{"id":339606,"date":"2024-10-29T07:00:13","date_gmt":"2024-10-29T10:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=339606"},"modified":"2024-10-29T07:01:16","modified_gmt":"2024-10-29T10:01:16","slug":"washington-impoe-ordem-ao-brasil-brasilia-silencia-e-pequim-puxa-as-orelhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/washington-impoe-ordem-ao-brasil-brasilia-silencia-e-pequim-puxa-as-orelhas\/","title":{"rendered":"Washington imp\u00f5e ordem ao Brasil, Bras\u00edlia silencia e Pequim puxa as orelhas"},"content":{"rendered":"<p>A diplomacia brasileira silenciou diante da defesa que a Embaixada da China em Bras\u00edlia fez do Brasil diante de uma agress\u00e3o do Departamento de Com\u00e9rcio dos Estados Unidos, que numa interfer\u00eancia na soberania nacional disse que o Brasil deve &#8220;avaliar os riscos&#8221; do aprofundamento das rela\u00e7\u00f5es comerciais com a China.<\/p>\n<p>Nessa segunda-feira (28), o assessor internacional do Pal\u00e1cio do Planalto, embaixador Celso Amorim, baixou ainda mais a crista para o governo norte-americano ao negar ades\u00e3o do Brasil ao programa trilion\u00e1rio de investimentos chineses, conhecido como Nova Rota da Seda, ou Iniciativa Cintur\u00e3o e Rota.<\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (25), a Embaixada da China divulgou um comunicado criticando o que considerou uma tentativa dos Estados Unidos de interferir nas rela\u00e7\u00f5es dos governos brasileiro e chin\u00eas.<\/p>\n<p>A nota foi divulgada ap\u00f3s Katherine Tai, representante comercial do governo Joe Biden, afirmar que o Brasil deve analisar &#8220;os riscos&#8221; do aprofundamento das rela\u00e7\u00f5es comerciais com a China, noticiou o G1.<\/p>\n<p>Katherine Tai fez as considera\u00e7\u00f5es ao participar de um evento em S\u00e3o Paulo, organizado pela Bloomberg, quando falava sobre a iniciativa Cintur\u00e3o e Rota.<\/p>\n<p>Conhecida como &#8220;Nova Rota da Seda&#8221;, a iniciativa foi lan\u00e7ada em 2013 com o objetivo de aproximar a China de outros pa\u00edses por meio de investimentos, acordos comerciais e projetos de infraestrutura, entre os quais est\u00e3o neg\u00f3cios sobre rodovias, ferrovias, oleodutos, gasodutos e obras no setor energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>Em seu documento, a embaixada chinesa diz que os Estados Unidos fazem coment\u00e1rios &#8220;irrespons\u00e1veis&#8221; sobre a rela\u00e7\u00e3o sino-brasileira.<\/p>\n<p>&#8220;Recentemente, uma alta autoridade do governo dos Estados Unidos que esteve no Brasil [&#8230;] emitiu coment\u00e1rios irrespons\u00e1veis sobre o debate brasileiro para coopera\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 Iniciativa &#8216;Cintur\u00e3o e Rota'&#8221;, afirma a nota.<\/p>\n<p>&#8220;Tal ato carece de respeito ao Brasil, um pa\u00eds soberano, e despreza o fato de que a coopera\u00e7\u00e3o sino-brasileira \u00e9 igualit\u00e1ria e mutuamente ben\u00e9fica. Por este motivo, manifestamos nosso forte descontentamento e veemente oposi\u00e7\u00e3o&#8221;, completa o documento assinado pela porta-voz da embaixada da China no Brasil, Shi Yong Ren.<\/p>\n<p>O comunicado diz ainda que o Brasil &#8220;merece ser respeitado&#8221; pelos Estados Unidos por ser uma &#8220;grande na\u00e7\u00e3o&#8221; que defende sua independ\u00eancia e tem grande proje\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil n\u00e3o precisa que outros venham lhe ditar com quem deve cooperar ou que tipo de parcerias deve conduzir. A China valoriza e respeita o Brasil desde sempre&#8221;, diz a porta-voz.<\/p>\n<p>Apesar da firmeza da manifesta\u00e7\u00e3o da Embaixada da China na defesa dos seus interesses junto ao Brasil, o Itamaraty silenciou, como se nada tivesse a ver com o assunto.<\/p>\n<p>Em vez disso, por meio de uma entrevista do embaixador Celso Amorim ao jornal O Globo, nesta segunda-feira, a diplomacia brasileira parecia render-se \u00e0 queixa dos Estados Unidos e ensaiou um recuo nas rela\u00e7\u00f5es comerciais com a China, deixando em aberto a possibilidade de ades\u00e3o do Brasil \u00e0 Nova Rota da Seda.<\/p>\n<p>&#8220;Eles (os chineses) falam sobre cintur\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de aderir. Eles d\u00e3o os nomes que eles quiserem para o lado deles, mas o que interessa \u00e9 que s\u00e3o projetos que o Brasil definiu e que ser\u00e3o aceitos ou n\u00e3o&#8221;, esnobou Amorim em sua entrevista ao jornal carioca.<\/p>\n<p>Amorim participou de uma miss\u00e3o \u00e0 China, na semana passada. O objetivo foi conversar sobre a visita de Estado que o presidente chin\u00eas, Xi Jinping, far\u00e1 ao Brasil, no pr\u00f3ximo m\u00eas, \u00e0 margem da c\u00fapula de l\u00edderes do G20, que acontecer\u00e1 no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A China \u00e9 o principal parceiro comercial do Brasil, respons\u00e1vel por 30% das nossas exporta\u00e7\u00f5es, com um com\u00e9rcio bilateral em torno dos US$ 100 bilh\u00f5es, superando Estados Unidos e Argentina. A China tamb\u00e9m \u00e9 uma das principais fontes de investimento externo no Brasil, com chineses \u00e0 frente de grandes projetos de infraestrutura e log\u00edsticos.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses se estende a outros campos, como: Apoio \u00e0 Alian\u00e7a Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa liderada pelo Brasil, Coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, Di\u00e1logo entre os povos e Promo\u00e7\u00e3o da governan\u00e7a clim\u00e1tica global e da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diplomacia brasileira silenciou diante da defesa que a Embaixada da China em Bras\u00edlia fez do Brasil diante de uma agress\u00e3o do Departamento de Com\u00e9rcio dos Estados Unidos, que numa interfer\u00eancia na soberania nacional disse que o Brasil deve &#8220;avaliar os riscos&#8221; do aprofundamento das rela\u00e7\u00f5es comerciais com a China. 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