{"id":337780,"date":"2024-10-03T00:50:52","date_gmt":"2024-10-03T03:50:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=337780"},"modified":"2024-10-03T04:56:16","modified_gmt":"2024-10-03T07:56:16","slug":"reforma-tributaria-nas-coxas-vai-afundar-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/reforma-tributaria-nas-coxas-vai-afundar-o-brasil\/","title":{"rendered":"Reforma tribut\u00e1ria nas coxas vai afundar o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Embora seja uma pauta aguardada h\u00e1 d\u00e9cadas no Brasil, a Reforma Tribut\u00e1ria precisa de mais tempo para se rmaturada pelo Senado para, posteriormente, poder ser aprovada. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do senador Izalci Lucas (PL-DF), palestrante de evento do Lide Bras\u00edlia, que re\u00fane os maiores empres\u00e1rios e presidentes de entidades classistas da capital e \u00e9 presidido por Paulo Oct\u00e1vio.<\/p>\n<p>O encontro, realizado no Lago Sul, teve ainda as presen\u00e7as do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, de secret\u00e1rios de estado como Ney Ferraz (Economia), Cristiano Ara\u00fajo (Turismo), Jos\u00e9 Humberto Pires de Ara\u00fajo (Governo) e Valter Casimiro Silveira (Obras); do presidente do Banco BRB Paulo Henrique Costa, e da C\u00e2mara Legislativa, deputado Wellington Luiz, e de parlamentares do DF, como o deputado federal Gilvan M\u00e1ximo (Republicanos).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de fazer estimativas do impacto da atual proposta na economia, o parlamentar voltou a defender a retirada do regime de urg\u00eancia da tramita\u00e7\u00e3o da proposta no Senado. \u201cO governo mandou o projeto em regime de urg\u00eancia e est\u00e1 trancando a pauta. Queriam que votasse igual \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados, sem discutir emendas. A gente v\u00ea nessas audi\u00eancias a import\u00e2ncia do debate, porque todos os segmentos est\u00e3o apresentando reivindica\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou, na palestra.<\/p>\n<p>O senador acredita que o debate em torno da proposta \u00e9 fundamental. \u201c\u00c9 imposs\u00edvel votar essa mat\u00e9ria sem uma ampla discuss\u00e3o. Estamos fazendo reuni\u00f5es na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE), para analisar as demandas. \u00c9 um projeto que afeta a vida de todo mundo\u201d, afirmou Izalci, que \u00e9 coordenador do grupo de trabalho na CAE. \u201c\u00c9 um projeto que afeta todas as atividades, mas que a conta quem paga mesmo \u00e9 o consumidor. S\u00e3o 1,2 mil emendas apresentadas e n\u00f3s vamos fazer mais 21 reuni\u00f5es e audi\u00eancias p\u00fablicas para debater o tema\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Para o senador Izalci Lucas, o empresariado deve se engajar urgentemente nos debates. \u201cPrecisamos alertar os empres\u00e1rios para que eles possam mobilizar, procurar seus senadores e deputados, para fazer as altera\u00e7\u00f5es que acharem necess\u00e1rias\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Preocupa\u00e7\u00e3o de Ibaneis<\/strong><br \/>\nA palestra encontrou eco nas palavras do governador Ibaneis Rocha. &#8220;A gente tem comparecido aos eventos que unem o empresariado. A reforma tribut\u00e1ria preocupa a todos, at\u00e9 porque as primeiras mat\u00e9rias que t\u00eam sa\u00eddo indicam que n\u00f3s teremos uma das maiores cargas tribut\u00e1rias do mundo. Isso preocupa porque vai diminuir o consumo, vai diminuir a renda da popula\u00e7\u00e3o e vai diminuir tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o das empresas\u201d avaliou.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o faz com que a equipe econ\u00f4mica do DF, comandada pelo secret\u00e1rio de Ney Ferraz, venha acompanhando todos os passos, assim como a Procuradoria-geral do Distrito. \u201cHoje a gente ouviu o senador Izalci, que est\u00e1 participando desse debate. N\u00f3s queremos o melhor para a nossa popula\u00e7\u00e3o\u201d, definiu. \u201cEu tenho acompanhado a \u00e1rea de servi\u00e7o, pois sou da advocacia. A gente vai ter quase uma dobra no valor da nossa tributa\u00e7\u00e3o e de v\u00e1rios outros setores, o que tem revelado uma grande preocupa\u00e7\u00e3o com o que est\u00e1 tramitando no Senado. \u00c9 um debate muito importante\u201d, disse.<\/p>\n<p>O governador acrescentou ainda que \u00e9 contr\u00e1rio ao pedido de urg\u00eancia na tramita\u00e7\u00e3o da proposta. \u201cN\u00f3s j\u00e1 passamos mais de 30 anos discutindo reforma tribut\u00e1ria e conseguimos avan\u00e7ar em alguns pontos. Temos que ter aten\u00e7\u00e3o a esse chamado que est\u00e1 sendo feito por todos os setores da economia, para que a gente n\u00e3o tenha uma situa\u00e7\u00e3o reversa daquilo que foi proposto e que \u00e9 um avan\u00e7o para o pa\u00eds\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m presente ao almo\u00e7o-debate do Lide Bras\u00edlia, o presidente da C\u00e2mara Legislativa, deputado Wellington Luiz, mostrou-se preocupado com os reflexos para a popula\u00e7\u00e3o do Distrito Federal e para o setor produtivo. \u201cO assunto tem muito interesse para todos n\u00f3s, brasilienses. Temos um poder aquisitivo que n\u00e3o \u00e9 o da maioria da Federa\u00e7\u00e3o. \u00c9 um Estado que consome bastante. Obviamente temos de estar atentos a todas as mudan\u00e7as para que essa popula\u00e7\u00e3o, que ajuda a fazer a m\u00e1quina girar, n\u00e3o seja prejudicada\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa tamb\u00e9m encampou o discurso da preocupa\u00e7\u00e3o. \u201cA regulamenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 se mostrando mais extensa do que o previsto, ainda com uma incerteza muito grande em rela\u00e7\u00e3o a diversos setores da economia e um certo desequil\u00edbrio em rela\u00e7\u00e3o a isso. O BRB acompanha de perto com os fatos e impactos que podem trazer nos setores que a gente atua, seja de banco, seja de seguro, mas principalmente com os nossos clientes, e como isso pode interferir principalmente na din\u00e2mica de cr\u00e9dito e na sustentabilidade dos setores\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Ele lembrou que segmentos como agroneg\u00f3cio e os setores de servi\u00e7os e imobili\u00e1rio merecem especial aten\u00e7\u00e3o. \u201cExiste uma discuss\u00e3o importante sobre os impactos, o aumento de carga tribut\u00e1ria que est\u00e1 prevista para o ramo imobili\u00e1rio. Outro setor importante \u00e9 o de servi\u00e7os, em que a gente precisa ter uma calibragem mais pr\u00f3xima. O objetivo, claro, \u00e9 simplificar o processo tribut\u00e1rio, mas devemos manter essa carga equilibrada, sem prejudicar nenhum setor especificamente\u201d, avaliou.<\/p>\n<p><strong>Cautela e caldo de galinha<\/strong><br \/>\nPara Paulo Oct\u00e1vio, que comanda o Lide Bras\u00edlia, a primeira preocupa\u00e7\u00e3o deve ser com o crescimento econ\u00f4mico do Brasil. \u201cN\u00f3s temos a maior carga tribut\u00e1ria do mundo. E a reforma que foi votada pela C\u00e2mara dos Deputados e est\u00e1 no Senado atualmente \u00e9 bastante complexa. A grande parte do setor produtivo brasileiro n\u00e3o entendeu ainda como vai funcionar\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Defensor da simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, ele relembrou seus tempos de parlamento. \u201cEu fiz um projeto que era uma proposta de imposto \u00fanico para agregar a todos e incentivar novos empreendedores e jovens empres\u00e1rios. O Brasil precisa de motiva\u00e7\u00e3o. As pessoas que querem trabalhar, que querem gerar empresas, que querem criar empresas, precisam de serem motivadas. Quando as pessoas encaram a carga tribut\u00e1ria brasileira, acabam desistindo de empreendimento, assim como o capital estrangeiro tamb\u00e9m vem com medo. Essa intranquilidade \u00e9 muito ruim\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>Para ele, o debate em torno do projeto atual \u00e9 fundamental e urgente. \u201cPor isso, n\u00f3s convidamos o senador Izalci, que est\u00e1 ouvindo os segmentos econ\u00f4micos mais diversos poss\u00edveis. N\u00e3o adianta aprovar uma reforma que depois vai desagradar todos. Essa nova reforma tribut\u00e1ria precisa ser questionada, discutida e aprimorada, para que todos possam sair satisfeitos, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um assunto importante e que vai mudar o Brasil. N\u00e3o adianta pressa para depois criar um monstrengo que ningu\u00e9m entende e que n\u00e3o vai ajudar, porque o que n\u00f3s queremos mais \u00e9 gerar empregos. O Brasil n\u00e3o pode crescer 2% ao ano. O Brasil tem que crescer 5%, 6%, como j\u00e1 cresceu. \u00c9 inacredit\u00e1vel que nosso crescimento \u00e9 t\u00e3o pequeno, comparado a todas as economias do mundo. Eu n\u00e3o aceito um Brasil, com esse potencial, crescer 2% ao ano. N\u00f3s temos que mudar esse patamar\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Anfitri\u00e3o do almo\u00e7o-debate, o vice-presidente do Nelson Willians Group, Fernando Cavalcanti, falou da import\u00e2ncia de receber o setor produtivo. \u201cA gente est\u00e1 junto aqui, sempre. Para n\u00f3s, \u00e9 uma alegria debater temas que t\u00e3o importantes aos empres\u00e1rios e \u00e0 sociedade brasiliense como um todo\u201d, discursou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora seja uma pauta aguardada h\u00e1 d\u00e9cadas no Brasil, a Reforma Tribut\u00e1ria precisa de mais tempo para se rmaturada pelo Senado para, posteriormente, poder ser aprovada. 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