{"id":341122,"date":"2024-11-17T01:30:13","date_gmt":"2024-11-17T04:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=341122"},"modified":"2024-11-16T23:32:07","modified_gmt":"2024-11-17T02:32:07","slug":"junior-ninito-a-praia-e-a-defesa-da-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/junior-ninito-a-praia-e-a-defesa-da-palestina\/","title":{"rendered":"J\u00fanior, Ninito, a praia e a defesa da Palestina"},"content":{"rendered":"<p>No cen\u00e1rio paradis\u00edaco do litoral nordestino, onde o azul do mar encontra o calor das areias douradas, J\u00fanior, um homem de sorriso largo, tornou-se o centro das aten\u00e7\u00f5es de uma maneira inesperada. Em meio a turistas, vendedores ambulantes e fam\u00edlias locais, ele trajava sunga e uma camiseta que denunciava o massacre do povo palestino pelo Estado de Israel. Ao seu lado o compadre Ninito, companheiro de velha data, fazia coro, com a &#8216;Amareinha&#8217;, mesmo que abundantemente verde, cobrindo o corpo.<\/p>\n<p>Abordado por libaneses de uma mesa pr\u00f3xima, J\u00fanior demonstrava n\u00e3o carregar apenas uma bandeira comum, mas transmitia mensagens de solidariedade, com frases que soavam em tons de vermelho e verde: \u201cLiberdade para a Palestina\u201d e \u201cApoio ao povo palestino\u201d.<\/p>\n<p>Os olhares curiosos vieram de todos os lados. Houve quem risse discretamente, achando que se tratava da excentricidade de mais um brasileiro criativo. Outros franziram a testa, buscando entender a conex\u00e3o entre aquela camisa e as palavras de apoio a uma causa que parecia t\u00e3o distante das \u00e1guas mornas do Nordeste.<\/p>\n<p>Mas J\u00fanior n\u00e3o se intimidou. Andou confiante, parando aqui e ali para conversar com quem tivesse interesse. Explicava com paix\u00e3o o porqu\u00ea de sua vestimenta inusitada. &#8220;Eu sou brasileiro, mas sou cidad\u00e3o do mundo. E o que acontece l\u00e1 na Palestina afeta a todos n\u00f3s. Liberdade \u00e9 um direito universal!&#8221;<\/p>\n<p>O pequeno grupo de libaneses se emocionou. Eles se aproximaram de J\u00fanior e, em meio a aplausos, come\u00e7aram a compartilhar hist\u00f3rias de parentes que viviam no Oriente M\u00e9dio. Foi ali, naquela troca improvisada, que a praia parou.<\/p>\n<p>Os nativos, inicialmente reticentes, come\u00e7aram a prestar aten\u00e7\u00e3o. O que come\u00e7ou como uma curiosidade transformou-se em um pequeno movimento de solidariedade. O vendedor de picol\u00e9s ofereceu um sorvete a J\u00fanior como um gesto de apoio. O casal de idosos que vendia redes fez quest\u00e3o de lhe dar uma de presente, dizendo: &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 usando sua voz de um jeito bonito, mo\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>Enquanto o sol baixava no horizonte, colorindo o c\u00e9u de laranja, J\u00fanior, o homem que se vestiu com a bandeira para falar de liberdade, havia conquistado n\u00e3o apenas aplausos, mas tamb\u00e9m cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ali, naquela praia nordestina, ele nos lembrou que a solidariedade pode se manifestar nas formas mais inesperadas \u2014 e que at\u00e9 uma bandeira pode carregar mais do que um s\u00edmbolo; pode ser um chamado para olhar al\u00e9m do pr\u00f3prio quintal.<\/p>\n<p>A tarde avan\u00e7ava. Voltaram para suas vidas com a certeza de que, por menores que sejam as a\u00e7\u00f5es, elas carregam o poder da mudan\u00e7a. Talvez, pensaram, se as \u00e1guas do Atl\u00e2ntico e do Mediterr\u00e2neo podem se misturar, os homens tamb\u00e9m podem. E enquanto o mar embalava os passos de cada um, firmava-se um pacto silencioso \u2014 o sonho de paz \u00e9 mais forte que qualquer guerra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No cen\u00e1rio paradis\u00edaco do litoral nordestino, onde o azul do mar encontra o calor das areias douradas, J\u00fanior, um homem de sorriso largo, tornou-se o centro das aten\u00e7\u00f5es de uma maneira inesperada. 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