u00edses a partir de suas potencialidades e desafios. Na edi\u00e7\u00e3o mais recente, em 2023, o Brasil ocupou a 49\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial e a primeira posi\u00e7\u00e3o no ranking regional (Am\u00e9rica Latina e Caribe), subindo cinco coloca\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais e ele tem uma profunda diversidade ao longo do seu territ\u00f3rio muito vasto. E essa diversidade do Brasil \u00e9 vis\u00edvel, \u00e9 retratada por um conjunto de indicadores econ\u00f4micos, sociais, ambientais, culturais, demogr\u00e1ficos. E o objetivo do IBID nesse contexto \u00e9 justamente preencher uma lacuna importante do sistema estat\u00edstico nacional\u201d, explica o economista-chefe do INPI, Rodrigo Ventura.<\/p>\n<p>\u201cNo campo da inova\u00e7\u00e3o, existia at\u00e9 o dia de hoje uma lacuna. Uma lacuna importante no sistema estat\u00edstico nacional, ou seja, um indicador que permitisse ao Brasil ter um retrato da sua realidade no campo da inova\u00e7\u00e3o sob uma perspectiva regional, sob uma perspectiva territorial\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Desigualdades<\/strong><br \/>\nOs rankings produzidos a partir dos resultados do IBID evidenciam as desigualdades e tamb\u00e9m as diversidades nacionais. Enquanto as regio\u0303es Sudeste e Sul concentram a inovac\u0327a\u0303o no pai\u0301s, com estados ocupando sete das oito primeiras posic\u0327o\u0303es no ranking geral, as regio\u0303es Norte e Nordeste concentram-se na parte inferior do ranking. As \u00faltimas 15 posi\u00e7\u00f5es sa\u0303o ocupadas por estados das duas regio\u0303es. O Centro-Oeste ocupa uma posic\u0327a\u0303o intermedia\u0301ria no ranking geral do IBID.<\/p>\n<p>Os dados mostram, no entanto, que considerado o n\u00edvel de renda da popula\u00e7\u00e3o \u2013 medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) per capita, ou seja, a soma das produ\u00e7\u00e3o e riquezas produzidas no estado, dividida pelo n\u00famero de habitantes &#8211; economias do Nordeste apresentam desempenho em inova\u00e7\u00e3o acima do esperado.<\/p>\n<p>Ao todo, 14 das 27 unidades federativas registram resultados em inovac\u0327a\u0303o acima do esperado para o seu patamar de desenvolvimento econo\u0302mico. Sa\u0303o os chamados expoentes em inovac\u0327a\u0303o do IBID. Oito s\u00e3o estados nordestinos: Maranh\u00e3o, Para\u00edba, Piau\u00ed, Cear\u00e1, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia.<\/p>\n<p>Por outro lado, o estudo mostra que 13 economias obtiveram resultados aqu\u00e9m do esperado em inova\u00e7\u00e3o. Neste grupo est\u00e3o Alagoas, Esp\u00edrito Santo, al\u00e9m dos sete estados da Regi\u00e3o Norte &#8211; Amap\u00e1, Acre, Roraima, Par\u00e1, Amazonas, Rond\u00f4nia e Tocantins &#8211; o Distrito Federal e os demais estados do Centro-Oeste: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Inova\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nSegundo o INPI, a inova\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cpe\u00e7a-chave para o progresso econ\u00f4mico e competitividade das economias, independente do seu n\u00edvel de renda\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O instituto ressalta que a defini\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o foi ampliada, n\u00e3o est\u00e1 mais restrita aos laborat\u00f3rios de pesquisa e desenvolvimento ou aos artigos cient\u00edficos publicados. Nesse sentido, considera fundamental que a inova\u00e7\u00e3o ocorra \u201cde maneira socialmente inclusiva, ambientalmente sustent\u00e1vel e territorialmente integrada\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>Os resultados, de acordo com Ventura, podem evidenciar pr\u00e1ticas que podem ser replicadas no territ\u00f3rio nacional. \u201cCada estado apresenta diferentes desafios, diferentes potencialidades e \u00e9 essa a riqueza em termos de dados, em termos de informa\u00e7\u00e3o trazida pelo IBID. As diferentes din\u00e2micas e perfis dos ecossistemas locais de ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o\u201d, diz e acrescenta: \u201cEle refor\u00e7a, traz informa\u00e7\u00f5es e dados dos desafios e potencialidades de cada estado, de cada regi\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 os desafios, os gargalos, mas tamb\u00e9m quais os estados que destacam em determinados temas e que, portanto, provavelmente t\u00eam as solu\u00e7\u00f5es ou percorreram caminhos que podem ser copiados pelos seus pares\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u0303o Paulo, Santa Catarina, Parana\u0301, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul sa\u0303o as economias mais inovadoras do Brasil, de acordo com a primeira edi\u00e7\u00e3o do \u00cdndice Brasil de Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (IBID), divulgada nesta segunda-feira (5) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia vinculada ao Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os. 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