{"id":335752,"date":"2024-09-02T11:00:02","date_gmt":"2024-09-02T14:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=335752"},"modified":"2024-09-02T13:04:24","modified_gmt":"2024-09-02T16:04:24","slug":"mercado-financeiro-ve-economia-forte-e-eleva-dados-do-pib-para-246","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-financeiro-ve-economia-forte-e-eleva-dados-do-pib-para-246\/","title":{"rendered":"Mercado financeiro v\u00ea economia forte e eleva dados do PIB para 2,46%"},"content":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,43% para 2,46%. A estimativa est\u00e1 no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a proje\u00e7\u00e3o para os principais indicadores econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) \u00e9 crescimento de 1,85%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro tamb\u00e9m projeta expans\u00e3o do PIB em 2%, para os dois anos.<\/p>\n<p>Em 2023, superando as proje\u00e7\u00f5es, a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilh\u00f5es, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Em 2022, a taxa de crescimento havia sido 3%.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 em R$ 5,33 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previs\u00e3o \u00e9 que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNesta edi\u00e7\u00e3o do Focus, a previs\u00e3o para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) \u2013 considerada a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 em 2024 subiu de 4,25% para 4,26%. Para 2025, a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o ficou em 3,92%. Para 2026 e 2027, as previs\u00f5es s\u00e3o de 3,6% e 3,5%, respectivamente.<\/p>\n<p>A estimativa para 2024 est\u00e1 acima da meta de infla\u00e7\u00e3o, mas ainda dentro de toler\u00e2ncia, que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 3% para este ano, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior 4,5%.<\/p>\n<p>A partir de 2025, entrar\u00e1 em vigor o sistema de meta cont\u00ednua, assim, o CMN n\u00e3o precisa mais definir uma meta de infla\u00e7\u00e3o a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta cont\u00ednua em 3%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.<\/p>\n<p>Em julho, puxado principalmente pelo pre\u00e7o da gasolina, passagens de avi\u00e3o e energia el\u00e9trica, a infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foi 0,38% , ap\u00f3s ter registrado 0,21% em junho. De acordo com o IBGE, em 12 meses, o IPCA acumula 4,5%, no limite superior da meta de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o de agosto ser\u00e1 divulgada na pr\u00f3xima segunda-feira (9).<\/p>\n<p><strong>Taxa de juros<\/strong><br \/>\nPara alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, definida em 10,5% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). Diante de um ambiente externo adverso e do aumento das incertezas econ\u00f4micas, na \u00faltima reuni\u00e3o no fim de julho, o BC decidiu pela manuten\u00e7\u00e3o da Selic, pela segunda vez seguida, ap\u00f3s um ciclo de sete redu\u00e7\u00f5es que foi de agosto de 2023 a maio de 2024.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monet\u00e1rio que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta no pre\u00e7o de alimentos, energia e combust\u00edveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete reuni\u00f5es seguidas. Com o controle dos pre\u00e7os, o BC passou a realizar os cortes na Selic.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, em mar\u00e7o de 2021, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. O \u00edndice ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom est\u00e1 marcada para 17 e 18 de setembro.<\/p>\n<p>Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 no patamar que est\u00e1 hoje, em 10,5% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa \u00e9 que a taxa b\u00e1sica caia para 10% ao ano. Para 2026 e 2027, a previs\u00e3o \u00e9 que ela seja reduzida, novamente, para 9,5% ao ano e 9% ao ano, respectivamente.<\/p>\n<p>Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>A taxa Selic, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,43% para 2,46%. A estimativa est\u00e1 no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a proje\u00e7\u00e3o para os principais indicadores econ\u00f4micos. 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