{"id":340290,"date":"2024-11-07T00:27:11","date_gmt":"2024-11-07T03:27:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=340290"},"modified":"2024-11-07T00:27:11","modified_gmt":"2024-11-07T03:27:11","slug":"desmatamento-cai-apos-cinco-anos-de-sucessivos-aumentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/desmatamento-cai-apos-cinco-anos-de-sucessivos-aumentos\/","title":{"rendered":"Desmatamento cai ap\u00f3s cinco anos de sucessivos aumentos"},"content":{"rendered":"<p>A taxa oficial de desmatamento do Cerrado, o segundo maior bioma do pa\u00eds, registrou redu\u00e7\u00e3o pela primeira vez nos \u00faltimos cinco anos, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quarta-feira (6). De acordo com os dados, a supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa foi de 8.174 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2), no per\u00edodo entre agosto de 2023 e julho de 2024.<\/p>\n<p>O levantamento do Inpe \u00e9 feito por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento no Cerrado por Sat\u00e9lite (Prodes Cerrado), em que a detec\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a precis\u00e3o de 10 metros sobre corte raso e desmatamento por degrada\u00e7\u00e3o progressiva, como inc\u00eandios. O monitoramento do Prodes \u00e9 feito no intervalo de agosto de um ano at\u00e9 julho do ano seguinte, entre as esta\u00e7\u00f5es mais secas do bioma. O resultado reverte um aumento do desmatamento no Cerrado registrado por cinco anos consecutivos, desde o per\u00edodo 2018\/2019.<\/p>\n<p>Cerca de 76% desse desmatamento segue concentrado em quatro estados: Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, estados que formam o acr\u00f4nimo Matopiba, principal fronteira agropecu\u00e1ria do Cerrado na atualidade. Nesses estados, no entanto, o Prodes registrou queda significativa de desmatamento, na compara\u00e7\u00e3o 2023\/2024 com o per\u00edodo imediatamente anterior. Na Bahia, por exemplo, a redu\u00e7\u00e3o foi de 63,3%, seguida por 15,1% no Maranh\u00e3o, 10,1% no Piau\u00ed e 9,6% no Tocantins.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do desmatamento no Cerrado possibilitou, segundo o governo federal, que um volume de 41,8 milh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono (CO2), g\u00e1s que mais contribui para o aquecimento global, deixasse de ser emitido na atmosfera.<\/p>\n<p>&#8220;O dado que acabamos de ver aqui, de queda do desmatamento no Cerrado, que para muitos seria imposs\u00edvel, come\u00e7a a ganhar f\u00f4lego cada vez mais, inclusive com a participa\u00e7\u00e3o do setor privado&#8221;, celebrou a ministra do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, Marina Silva, durante an\u00fancio dos resultados \u00e0 imprensa, em evento no Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>J\u00e1 para entidades da sociedade civil, o patamar do desmatamento ainda est\u00e1 muito elevado.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar da tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o confirmada pelo Prodes, os n\u00fameros da destrui\u00e7\u00e3o ainda permanecem em patamares elevados quando comparamos com a s\u00e9rie hist\u00f3rica. Em grande parte, o desmatamento no Cerrado ocorre em propriedades privadas, o que evidencia a necessidade urgente de um maior engajamento do setor produtivo. A press\u00e3o econ\u00f4mica sobre este bioma, principalmente pela expans\u00e3o das atividades relacionadas \u00e0s commodities, aliado a uma legisla\u00e7\u00e3o ambiental ainda fr\u00e1gil e pouco efetiva, torna a situa\u00e7\u00e3o ainda mais cr\u00edtica&#8221;, advertiu Daniel Silva, especialista em conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil.<\/p>\n<p><strong>Pacto com estados<\/strong><br \/>\nNo evento desta quarta, a ministra do Meio Ambiente tamb\u00e9m assinou um pacto entre o governo federal e os governos estaduais do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia. O objetivo \u00e9 refor\u00e7ar a a\u00e7\u00e3o conjunta na preven\u00e7\u00e3o e combate ao desmatamento e inc\u00eandios na regi\u00e3o, em uma articula\u00e7\u00e3o que vem sendo constru\u00edda desde mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Segundo o MMA, a parceria &#8220;busca aumentar a atua\u00e7\u00e3o coletiva para identificar e aplicar san\u00e7\u00f5es ao desmatamento ilegal em im\u00f3veis rurais da regi\u00e3o, al\u00e9m de aprimorar as regras e processos para garantir transpar\u00eancia, compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e formula\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gia para a conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e dos ativos florestais de vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos diferentes ecossistemas do Cerrado no Matopiba&#8221;.<\/p>\n<p>O governo federal tamb\u00e9m atribui a queda medida pelo Prodes \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o no Cerrado e tamb\u00e9m na Amaz\u00f4nia Legal. De janeiro de 2023 a outubro de 2024, a m\u00e9dia de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) por desmatamento e queimadas ilegais foi 98% maior que a registrada de janeiro de 2019 a dezembro de 2022. No Cerrado, o aumento foi de 20% ao ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa oficial de desmatamento do Cerrado, o segundo maior bioma do pa\u00eds, registrou redu\u00e7\u00e3o pela primeira vez nos \u00faltimos cinco anos, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quarta-feira (6). 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