{"id":342532,"date":"2024-12-06T00:01:43","date_gmt":"2024-12-06T03:01:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=342532"},"modified":"2024-12-06T01:05:25","modified_gmt":"2024-12-06T04:05:25","slug":"rio-grande-do-norte-paraiba-e-bahia-encabecam-ranking-ruim-em-matematica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/rio-grande-do-norte-paraiba-e-bahia-encabecam-ranking-ruim-em-matematica\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Norte, Para\u00edba e Bahia encabe\u00e7am ranking ruim em matem\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>Os Estados da Bahia (400 pontos) Para\u00edba (394,8) e Rio Grande do Norte (390,8) s\u00e3o, entre as unidades federativas do Nordeste, os que apresentam piores \u00edndices no aprendizado de matem\u00e1tica, numa escala que vai de 100 a 1 mil. Mas a situa\u00e7\u00e3o, de maneira geral, \u00e9 muito ruim no pa\u00eds, uma vez que mais da metade dos estudantes brasileiros do ensino fundamental n\u00e3o domina conhecimentos b\u00e1sicos para &#8216;fazer continhas&#8217;.<\/p>\n<p>De acordo com os resultados do Estudo Internacional de Tend\u00eancias em Matem\u00e1tica e Ci\u00eancias (Timss) esses estudantes est\u00e3o abaixo do n\u00edvel considerado baixo. Em ci\u00eancias, mais de um a cada tr\u00eas estudantes n\u00e3o obtiveram pontua\u00e7\u00e3o suficiente para chegar ao n\u00edvel mais baixo de profici\u00eancia. Na outra ponta, apenas 1% dos estudantes alcan\u00e7aram o n\u00edvel m\u00e1ximo de conhecimento nessas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Isso significa, por exemplo, que a maior parte dos estudantes do Brasil do 4\u00ba ano do ensino fundamental n\u00e3o foi capaz de resolver quest\u00f5es de soma de n\u00fameros em matem\u00e1tica ou mesmo, em ci\u00eancias, identificar que plantas precisam de luz para sobreviver.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira vez que o Brasil participa do estudo. O pa\u00eds aderiu ao Timss em 2022, e a primeira aplica\u00e7\u00e3o foi realizada em agosto e setembro de 2023. Participaram ao todo 72 pa\u00edses.<\/p>\n<p>O estudo avalia o desempenho de estudantes em ci\u00eancias e matem\u00e1tica no 4\u00ba e no 8\u00ba ano do ensino fundamental e \u00e9 aplicado mundialmente a cada quatro anos. Os dados permitem compara\u00e7\u00f5es entre pa\u00edses e ao longo do tempo. As provas s\u00e3o eletr\u00f4nicas, e os participantes do 4\u00ba ano tiveram duas sess\u00f5es de 36 minutos para resolver as quest\u00f5es, e os do 8\u00ba ano, duas sess\u00f5es de 45 minutos.<\/p>\n<p><strong>Pontua\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nAs pontua\u00e7\u00f5es s\u00e3o divididas em quatro n\u00edveis: baixo (a partir de 400 pontos), intermedi\u00e1rio (475), alto (550) e avan\u00e7ado (625). No 4\u00ba ano, o Brasil obteve uma m\u00e9dia de 400 pontos em matem\u00e1tica e 425 pontos em ci\u00eancias. A m\u00e9dia internacional foi, respetivamente, 503 e 494 pontos.<\/p>\n<p>J\u00e1 no 8\u00ba ano, o Brasil obteve 378 em matem\u00e1tica e 420 pontos em ci\u00eancias. A m\u00e9dia internacional foi 478 pontos em ambas as avalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As pontua\u00e7\u00f5es colocam o Brasil no n\u00edvel baixo ou mesmo abaixo do baixo. Para se ter ideia, no 4\u00ba ano, pelos crit\u00e9rios do exame, os alunos demonstram, por exemplo, uma compreens\u00e3o b\u00e1sica de matem\u00e1tica. Conseguem adicionar e subtrair n\u00fameros inteiros com at\u00e9 tr\u00eas d\u00edgitos, multiplicar e dividir n\u00fameros inteiros de um d\u00edgito e resolver problemas com palavras simples.<\/p>\n<p>Em ci\u00eancias, no mesmo n\u00edvel, os estudantes mostram, por exemplo, ter conhecimento sobre alguns fatos cient\u00edficos. Eles demonstram um conhecimento b\u00e1sico sobre plantas, animais e o meio ambiente. Mostram ainda algum conhecimento sobre as carater\u00edsticas da Terra, suas mudan\u00e7as ao longo do tempo e seu clima.<\/p>\n<p><strong>Abaixo do baixo<\/strong><br \/>\nNo Brasil, grande parte dos alunos n\u00e3o chegou sequer ao n\u00edvel baixo. Os resultados mostram que 51% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do n\u00edvel baixo em matem\u00e1tica no 4\u00ba ano. No 8\u00ba ano, essa porcentagem \u00e9 ainda maior, 62% abaixo do baixo em matem\u00e1tica. Na m\u00e9dia internacional, 9% dos estudantes ficaram nesse n\u00edvel no 4\u00ba ano e 19% no 8\u00ba ano.<\/p>\n<p>Em ci\u00eancias, 39% dos estudantes brasileiros n\u00e3o alcan\u00e7aram o n\u00edvel baixo no 4\u00ba ano e 42% ficaram abaixo do baixo no 8\u00ba ano. Na m\u00e9dia internacional, essa porcentagem foi de 10% no 4\u00ba ano e 20%, no 8\u00ba.<\/p>\n<p>Na outra ponta, tanto em matem\u00e1tica quanto em ci\u00eancias e tanto no 4\u00ba quanto no 8\u00ba ano, apenas 1% dos estudantes brasileiros atingiram o n\u00edvel m\u00e1ximo de profici\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Compara\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o aos demais pa\u00edses participantes, o Brasil ficou mais pr\u00f3ximo \u00e0 base dos rankings. Entre os estudantes do 4\u00ba ano, com 58 pa\u00edses participantes, o Brasil ficou em 51\u00ba em ci\u00eancias e em 55\u00ba em matem\u00e1tica. No 8\u00ba ano, com 42 pa\u00edses participantes, o Brasil ficou em 33\u00ba em ci\u00eancias e em 41\u00ba em matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>O pa\u00eds ficou atr\u00e1s de pa\u00edses como o Chile, Espanha, Portugal, Canad\u00e1, Coreia e Finl\u00e2ndia. Ficou \u00e0 frente do Marrocos, em todos os rankings.<\/p>\n<p>O Timss \u00e9 organizado pela Associa\u00e7\u00e3o Internacional para a Avalia\u00e7\u00e3o do Desempenho Educacional (IEA) e avalia o desempenho de estudantes em ci\u00eancias e matem\u00e1tica no 4\u00ba e no 8\u00ba ano desde 1995.<\/p>\n<p>No Brasil participaram 44.900 mil estudantes, sendo 22.130 matriculados no 4\u00ba do ensino fundamental de 796 escolas p\u00fablicas e privadas e 22.770 do 8\u00ba ano de 849 institui\u00e7\u00f5es de ensino. Responderam tamb\u00e9m aos question\u00e1rios 904 professores de matem\u00e1tica e 916 de ci\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Estados da Bahia (400 pontos) Para\u00edba (394,8) e Rio Grande do Norte (390,8) s\u00e3o, entre as unidades federativas do Nordeste, os que apresentam piores \u00edndices no aprendizado de matem\u00e1tica, numa escala que vai de 100 a 1 mil. 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