{"id":342206,"date":"2024-12-02T00:00:58","date_gmt":"2024-12-02T03:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=342206"},"modified":"2024-12-02T06:21:26","modified_gmt":"2024-12-02T09:21:26","slug":"educacao-ambiental-busca-aproximar-a-populacao-da-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/educacao-ambiental-busca-aproximar-a-populacao-da-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o ambiental busca aproximar a popula\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p>Com uma garrafa, a educadora ambiental R\u00edllary Lemos coleta um pouco de \u00e1gua de um dos c\u00f3rregos do Parque Estadual dos Tr\u00eas Picos, na regi\u00e3o serrana do estado do Rio de Janeiro. Para grupos de estudantes de escolas p\u00fablica e para os demais visitantes, ela faz alguns testes para verificar a qualidade da \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201cAqui a gente tem tr\u00eas dos experimentos que n\u00f3s fazemos. Tem o detergente que \u00e9 para analisar se tem a presen\u00e7a de algum tipo de sab\u00e3o na \u00e1gua, tem o oxig\u00eanio dissolvido para ver os n\u00edveis de oxigena\u00e7\u00e3o daquela \u00e1gua e tem o PH [que mede o n\u00edvel de acidez] que \u00e9 o mais simples que a gente faz e s\u00f3 precisa de um reagente\u201d, explica.<\/p>\n<p>Mas mais importante do que qualquer resultado, \u00e9 que as pessoas tomem consci\u00eancia do ambiente que as cerca e conhe\u00e7am mais da natureza, da qual os seres humanos tamb\u00e9m fazem parte.<\/p>\n<p>\u201cA maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 sensibilizar eles a olharem para os rios porque aqui a gente tem muito costume de ignorar, porque \u00e9 algo comum para a gente. Ent\u00e3o, a gente faz com que eles parem na beira do rio e comecem a analisar aquele rio. Se ali est\u00e1 sem a mata ciliar [vegeta\u00e7\u00e3o \u00e0s margens dos rios] ou n\u00e3o. Isso \u00e9 importante de se perceber. A gente teve um epis\u00f3dio de chuvas aqui no in\u00edcio do ano e teve uma enchente. A gente percebeu que muito lugar n\u00e3o tinha mata ciliar e ficou muito degradado. Eles conseguiram entender o porqu\u00ea de ficar degradado\u201d, diz a educadora ambiental.<\/p>\n<p>R\u00edllary faz parte do projeto Guapia\u00e7u, realizado pelo A\u00e7\u00e3o Socioambiental (Asa) em parceria da Petrobras. Al\u00e9m de trabalhar com o reflorestamento da Mata Atl\u00e2ntica em propriedades privadas, o projeto \u00e9 voltado para educa\u00e7\u00e3o ambiental, a fim de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Observar os recursos h\u00eddricos tem uma especial import\u00e2ncia em Cachoeiras de Macacu. No Rio de Janeiro, onde o projeto \u00e9 desenvolvido. O munic\u00edpio \u00e9 conhecido pelo potencial h\u00eddrico. Pr\u00f3ximo dali, na Serra dos \u00d3rg\u00e3os, a cerca de 1,7 mil metros de altitude, nasce o rio Macacu, que \u00e9 o principal rio que desagua na Ba\u00eda de Guanabara. A bacia hidrogr\u00e1fica do rio Guapi-Macacu \u2013 formada pela uni\u00e3o do rio Macacu com o rio Guapimirim &#8211; \u00e9 respons\u00e1vel pelo abastecimento de \u00e1gua de cerca de dois milh\u00f5es de pessoas nos mun\u00edcipios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Itabora\u00ed, S\u00e3o Gon\u00e7alo e Niter\u00f3i.<\/p>\n<p>\u201cA gente quer trazer a consci\u00eancia para as pessoas para que elas se sintam parte do ambiente e assim, elas possam cuidar dele, n\u00e9? A gente acredita em um pertencimento como forma de fazer com que as pessoas entendam, n\u00e3o apenas as crian\u00e7as, a educa\u00e7\u00e3o ambiental vai al\u00e9m delas\u201d, diz a gestora do Parque Tr\u00eas Picos, Maria Alice Domingos Picoli, parceiros do projeto Guapia\u00e7u.<\/p>\n<p>O Parque Estadual dos Tr\u00eas Picos \u00e9 o maior parque estadual do Rio de Janeiro \u2013 ele se estende tamb\u00e9m por Nova Friburgo, Teres\u00f3polis, Guapimirim e Silva Jardim. \u00c9 na por\u00e7\u00e3o de Cachoeiras de Macacu que est\u00e3o dois ter\u00e7os das florestas e 60% das \u00e1guas do parque.<\/p>\n<p>Um dos principais objetivos do parque, criado em 2002, \u00e9 assegurar a preserva\u00e7\u00e3o dos remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica, que \u00e9 o bioma brasileiro com maior n\u00famero de esp\u00e9cies de plantas e animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Cerca de 70% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive em \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica. Mas, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao longo da hist\u00f3ria do Brasil, 71,6% do bioma foi desmatado.<\/p>\n<p>\u201cA gente conta muito com essas pessoas que vivem nos limites do parque n\u00e9? A gente precisa fazer essa rede, fazer essa parceria com todo mundo pra gente conseguir preservar. Porque n\u00f3s n\u00e3o somos ilhas, n\u00e9? A gente n\u00e3o consegue fazer isso de forma fragmentada, a gente precisa se unir\u201d, diz Picoli.<\/p>\n<p><strong>Nas escolas e na paisagem<\/strong><br \/>\nEm todo o pa\u00eds, a partir de 2025, a educa\u00e7\u00e3o ambiental dever\u00e1 fazer parte do dia a dia de todas as escolas. A Lei 14.926, sancionada em 2024, modifica a Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental de 1999, acrescentando o estudo desses assuntos entre os objetivos da educa\u00e7\u00e3o ambiental nacional.<\/p>\n<p>As escolas dever\u00e3o estimular estudantes a participar de a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O objetivo \u00e9 garantir que os projetos pedag\u00f3gicos, na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e no ensino superior, contem com atividades relacionadas aos riscos e emerg\u00eancias socioambientais e a outros aspectos relacionados \u00e0 quest\u00e3o ambiental e clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Em Cachoeiras de Macacu, al\u00e9m de ser feita em espa\u00e7os como o Parque dos Tr\u00eas Picos, a educa\u00e7\u00e3o ambiental est\u00e1 tamb\u00e9m presente em \u00e1reas de lazer como na Prainha do rio Guapia\u00e7u. O reflorestamento feito pelo projeto Guapia\u00e7u em uma propriedade que margeia o rio, mudou a paisagem do local onde as pessoas v\u00e3o para se divertir e nadar. Ao inv\u00e9s de um pasto, agora h\u00e1 diversas \u00e1rvores.<\/p>\n<p>A profissional do lar, Angelita Ferraz, de 55 anos, visitou a Prainha esta semana, depois de 26 anos sem ir ao local. \u201cT\u00e1 muito lindo, t\u00e1 bem arborizado, com muita sombra. Para c\u00e1, onde eram as \u00e1rvores, era uma grande praia, por isso era chamado de prainha. Era uma grande praia de areia. O rio era mais largo e ali n\u00f3s cham\u00e1vamos de Po\u00e7o da Lua. N\u00f3s v\u00ednhamos para c\u00e1, fic\u00e1vamos acampados aqui, comendo camar\u00e3o, tocando viola\u201d, conta.<\/p>\n<p>Ela deu um mergulho com a nova vista. \u201cN\u00e3o tem palavras. Se eu for falar, eu vou ficar chorando. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o muito gostosa, \u00e9 gratificante olhar, ver tudo isso aqui\u201d, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma garrafa, a educadora ambiental R\u00edllary Lemos coleta um pouco de \u00e1gua de um dos c\u00f3rregos do Parque Estadual dos Tr\u00eas Picos, na regi\u00e3o serrana do estado do Rio de Janeiro. 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