{"id":336191,"date":"2024-09-09T05:00:41","date_gmt":"2024-09-09T08:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=336191"},"modified":"2024-09-09T06:05:05","modified_gmt":"2024-09-09T09:05:05","slug":"conheca-projetos-que-tratam-de-eleicoes-e-cidadania-para-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/conheca-projetos-que-tratam-de-eleicoes-e-cidadania-para-criancas\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a projetos que tratam de elei\u00e7\u00f5es e cidadania para crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Em ano de elei\u00e7\u00f5es municipais, como e por que envolver crian\u00e7as em um tema t\u00e3o \u00e1rido como a pol\u00edtica? As respostas a essa pergunta s\u00e3o muitas, e a reportagem conheceu experi\u00eancias pr\u00e1ticas que ajudam a introduzir o assunto junto aos pequenos, mesmo antes da idade m\u00ednima para votar (16 anos) no pleito que ocorrer\u00e1 em outubro em todo o pa\u00eds. O Nordeste, claro, precisa ficar ligado para seguir no mesmo caminho.<\/p>\n<p>Uma dessas experi\u00eancias destinada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o eleitoral \u00e9 o Projeto Plenarinho, da C\u00e2mara dos Deputados, que completou 20 anos neste m\u00eas de agosto. A coordenadora da equipe de Educa\u00e7\u00e3o para a Democracia da Escola da C\u00e2mara dos Deputados, Corina Castro, explica que o projeto foi criado para ensinar crian\u00e7as e adolescentes sobre pol\u00edtica e democracia, \u201ctudo isso de um jeito divertido e f\u00e1cil de entender\u201d.<\/p>\n<p>\u201cL\u00e1 voc\u00ea pode encontrar jogos, hist\u00f3rias em quadrinhos, v\u00eddeos, atividades que mostram como as leis s\u00e3o feitas e como \u00e9 que funciona o governo\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com ela, os conte\u00fados s\u00e3o direcionados tanto para o p\u00fablico de 9 a 12 anos como para professores que desejem tratar do tema em sala de aula. Entre os projetos, est\u00e3o o C\u00e2mara Mirim, no qual grupos de crian\u00e7as criam e votam projetos de lei; e o Eleitor Mirim, que ensina as crian\u00e7as a votar em candidatos fict\u00edcios.<\/p>\n<p>Para a coordenadora, \u00e9 importante que crian\u00e7as se envolvam com as elei\u00e7\u00f5es para entender e exercitar a cidadania desde cedo.<\/p>\n<p>\u201cA gente trata isso para as crian\u00e7as como uma oportunidade de aprender a escolher bem, lembrando que escolher bem tem a perspectiva, tem o lugar de fala, tem o lugar que essa pessoa se encontra, o contexto dela. Ent\u00e3o, aprender a escolher bem \u00e9 escolher de acordo com os interesses da sua comunidade\u201d.<\/p>\n<p>Corina destaca que, como \u201ccidad\u00e3s do futuro\u201d, as crian\u00e7as devem compreender as escolhas que s\u00e3o feitas no presente e que v\u00e3o interferir nesse futuro.<\/p>\n<p>\u201cMuitas coisas que s\u00e3o feitas hoje n\u00e3o s\u00e3o ben\u00e9ficas para o futuro. \u00c9 o caso, por exemplo, das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, da maneira como a gente vem trabalhando, vem fazendo as coisas, talvez n\u00e3o seja interessante para o futuro. E as elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma oportunidade de crescer sabendo que as suas opini\u00f5es s\u00e3o importantes e que elas podem fazer a diferen\u00e7a. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a opini\u00e3o, \u00e9 entender como foi a experi\u00eancia para chegar na opini\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Crian\u00e7as eleitoras<\/strong><br \/>\nNo Rio de Janeiro, o Col\u00e9gio Pedro II, institui\u00e7\u00e3o federal que conta com 15 campi na capital e Regi\u00e3o Metropolitana, com cerca de 12 mil estudantes da educa\u00e7\u00e3o infantil ao ensino m\u00e9dio, trabalha com a pr\u00e1tica da elei\u00e7\u00e3o em sala de aula desde o quinto ano, \u00faltima s\u00e9rie da primeira fase do ensino fundamental, que envolve crian\u00e7as de 10 e 11 anos.<\/p>\n<p>A orientadora pedag\u00f3gica do Campus S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o I, Fl\u00e1via Assis, explica que cada turma escolhe o seu representante de classe, que ir\u00e1, entre outras coisas, participar do Conselho de Classe (COC) junto com os professores.<\/p>\n<p>\u201cTodo ano tem [essa elei\u00e7\u00e3o], e eles s\u00e3o convidados a se candidatar. N\u00f3s conversamos com eles sobre o que significa essa representa\u00e7\u00e3o. O que significa lan\u00e7ar-se ao coletivo, representar um coletivo, porque n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de falar sobre si mesmo, n\u00e9? Em geral, a gente traz alguma literatura que os envolva nesse sentido. A\u00ed abre o per\u00edodo eleitoral, a gente apresenta o calend\u00e1rio eleitoral, as chapas se apresentam, fazem as campanhas, apresentam seus programas. E a\u00ed tem as elei\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com ela, as representa\u00e7\u00f5es t\u00eam autonomia para atuar em conjunto com a turma.<\/p>\n<p>\u201cTem anos, por exemplo, que os representantes organizam a formatura. Tem anos que os representantes escrevem cartas para vir aqui na dire\u00e7\u00e3o fazer solicita\u00e7\u00f5es de melhorias nos aspectos f\u00edsicos da escola. \u00c0s vezes s\u00e3o temas que envolvem eventos, ent\u00e3o varia muito do engajamento da turma. Mas o que a gente quer com isso \u00e9 que eles, como um todo, se sintam como um corpo coletivo e que entendam que os representantes t\u00eam um papel de levar a voz daquele coletivo para fora, ent\u00e3o que eles se organizem politicamente nas suas pautas, essa \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o mesmo\u201d.<\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o \u00e9 coordenada pelo Setor de Orienta\u00e7\u00e3o Educacional e Pedag\u00f3gica (Seop). A pedagoga Manuela Monteiro, respons\u00e1vel pelo Seop do Campus S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o I, explica que todas as turmas recebem orienta\u00e7\u00e3o sobre a representa\u00e7\u00e3o de classe e tamb\u00e9m o acompanhamento sobre os momentos de intera\u00e7\u00e3o dele com os setores do col\u00e9gio.<\/p>\n<p>\u201cA gente faz uma reuni\u00e3o de equipe, monta um cronograma, pensando no tempo h\u00e1bil para cada passo desse processo de vota\u00e7\u00e3o, da participa\u00e7\u00e3o nas assembleias e da atua\u00e7\u00e3o dos alunos representantes no conselho de classe. Cada cronograma \u00e9 pensado a cada trimestre, porque, por exemplo, no primeiro trimestre acontece a vota\u00e7\u00e3o do aluno representante. Nos outros trimestres, \u00e9 somente a quest\u00e3o das assembleias, porque j\u00e1 tem os alunos representantes eleitos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Candidatos e candidatas<\/strong><br \/>\nA reportagem conversou com alguns dos candidatos e candidatas. Ana J\u00falia Diniz Cassiano, de 10 anos, diz que quer ser representante para ajudar a turma, a professora e organizar o recreio, al\u00e9m de ter e oportunidade de falar no Conselho de Classe. \u201cRepresentante de turma, ele representa a turma toda, os alunos v\u00e3o dando uma ideia pro representante e ele leva pro COC.\u201d<\/p>\n<p>Em sua campanha, Conrado Senas, de 10 anos, diz que pretende colocar mais ordem na turma e evitar conflitos. \u201cEu quero resolver o problema de ficar xingando os outros, que n\u00e3o pode falar palavr\u00e3o, n\u00e9? E tem que respeitar os amiguinhos, n\u00e3o pode rabiscar a mesa, n\u00e3o pode rabiscar a parede. N\u00e3o fazer besteira, tipo, n\u00e3o sujar banheiro, n\u00e3o ficar fazendo xixi no ch\u00e3o, porque a tia da limpeza fica muito triste\u201d.<\/p>\n<p>Teodoro Oliveria da Silva Batista, 10 anos, espera ser eleito para ajudar a turma a manter o foco nos estudos. \u201cEu queria ajudar a escola em v\u00e1rios aspectos, mas espero ajudar a minha turma. A gente tem que ouvir a turma, a gente conversa muito, mas a gente \u00e9 muito unido. E eu acho que a gente poderia parar de conversar um pouco e prestar mais aten\u00e7\u00e3o na aula\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 Ana Beatriz da Silva, 11 anos, considera que, apesar de a vota\u00e7\u00e3o ser o meio mais usual de escolha, o ideal seria chegar a um consenso. \u201cDe certa forma, \u00e9 injusto, eu acho que a gente deveria conversar, entrar em um consenso conjunto e, se necess\u00e1rio, fazer uma vota\u00e7\u00e3o. Porque eu acho que o que vale mesmo \u00e9 uma uni\u00e3o, n\u00e3o quem tiver mais voto ganha\u201d.<\/p>\n<p>Os pequenos tamb\u00e9m est\u00e3o por dentro das elei\u00e7\u00f5es municipais e tem recados importantes para quem vencer a disputa. \u201cEu pediria que ele desse uma condi\u00e7\u00e3o melhor para as pessoas, uma condi\u00e7\u00e3o melhor financeira. Porque tem muita gente que n\u00e3o tem uma condi\u00e7\u00e3o muito boa e mora em lugares que n\u00e3o tem uma estrutura suficiente para abrigar as pessoas, perto de esgoto, e quando chove transborda tudo e pode transmitir doen\u00e7as para as pessoas. Eu acho que deviam ter melhorias para as favelas do Rio\u201d, diz Ana Beatriz.<\/p>\n<p>Isabella Nairim Gomes de Souza, 10 anos, concorda com a colega. \u201cPor mim, eu ia deixar os candidatos, os eleitos, mais humildes, pra ajudar o pr\u00f3ximo, ter compaix\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Francisco Barcelos Rodrigues, 10 anos, lembra das benfeitorias que ocorrem apenas no momento da campanha. \u201cL\u00e1 onde eu moro, teve um cara l\u00e1 que come\u00e7ou a ajeitar as ruas h\u00e1 um tempo j\u00e1. E ontem ele passou em todas as ruas soltando fogos, com bandeira. N\u00e3o \u00e9 certo, porque deveria ser toda hora, ele est\u00e1 ajeitando tudo agora, mas a\u00ed ele s\u00f3 est\u00e1 querendo voto para ele ganhar a elei\u00e7\u00e3o e depois n\u00e3o fazer mais nada\u201d.<\/p>\n<p>Maria Eduarda Rocha Campos, 10 anos, falou das promessas n\u00e3o cumpridas pelos pol\u00edticos. \u201cEu acho que tem que ter um prefeito para colocar ordem e ajeitar as coisas, s\u00f3 que tamb\u00e9m n\u00e3o adianta ter um prefeito que promete, promete, promete, faz um monte de propaganda e n\u00e3o cumpre. Tem que ser um prefeito honesto, que v\u00e1 cumprir com as coisas que ele falar, que vai fazer\u201d<\/p>\n<p><strong>Participa\u00e7\u00e3o desde cedo<\/strong><br \/>\nA coordenadora do Plenarinho, Corina Castro, ressalta a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o no processo eleitoral desde cedo, para entender de pequeno a import\u00e2ncia da cidadania e da democracia.<\/p>\n<p>\u201cMesmo sem votar, elas podem participar aprendendo, conversando, ajudando na comunidade, apoiando os pais, praticando cidadania. Trabalho volunt\u00e1rio, por exemplo. E tem muitas oportunidades nas pr\u00f3prias elei\u00e7\u00f5es, n\u00e9? Algumas organiza\u00e7\u00f5es aceitam crian\u00e7as para entregar panfletos, para participar de atos. Ent\u00e3o, \u00e9 uma forma de praticar a cidadania. E a gente acha que isso cria uma base forte para as crian\u00e7as serem cidad\u00e3s ativas, informadas, no futuro e hoje mesmo\u201d.<\/p>\n<p>Outra organiza\u00e7\u00e3o que tem trabalho voltado para a inf\u00e2ncia nestas elei\u00e7\u00f5es \u00e9 o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas pela Inf\u00e2ncia (Unicef). A entidade da ONU fez recomenda\u00e7\u00f5es para a garantia dos direitos das crian\u00e7as e dos adolescentes nas cidades brasileiras, em forma de cartilha para os candidatos, para os jornalistas, para os adolescentes e para os eleitores.<\/p>\n<p>O coordenador do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil, Mario Volpi, explica que, dentre todas as demandas que exigem aten\u00e7\u00e3o das autoridades e da sociedade no pa\u00eds, a organiza\u00e7\u00e3o identificou cinco mais urgentes: prote\u00e7\u00e3o contra todas as viol\u00eancias, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, escolas de qualidade para todos, promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e da nutri\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u201cEsses cinco temas n\u00e3o podem esperar, ent\u00e3o a gente tentou estabelecer um conjunto de a\u00e7\u00f5es que a gente quer que o munic\u00edpio discuta e que os candidatos a prefeito e a vereador digam duas coisas: o que eles v\u00e3o fazer e como eles v\u00e3o fazer. Porque n\u00e3o basta dizer o que eles v\u00e3o fazer, \u00e9 preciso dizer com quanto dinheiro, com que atividades, com quais profissionais. Como que eles v\u00e3o fazer para cumprir essas promessas?\u201d<\/p>\n<p>Sobre o envolvimento das crian\u00e7as no processo eleitoral, Volpi destaca que a participa\u00e7\u00e3o delas na sociedade deve ser progressiva.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea come\u00e7a participando, opinando l\u00e1 na sua fam\u00edlia, na escola, entendendo os problemas para da\u00ed, na adolesc\u00eancia, j\u00e1 come\u00e7ar a participar de algum grupo de discuss\u00e3o dos direitos, para reivindicar seus direitos, o gr\u00eamio estudantil na escola, para aos 16 anos tirar o t\u00edtulo de eleitor e ir votar, escolher os seus candidatos\u201d.<\/p>\n<p>Ele destaca, ainda, a import\u00e2ncia de que crian\u00e7as e adolescentes sejam envolvidos em conversas sobre o tema. \u201cPorque elas \u00e9 que vivem as pol\u00edticas p\u00fablicas, n\u00e9? Elas que est\u00e3o na escola, elas que est\u00e3o l\u00e1 no centro de sa\u00fade sendo atendidas. Ent\u00e3o, a voz, a opini\u00e3o e a sugest\u00e3o delas no debate, na sugest\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para as quest\u00f5es que dizem respeito \u00e0s suas pr\u00f3prias vidas \u00e9 essencial. A gente n\u00e3o vai avan\u00e7ar na consolida\u00e7\u00e3o da democracia, no desenvolvimento sustent\u00e1vel, sem participa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e dos adolescentes\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em ano de elei\u00e7\u00f5es municipais, como e por que envolver crian\u00e7as em um tema t\u00e3o \u00e1rido como a pol\u00edtica? 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