{"id":335596,"date":"2024-08-30T23:50:05","date_gmt":"2024-08-31T02:50:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=335596"},"modified":"2024-08-31T03:51:49","modified_gmt":"2024-08-31T06:51:49","slug":"conferencia-da-diaspora-africana-nas-americas-debate-pan-africanismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/conferencia-da-diaspora-africana-nas-americas-debate-pan-africanismo\/","title":{"rendered":"Confer\u00eancia da Di\u00e1spora Africana nas Am\u00e9ricas debate pan-africanismo"},"content":{"rendered":"<p>Lideran\u00e7as negras, pesquisadores e representantes de governos est\u00e3o reunidos em Salvador para a Confer\u00eancia da Di\u00e1spora Africana nas Am\u00e9ricas. Na abertura do evento na Universidade Federal da Bahia (UFBA), eles discutiram formas de aumentar o interc\u00e2mbio entre os pa\u00edses e avan\u00e7ar nas propostas sobre pan-africanismo, mem\u00f3ria, restitui\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cerca de 50 pa\u00edses enviaram delega\u00e7\u00f5es. Entre eles, Angola, \u00c1frica do Sul, Argentina, Bahamas, Camar\u00f5es, Col\u00f4mbia, Costa do Marfim, Cuba, Estados Unidos, Gana, Haiti, Honduras, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, Sud\u00e3o do Sul, Nam\u00edbia e Togo.<\/p>\n<p>O reitor da UFBA, Paulo Miguez, ressaltou o compromisso da universidade com a educa\u00e7\u00e3o e citou acordos de coopera\u00e7\u00e3o assinados com institui\u00e7\u00f5es africanas. As parcerias abrangem atividades no ensino de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e de trabalhos de pesquisa. De acordo com ele, est\u00e3o em debate novos acordos de coopera\u00e7\u00e3o com o Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores que podem ampliar a integra\u00e7\u00e3o na Di\u00e1spora Africana nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria estadual da Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial da Bahia, \u00c2ngela Guimar\u00e3es, destacou que o pan-africanismo \u00e9 muito mais que uma corrente pol\u00edtica ou filos\u00f3fica. &#8220;\u00c9 a express\u00e3o concreta da nossa unidade enquanto povo, independente das fronteiras geogr\u00e1ficas que nos separam. \u00c9 a compreens\u00e3o de que partilhamos uma hist\u00f3ria comum de resist\u00eancia, de lutas e de conquistas e que juntas somos mais fortes na busca por um mundo mais justo e equitativo&#8221;, lembrou \u00c2ngela. &#8220;Somos uma alternativa vi\u00e1vel de desenvolvimento para o sul global, carregamos a pot\u00eancia para esse futuro comum.\u201d<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria, o Brasil, por ser o pa\u00eds com a maior popula\u00e7\u00e3o negra fora da \u00c1frica, tem um papel estrat\u00e9gico nessa luta global. &#8220;A diplomacia, coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, educacional, cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica e os interc\u00e2mbios culturais, s\u00e3o ferramentas poderosas que devemos usar para construir pontes e desenvolver parcerias que beneficiem nossas comunidades em ambos os lados do Atl\u00e2ntico\u201d, afirmou \u00c2ngela.<\/p>\n<p>O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, tamb\u00e9m falou em ressignifica\u00e7\u00e3o de conceitos sobre a di\u00e1spora.<\/p>\n<p>\u201cHistoricamente, a no\u00e7\u00e3o de Di\u00e1spora Africana est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 mem\u00f3ria do colonialismo, \u00e0 mem\u00f3ria da escravid\u00e3o, do tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico de pessoas escravizadas, mas tudo isso pode e precisa ser ressignificado. Esse evento \u00e9 um evento de ressignifica\u00e7\u00e3o e reconfigura\u00e7\u00e3o da nossa humanidade, para que n\u00f3s, filhos da Di\u00e1spora, possamos fazer parte dessa humanidade que nos foi negada.\u201d<\/p>\n<p>O ministro defendeu a inclus\u00e3o de todos os pa\u00edses da di\u00e1spora no debate sobre governan\u00e7a global. &#8220;Uma governan\u00e7a global que n\u00e3o nos inclua, \u00e9 uma governan\u00e7a que se abre para o fascismo. S\u00f3 haver\u00e1 uma governan\u00e7a global realmente democr\u00e1tica se n\u00f3s estivermos inseridos nesse contexto.\u201d<\/p>\n<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou a import\u00e2ncia de l\u00edderes de movimentos sociais. \u201cQuando tiram a Mari [Marielle Franco] e d\u00e3o um recado para a gente com aqueles tiros na cabe\u00e7a, tamb\u00e9m nos deram um recado quando infelizmente assassinaram M\u00e3e Bernadete. Quando tiram os nossos l\u00edderes e as nossas l\u00edderes e dizem que somos descart\u00e1veis, a gente se reinventa.\u201d<\/p>\n<p>Em discurso, o chanceler do Togo, Robert Dussey, fez uma reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da uni\u00e3o na luta coletiva contra o racismo, por mais justi\u00e7a e condi\u00e7\u00f5es dignas de sobreviv\u00eancia. \u201cO que queremos para o continente africano \u00e9 que n\u00f3s e voc\u00eas que nascemos da mesma raiz possamos ser respeitados. Aceitar e viver nossa humanidade como todos os povos\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Para o professor de Artes e Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Sul da Bahia, Richard Santos, a confer\u00eancia \u00e9 a oportunidade de buscar uma integra\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo pol\u00edtico acerca de temas priorit\u00e1rios para a popula\u00e7\u00e3o negra. &#8220;Quando discutimos pan-africanismo, um dos t\u00f3picos que a gente discute \u00e9 a possibilidade de discutir o futuro, ampliar, avan\u00e7ar para al\u00e9m dessa rela\u00e7\u00e3o cultural, dessa rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o costuma passar pela pol\u00edtica dos movimentos sociais e culturais&#8221;, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lideran\u00e7as negras, pesquisadores e representantes de governos est\u00e3o reunidos em Salvador para a Confer\u00eancia da Di\u00e1spora Africana nas Am\u00e9ricas. 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