{"id":336482,"date":"2024-09-14T00:00:06","date_gmt":"2024-09-14T03:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=336482"},"modified":"2024-09-14T09:24:46","modified_gmt":"2024-09-14T12:24:46","slug":"fazenda-aumenta-para-32-estimativa-para-o-pib-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/fazenda-aumenta-para-32-estimativa-para-o-pib-em-2024\/","title":{"rendered":"Fazenda aumenta para 3,2% estimativa para o PIB em 2024"},"content":{"rendered":"<p>A Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda aumentou, de 2,5% para 3,2%, a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A previs\u00e3o consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 3,9% para 4,25% a proje\u00e7\u00e3o para 2024.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao desempenho da economia, a proje\u00e7\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no pa\u00eds) foi revisada ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do crescimento de 1,4% no indicador no segundo trimestre. Divulgado h\u00e1 dez dias pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o resultado ficou acima do esperado.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha informado que a equipe econ\u00f4mica revisaria para mais de 3% a previs\u00e3o de crescimento para o PIB em 2024.<\/p>\n<p>Apesar de ter elevado a previs\u00e3o de crescimento para o PIB, a SPE prev\u00ea desacelera\u00e7\u00e3o no segundo semestre. Para o terceiro trimestre (julho a setembro), o documento prev\u00ea expans\u00e3o de 0,6% do PIB, contra 1,4% registrado no trimestre anterior. Para 2025, a estimativa de crescimento caiu de 2,6% para 2,5%. A SPE atribui o menor crescimento no pr\u00f3ximo ano \u00e0 perspectiva de um novo ciclo de aumentos na Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia).<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o para o IPCA est\u00e1 pr\u00f3xima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o para o ano, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior \u00e9 4,5%. Para 2025, a estimativa avan\u00e7ou de 3,2% para 3,3%.<\/p>\n<p>Segundo a SPE, contribu\u00edram para o crescimento das estimativas para a infla\u00e7\u00e3o os impactos da alta do d\u00f3lar, o reajuste no piso m\u00ednimo para os pre\u00e7os de cigarro e o cen\u00e1rio de bandeira amarela para as tarifas de energia el\u00e9trica no final do ano. Desde o fim de agosto, a bandeira tarif\u00e1ria para a energia est\u00e1 vermelha, por causa da estiagem em boa parte do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Setores<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de elevar a previs\u00e3o de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecu\u00e1ria, a varia\u00e7\u00e3o esperada para o PIB continua negativa, mas a expectativa de retra\u00e7\u00e3o, que era de 2,5%, melhorou para 1,9%. De acordo com o documento, a revis\u00e3o reflete a alta nas estimativas para a safra de milho, algod\u00e3o, cana-de-a\u00e7\u00facar e o aumento na produ\u00e7\u00e3o de carne.<\/p>\n<p>Para a ind\u00fastria, a expectativa de crescimento foi revisada para cima, de 2,6% para 3,4%. Segundo a SPE, a revis\u00e3o reflete principalmente as maiores estimativas para o crescimento da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o no ano. No segundo trimestre, a ind\u00fastria foi o setor que mais puxou o crescimento do PIB. A proje\u00e7\u00e3o para a expans\u00e3o dos servi\u00e7os tamb\u00e9m subiu, passando de 2,8% para 3,3%.<\/p>\n<p><strong>INPC<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o aos demais \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o, a SPE tamb\u00e9m revisou as estimativas. O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo e corrigir aposentadorias, dever\u00e1 encerrar este ano com varia\u00e7\u00e3o de 4,1%, um pouco mais alto que os 3,65% divulgados no boletim anterior, em julho. A proje\u00e7\u00e3o para o \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os \u2013 Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da constru\u00e7\u00e3o civil e o consumidor final, passou de 3,6% para 3,8% este ano. Por refletir os pre\u00e7os no atacado, o IGP-DI \u00e9 mais suscet\u00edvel \u00e0s varia\u00e7\u00f5es do d\u00f3lar.<\/p>\n<p><strong>Rio Grande do Sul<\/strong><br \/>\nNa edi\u00e7\u00e3o anterior, em julho, o Boletim Macrofiscal tinha informado que as enchentes no Rio Grande do Sul impactariam o PIB em 0,25 ponto percentual em 2024. O n\u00famero n\u00e3o foi revisado, mas a SPE detalhou que a menor contribui\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de aux\u00edlio ao estado contribuir\u00e1 para a desacelera\u00e7\u00e3o da economia no terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do Boletim Macrofiscal s\u00e3o usados no Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o de Receitas e Despesas, que ser\u00e1 divulgado no pr\u00f3ximo dia 20. Publicado a cada dois meses, o relat\u00f3rio traz previs\u00f5es para a execu\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento com base no desempenho das receitas e da previs\u00e3o de gastos do governo, com o PIB e a infla\u00e7\u00e3o entrando em alguns c\u00e1lculos. Com base no cumprimento da meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio e do limite de gastos do novo arcabou\u00e7o fiscal, o governo bloqueia alguns gastos n\u00e3o obrigat\u00f3rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda aumentou, de 2,5% para 3,2%, a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A previs\u00e3o consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda. 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