{"id":338890,"date":"2024-10-19T00:23:17","date_gmt":"2024-10-19T03:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=338890"},"modified":"2024-10-19T07:03:37","modified_gmt":"2024-10-19T10:03:37","slug":"redeas-apertam-provocam-refugos-e-o-sempre-senhor-perde-o-tacape","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/redeas-apertam-provocam-refugos-e-o-sempre-senhor-perde-o-tacape\/","title":{"rendered":"R\u00e9dea aperta, provoca refugo e o sempre senhor perde o tacape"},"content":{"rendered":"<p>Derrotado artista g\u00f3tico, fez-se exc\u00eantrico. Com as r\u00e9deas apertadas, refugou. E o ent\u00e3o sempre senhor da ordem onde a \u00e1gua era clara, enterrou o tacape na lama. Foi-lhe remetida na sexta, 18, via Sedex 10, a obra de Michael Connelly. Atordoado estar\u00e1 o carteiro. Caiu o destinat\u00e1rio de ponte alta ao chutar os gl\u00fateos do tempor\u00e1rio algoz, ou, na tresloucada e mentirosa tentativa de ser justo, como o Ver\u00edssimo, afogou-se na pr\u00f3pria saliva misturada ao veneno que sangrou de sua l\u00edngua s\u00f3rdida? Antes, por\u00e9m, engoliu suas pr\u00f3prias palavras, nada polidas: o cabe\u00e7a n\u00e3o serve nem para atuar como advogado de porta de cadeia.<\/p>\n<p>Assinadas duas notas &#8211; a primeira, diz o envenenado mo\u00e7o, ap\u00f3crifa &#8211; descem goela abaixo como pir\u00e3o em boca de peru antes de ser levado para o abatedouro. Transporta-se \u00e0 obra, onde um advogado diferente faz do banco traseiro de seu carro, escrit\u00f3rio. Desce pela Arniqueiras, entra \u00e0 direita no \u00faltimo posto sem sinalizar e estaciona defronte ao tribunal, onde fareja novas oportunidades para elevar seus honor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Seu nome, antes citado como segundo em comando, vira motivo de chacota. E com a ordem esfarelada, ele, defenestrado, perambula como um assum-preto. Seu telefone soa estridente. S\u00e3o prostitutas e traficantes de drogas; clientes que lhe garantem baixos honor\u00e1rios, na maioria das vezes saldados por meio de pequenos servi\u00e7os e produtos.<\/p>\n<p>Volta ao carro, sobe pela Arauc\u00e1rias. Nessa meia volta, um gesto brunido, um cala-boca. \u00c9 indicado para defender um mis\u00f3gino, filho de pessoa influente, detido por agress\u00e3o e tentativa de estupro. Um caso supostamente f\u00e1cil e rent\u00e1vel. Mas a chapa, fragilizada, d\u00e1 sinais de sucumb\u00eancia. E ele vai se defrontar com o mal em sua forma mais assustadora.<\/p>\n<p>Advogados precisam entender que a imprensa, muitas vezes reverenciada como o Quarto Poder, carrega a responsabilidade de ser a guardi\u00e3 da verdade, um pilar essencial da democracia. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental &#8211; informar, fiscalizar e atuar como um contrapeso \u00e0s demais institui\u00e7\u00f5es. Nas reda\u00e7\u00f5es est\u00e1 a verdadeira ordem, no sentido mais amplo da palavra. Por\u00e9m, eventualmente, surgem pedras no caminho.<\/p>\n<p>\u00c9 quando os sem car\u00e1ter d\u00e3o as caras; nessas ocasi\u00f5es, se disfar\u00e7am de ovelhas mansas, quando todos sabem que, ao cair da m\u00e1scara, apresentam-se como verdadeiras hienas, prontas para se banquetear com a desgra\u00e7a alheia.<\/p>\n<p>Esses ditos doutos, movidos por interesses pr\u00f3prios, distorcem informa\u00e7\u00f5es, amplificam o sensacionalismo e buscam destruir reputa\u00e7\u00f5es para ganhar destaque. S\u00e3o bumerangues que decepam a verdade visando o lucro, a fama ou at\u00e9 mesmo a vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 um espet\u00e1culo deplor\u00e1vel. Nessas idas e vindas, diz ser justo. E tenta, erroneamente, desviar a imprensa de sua miss\u00e3o original, transformando-a em uma arena de manipula\u00e7\u00e3o. \u00c9 a v\u00e3 tentativa de distorcer a verdade e os fatos, ditos e apresentados em trocas de mensagens.<\/p>\n<p>S\u00e3o mestres na arte de tentar enganar. Com sorrisos gentis e aparente boa vontade, conquistam a confian\u00e7a de jornalistas, apenas para explor\u00e1-los e us\u00e1-los em suas narrativas prom\u00edscuas. Quando o cheiro da falta de seriedade se espalha, n\u00e3o hesitam em devorar reputa\u00e7\u00f5es. O eco traz de volta a verdade de que a mentira reina. Quem quer ordem, precisa saber dar ordem. N\u00e3o pode ser um cajado consumido por cupins. Muito menos um capacho.<\/p>\n<p>A categoria, que preza por uma ordem realmente justa, deve estar alerta para essa face da composi\u00e7\u00e3o de grupelhos que se deixam corromper por interesses sombrios. O Direito precisa se espelhar no jornalismo. S\u00f3 assim ser\u00e1 \u00e9tico e respons\u00e1vel. Onde deve haver ordem, n\u00e3o cabe espa\u00e7o para predadores de carni\u00e7a, que se alimentam da desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua \u00faltima decis\u00e3o, diz o tataraneto dos godos numa deslavada mentira, foi justa. Ele alaranjou quando estava prestes a se mostrar maduro. Meu nome \u00e9 Jos\u00e9, para o que der e vier. O personagem de Drummond deveria ser mudado para \u00c9ric. Com as r\u00e9deas curtas, ele tardiamente descobre que as minas j\u00e1 n\u00e3o existem.<\/p>\n<p>S\u00f3 a t\u00edtulo de sugest\u00e3o, Drummond, porque quando a verdade \u00e9 sacrificada, algu\u00e9m precisa pagar: E agora, \u00c9ric? A festa acabou, a luz apagou, os advogados sumiram, a noite esfriou sobre a ponte alta. Voc\u00ea n\u00e3o tem nome respeit\u00e1vel, s\u00f3 zomba dos outros. Tudo mofou. S\u00f3 lhe resta a utopia. Que, convenhamos, n\u00e3o combina com justo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Derrotado artista g\u00f3tico, fez-se exc\u00eantrico. Com as r\u00e9deas apertadas, refugou. E o ent\u00e3o sempre senhor da ordem onde a \u00e1gua era clara, enterrou o tacape na lama. Foi-lhe remetida na sexta, 18, via Sedex 10, a obra de Michael Connelly. Atordoado estar\u00e1 o carteiro. 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