{"id":339785,"date":"2024-10-31T00:00:00","date_gmt":"2024-10-31T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=339785"},"modified":"2024-10-31T06:18:30","modified_gmt":"2024-10-31T09:18:30","slug":"sociedade-civil-aposta-em-parcerias-para-recuperacao-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/sociedade-civil-aposta-em-parcerias-para-recuperacao-florestal\/","title":{"rendered":"Sociedade civil aposta em parcerias para recupera\u00e7\u00e3o florestal"},"content":{"rendered":"<p>Em busca de solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza e da estrutura\u00e7\u00e3o de mecanismos financeiros, a sociedade civil se une e procura desenvolver a economia da restaura\u00e7\u00e3o florestal. Com amplo potencial, novos projetos miram o mercado de carbono na tentativa de acertar um modelo de desenvolvimento sustent\u00e1vel que contemple a recomposi\u00e7\u00e3o da cobertura verde e proporcione amplas oportunidades \u00e0s comunidades locais.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a parceria entre uma empresa de restaura\u00e7\u00e3o em larga escala e a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Conserva\u00e7\u00e3o Internacional (CI-Brasil), anunciada nesta quarta-feira (30) para um projeto de 12 mil hectares no extremo sul da Bahia, regi\u00e3o que re\u00fane 21 munic\u00edpios. A proposta tem tamb\u00e9m financiamento da Priceless Planet Coalition (Coaliz\u00e3o Preciosa pelo Planeta, em tradu\u00e7\u00e3o livre), liderada por uma empresa de cart\u00f5es de cr\u00e9dito e que re\u00fane esfor\u00e7os de comerciantes, bancos, cidades e consumidores no enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>De acordo com o vice-presidente da CI Brasil, Mauricio Bianco, a uni\u00e3o dessas v\u00e1rias frentes \u00e9 um modelo que pode viabilizar a recupera\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias frentes, inclusive a supera\u00e7\u00e3o da meta assumida pelo pa\u00eds de restaurar 12 milh\u00f5es de hectares at\u00e9 2030. \u201cTemos plena certeza de que isso depois vai escalar para outros biomas, sobretudo a Amaz\u00f4nia, mas, no come\u00e7o, vamos focar a nossa parceria na Mata Atl\u00e2ntica, no sul da Bahia\u201d, disse Bianco.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que, al\u00e9m de enfrentar a crise clim\u00e1tica e recompor \u00e1reas naturais do pa\u00eds, iniciativas da sociedade civil podem se somar \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas na estrutura\u00e7\u00e3o de uma economia mais sustent\u00e1vel. \u201cO importante que a restaura\u00e7\u00e3o traz \u00e9 o impacto que pode ter na biodiversidade, no clima e na gera\u00e7\u00e3o de emprego local. Ent\u00e3o, a restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 boa para o clima, \u00e9 boa para a biodiversidade e \u00e9 boa para as pessoas. Eu acho que este \u00e9 o grande trunfo\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Planaveg<\/strong><br \/>\nA meta brasileira para recomposi\u00e7\u00e3o das \u00e1reas naturais foi reafirmada nesta semana, com a atualiza\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o de Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa (Planaveg), apresentada durante a 16\u00aa Confer\u00eancia das Partes das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Biodiversidade (COP16), em Cali, na Col\u00f4mbia. Na ocasi\u00e3o, a ministra do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, Marina Silva, destacou a import\u00e2ncia da atualiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica que conduzir\u00e1 essa frente de regenera\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>\u201cFicamos uma boa parte do nosso tempo transformando natureza em dinheiro. Chegou a hora de pegar o dinheiro para restaurar e preservar a natureza. O bom \u00e9 que a gente pode fazer isso usando a pr\u00f3pria natureza de forma sustent\u00e1vel para gerar prosperidade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de propor uma agenda de recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, a atualiza\u00e7\u00e3o quantificou o potencial brasileiro para implementa\u00e7\u00e3o de arranjos capazes de atender as diferentes estrat\u00e9gias conforme a ocupa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas. Foram levados em considera\u00e7\u00e3o territ\u00f3rios que v\u00e3o desde im\u00f3veis rurais de baixa produtividade at\u00e9 \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APP) e reservas legais de uso restrito, passando por unidades de conserva\u00e7\u00e3o e territ\u00f3rios coletivos, como ind\u00edgenas e quilombolas.<\/p>\n<p>Com base das \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o previstas no C\u00f3digo Florestal Brasileiro, o Planaveg aponta um passivo de 23,7 milh\u00f5es de hectares que precisam ser recuperados para estarem de acordo com a lei. S\u00e3o 1,3 milh\u00e3o de hectares em terras ind\u00edgenas; 1,5 milh\u00e3o de hectares em assentamentos; 1,3 milh\u00e3o de hectares em unidades de conserva\u00e7\u00e3o e a maior parte, sendo 19,1 milh\u00f5es de hectares, representam \u00e1reas privadas em im\u00f3veis rurais.<\/p>\n<p>Os poss\u00edveis arranjos para viabilizar a supera\u00e7\u00e3o desse passivo, conforme a ocupa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios, sugerem desde o fomento de sistema integrado de produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 a regenera\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, com planos de preven\u00e7\u00e3o e controle de desmatamento e queimadas, passando por paisagens sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cTemos no Planaveg um importante trip\u00e9 da conserva\u00e7\u00e3o, da restaura\u00e7\u00e3o e do uso sustent\u00e1vel. Esta \u00e9 a base na qual n\u00f3s botamos os nossos p\u00e9s. Primeiro conservar. Depois, se foi estragado, restaurar e usar de forma sustent\u00e1vel. Uso sustent\u00e1vel nada mais \u00e9 do que o uso com sabedoria\u201d, destacou Marina.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa<\/strong><br \/>\nDiante desse cen\u00e1rio atualizado pelo Planaveg, um estudo publicado nesta quarta-feira (30) na revista cient\u00edfica Nature, sobre o potencial global para regenera\u00e7\u00e3o natural em regi\u00f5es tropicais desmatadas revela que um quarto de todo o potencial planet\u00e1rio de 215 milh\u00f5es de hectares fica no Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 uma \u00e1rea equivalente \u00e0 do estado da Bahia e representa 55,12 milh\u00f5es de hectares, que podem ter a vegeta\u00e7\u00e3o nativa restaurada pela t\u00e9cnica de menor custo, levando \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de pequenos fragmentos de floresta em grandes extens\u00f5es de vegeta\u00e7\u00e3o nativa recuperada, explica o diretor de Gest\u00e3o do Conhecimento da CI Brasil, Bruno Coutinho. \u201cMuitas vezes, s\u00e3o \u00e1reas pr\u00f3ximas de \u00e1reas conservadas e exigem a\u00e7\u00f5es m\u00ednimas como aceiros, controle de esp\u00e9cies invasoras e outras, que podem baratear muito o custo da restaura\u00e7\u00e3o e aumentar a escala\u201d, explicou Coutinho.<\/p>\n<p>Para ele, isso torna o estudo um importante instrumento para direcionar tanto as pol\u00edticas p\u00fablicas quanto o mercado de restaura\u00e7\u00e3o florestal. \u201cO Planaveg, por exemplo, prev\u00ea estrat\u00e9gias de regenera\u00e7\u00e3o natural assistida em unidades de conserva\u00e7\u00e3o, porque existe passivo em unidades de conserva\u00e7\u00e3o, especialmente nas de prote\u00e7\u00e3o integral, e a necessidade, por lei, de que isso seja recuperado em um esfor\u00e7o de custo menor e benef\u00edcio maior\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em busca de solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza e da estrutura\u00e7\u00e3o de mecanismos financeiros, a sociedade civil se une e procura desenvolver a economia da restaura\u00e7\u00e3o florestal. 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