{"id":335889,"date":"2024-09-04T00:00:17","date_gmt":"2024-09-04T03:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=335889"},"modified":"2024-09-04T10:57:18","modified_gmt":"2024-09-04T13:57:18","slug":"jerusa-geber-vence-os-100m-e-conquista-primeiro-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/jerusa-geber-vence-os-100m-e-conquista-primeiro-ouro\/","title":{"rendered":"Jerusa Geber vence os 100m e conquista primeiro ouro"},"content":{"rendered":"<p>A atleta acreana Jerusa Geber (na foto ao lado do guia Gabriel Aparecido dos Santos Garcia), 42 anos, conquistou nesta ter\u00e7a-feira (3) a medalha de ouro nos 100m, da classe T11 (defici\u00eancia visual). Ela completou a prova em 11s83, superando a chinesa Cuiqing Liu, que ficou com a prata (12s04), e a paranaense Lorena Spoladore, que ficou com o bronze (12s14).<\/p>\n<p>Foi a primeira vez que Jerusa subiu ao lugar mais alto do p\u00f3dio no megaevento (ela tem duas pratas e dois bronzes), conquistados em tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es diferentes: Pequim 2008, Londres 2012 e T\u00f3quio 2020.<\/p>\n<p>Lorena Spoladore, por sua vez, conquistou sua terceira medalha paral\u00edmpica. Ela j\u00e1 tinha uma prata no revezamento 4x100m, e um bronze no salto em dist\u00e2ncia, ambos conquistados no Rio 2016.<\/p>\n<p><strong>Recorde mundial nas semifinais<\/strong><br \/>\nJerusa bateu o recorde mundial na semifinal da prova, com o tempo de 11s80. A marca anterior j\u00e1 pertencia a ela mesma \u2013 11s83, registrada no CT Paral\u00edmpico, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Apenas quatro velocistas cegas na hist\u00f3ria conseguiram fazer os 100m em menos de 12s. Al\u00e9m da acreana, apenas as chinesas Cuiqing Liu e Guohua Zhou, al\u00e9m da brit\u00e2nica Libby Clegg conseguiram tal feito. Outras duas atletas do Brasil chegaram perto: a paranaense Lorena Spoladore, que registrou o tempo de 12s02, em 2019, e a mineira Terezinha Guilhermina, que terminou a dist\u00e2ncia em 12s10, nos Jogos Paral\u00edmpicos do Rio 2016.<\/p>\n<p>Foi apenas no \u00faltimo ciclo paral\u00edmpico que Jerusa se consolidou como uma das principais velocistas da classe T11. Ap\u00f3s a medalha de bronze nos 200m em T\u00f3quio 2020, ela foi ouro nos 100m e nos 200m no Mundial de Paris 2023, ouro nos 100m e nos 200m nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, e ouro nos 100m e bronze nos 200m no Mundial de Kobe 2024.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><br \/>\nJerusa nasceu totalmente cega. Ao longo da vida, fez algumas cirurgias que possibilitaram que ela enxergasse um pouco, mas aos 18 anos voltou a perder totalmente a vis\u00e3o. Conheceu o esporte paral\u00edmpico aos 19 anos a convite de um amigo tamb\u00e9m deficiente visual.<\/p>\n<p>Devido a um glaucoma cong\u00eanito desde os primeiros dias de vida, a paranaense Lorena Spoladore perdeu a vis\u00e3o gradativamente. A fam\u00edlia mudou-se para Goi\u00e2nia em busca de tratamento, mas, aos 4 anos, Lorena j\u00e1 tinha 95% da vis\u00e3o comprometida. Dois anos mais tarde, ficou totalmente cega.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atleta acreana Jerusa Geber (na foto ao lado do guia Gabriel Aparecido dos Santos Garcia), 42 anos, conquistou nesta ter\u00e7a-feira (3) a medalha de ouro nos 100m, da classe T11 (defici\u00eancia visual). 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