{"id":337529,"date":"2024-09-29T00:10:11","date_gmt":"2024-09-29T03:10:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=337529"},"modified":"2024-09-28T23:45:50","modified_gmt":"2024-09-29T02:45:50","slug":"brasil-china-e-mais-11-paises-criam-grupo-amigos-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-china-e-mais-11-paises-criam-grupo-amigos-da-paz\/","title":{"rendered":"Brasil, China e mais 11 pa\u00edses criam Grupo Amigos da Paz"},"content":{"rendered":"<p>Brasil, China, \u00c1frica do Sul, Arg\u00e9lia, Bol\u00edvia, Cazaquist\u00e3o, Col\u00f4mbia, Egito, Indon\u00e9sia, M\u00e9xico, Qu\u00eania, Turquia e Z\u00e2mbia anunciaram, em comunicado conjunto a inten\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do Grupo Amigos da Paz, um conjunto de pa\u00edses do Sul Global que pretende estabelecer entendimentos comuns para apoiar os esfor\u00e7os globais para alcan\u00e7ar a paz.<\/p>\n<p>O encontro foi copresidido pelo ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, embaixador Mauro Vieira, o assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da Rep\u00fablica, embaixador Celso Amorim, e o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da China, Wang Yi. Participaram ainda 16 chanceleres ou representantes de alto n\u00edvel de pa\u00edses do Sul Global.<\/p>\n<p><strong>Ucr\u00e2nia<\/strong><br \/>\nNo comunicado conjunto, os 13 pa\u00edses manifestaram preocupa\u00e7\u00e3o com o conflito na Ucr\u00e2nia e com os riscos de escalada do confronto. Reiteraram os termos da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas, especialmente o respeito \u00e0 soberania e \u00e0 integridade territorial dos Estados.<\/p>\n<p>\u201cEstamos preocupados com os riscos e crises decorrentes desse conflito, que j\u00e1 afetou muitos pa\u00edses, incluindo aqueles do Sul Global. Pedimos a observa\u00e7\u00e3o dos prop\u00f3sitos e princ\u00edpios da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas, respeitando a soberania e a integridade territorial dos Estados, respeitando as leg\u00edtimas preocupa\u00e7\u00f5es dos Estados e levando em considera\u00e7\u00e3o a necessidade de sustentar os princ\u00edpios de paz, seguran\u00e7a e prosperidade\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>O grupo de pa\u00edses ainda enfatizou a import\u00e2ncia de solu\u00e7\u00f5es pac\u00edficas para o conflito e encontradas por meio da diplomacia. \u201cChamamos as partes do conflito a observar princ\u00edpios para uma desescalada e destacamos a import\u00e2ncia de n\u00e3o expandir o campo de batalha e n\u00e3o intensificar os combates\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses pediram a absten\u00e7\u00e3o da amea\u00e7a do uso de armas nucleares e solicitaram o aumento da assist\u00eancia humanit\u00e1ria e da prote\u00e7\u00e3o de civis, de infraestruturas civis, incluindo instala\u00e7\u00f5es nucleares pac\u00edficas e outras instala\u00e7\u00f5es de energia. O documento defende ainda os esfor\u00e7os de media\u00e7\u00e3o para a troca de prisioneiros de guerra entre as partes em conflito.<\/p>\n<p>\u201cPedimos a absten\u00e7\u00e3o do uso ou da amea\u00e7a de uso de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa, especialmente armas nucleares, bem como armas qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas. Todos os esfor\u00e7os devem ser envidados para prevenir a prolifera\u00e7\u00e3o nuclear e evitar uma guerra nuclear. Todas as partes devem cumprir as leis e acordos internacionais relevantes e prevenir resolutamente acidentes nucleares provocados pelo homem\u201d.<\/p>\n<p><strong>Integra do comunicado<\/strong><br \/>\nOs Ministros das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e Altos Representantes de um grupo de pa\u00edses do Sul Global se reuniram \u00e0 margem do Debate Geral da 79\u00aa sess\u00e3o da Assembleia Geral, em 27 de setembro de 2024. Ao final da reuni\u00e3o, \u00c1frica do Sul, Arg\u00e9lia, Bol\u00edvia, Brasil, Cazaquist\u00e3o, China, Col\u00f4mbia, Egito, Indon\u00e9sia, M\u00e9xico, Qu\u00eania, Turquia e Z\u00e2mbia emitiram o seguinte comunicado conjunto:<\/p>\n<p>1. Estamos profundamente preocupados com a hostilidade em andamento na Ucr\u00e2nia e os riscos de sua escalada. Estamos preocupados com os riscos e crises decorrentes desse conflito, que j\u00e1 afetou muitos pa\u00edses, incluindo aqueles do Sul Global.<\/p>\n<p>2. Pedimos a observa\u00e7\u00e3o dos prop\u00f3sitos e princ\u00edpios da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas, respeitando a soberania e a integridade territorial dos Estados, respeitando as leg\u00edtimas preocupa\u00e7\u00f5es dos Estados e levando em considera\u00e7\u00e3o a necessidade de sustentar os princ\u00edpios de paz, seguran\u00e7a e prosperidade.<\/p>\n<p>3. Enfatizamos a import\u00e2ncia de solu\u00e7\u00f5es pac\u00edficas para todos os conflitos internacionais, enquanto continuamos a promover o esp\u00edrito de solidariedade e parceria entre as na\u00e7\u00f5es, conforme enfatizado pelos princ\u00edpios de Bandung, entre outros.<\/p>\n<p>4. Ressaltamos a import\u00e2ncia de apoiar uma solu\u00e7\u00e3o duradoura pelas partes do conflito, por meio de uma diplomacia inclusiva e por meios pol\u00edticos baseados na Carta da ONU. Encorajamos todos os lados a viabilizar as condi\u00e7\u00f5es para tal solu\u00e7\u00e3o. Tomamos nota dos &#8220;Entendimentos Comuns de Seis Pontos&#8221; entre a China e o Brasil sobre a resolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da crise da Ucr\u00e2nia (A\/78\/972) e outras iniciativas com esse objetivo.<\/p>\n<p>5. Chamamos as partes do conflito a observar princ\u00edpios para uma desescalada e destacamos a import\u00e2ncia de n\u00e3o expandir o campo de batalha e n\u00e3o intensificar os combates.<\/p>\n<p>6. Pedimos o aumento da assist\u00eancia humanit\u00e1ria e da prote\u00e7\u00e3o de civis, incluindo mulheres e crian\u00e7as. Infraestruturas civis, incluindo instala\u00e7\u00f5es nucleares pac\u00edficas e outras instala\u00e7\u00f5es de energia, n\u00e3o devem ser os alvos de opera\u00e7\u00f5es militares. Apoiamos os esfor\u00e7os de media\u00e7\u00e3o para a troca de prisioneiros de guerra entre as partes do conflito.<\/p>\n<p>7. Pedimos a absten\u00e7\u00e3o do uso ou da amea\u00e7a de uso de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa, especialmente armas nucleares, bem como armas qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas. Todos os esfor\u00e7os devem ser envidados para prevenir a prolifera\u00e7\u00e3o nuclear e evitar uma guerra nuclear. Todas as partes devem cumprir as leis e acordos internacionais relevantes e prevenir resolutamente acidentes nucleares provocados pelo homem.<\/p>\n<p>8. Pedimos esfor\u00e7os para aumentar a coopera\u00e7\u00e3o internacional em energia, moedas, finan\u00e7as, com\u00e9rcio, seguran\u00e7a alimentar e seguran\u00e7a de infraestruturas cr\u00edticas, para proteger a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais.<\/p>\n<p>9. Concordamos em continuar o engajamento e as consultas em diferentes n\u00edveis e com todas as partes. Decidimos orientar nossos Representantes Permanentes junto \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas a formar um grupo de &#8220;amigos pela paz&#8221; com o objetivo de fomentar entendimentos comuns para apoiar os esfor\u00e7os globais para alcan\u00e7ar uma paz duradoura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil, China, \u00c1frica do Sul, Arg\u00e9lia, Bol\u00edvia, Cazaquist\u00e3o, Col\u00f4mbia, Egito, Indon\u00e9sia, M\u00e9xico, Qu\u00eania, Turquia e Z\u00e2mbia anunciaram, em comunicado conjunto a inten\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do Grupo Amigos da Paz, um conjunto de pa\u00edses do Sul Global que pretende estabelecer entendimentos comuns para apoiar os esfor\u00e7os globais para alcan\u00e7ar a paz. 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