{"id":343011,"date":"2024-12-13T00:41:35","date_gmt":"2024-12-13T03:41:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=343011"},"modified":"2024-12-13T08:43:25","modified_gmt":"2024-12-13T11:43:25","slug":"justica-do-rio-aceita-recurso-e-caso-johnatha-tera-novo-julgamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/justica-do-rio-aceita-recurso-e-caso-johnatha-tera-novo-julgamento\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a do Rio aceita recurso e caso Johnatha ter\u00e1 novo julgamento"},"content":{"rendered":"<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro decidiu nesta quinta-feira (12) por um novo julgamento do assassino de Johnatha de Oliveira Lima, em 2014, na favela de Manguinhos, Zona Norte.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o deste ano, o 3\u00ba Tribunal do J\u00fari da Capital havia tipificado o crime como homic\u00eddio culposo, quando n\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de matar. Por unanimidade, tr\u00eas desembargadores que participaram do processo votaram hoje por anular a decis\u00e3o do Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n<p>A data do pr\u00f3ximo julgamento ainda vai ser definida. A m\u00e3e de Johnatha, Ana Paula Oliveira, pede a condena\u00e7\u00e3o do policial militar Alessandro Marcelino de Souza por homic\u00eddio doloso (com inten\u00e7\u00e3o de matar). A decis\u00e3o de hoje foi uma vit\u00f3ria para a acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Caso fosse mantida a tipifica\u00e7\u00e3o de homic\u00eddio culposo, haveria um decl\u00ednio de compet\u00eancia e o caso seria transferido para o Tribunal Militar. O processo e as investiga\u00e7\u00f5es recome\u00e7ariam e a pena seria decidida por ju\u00edzes militares.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 s\u00e3o dez natais sem o meu filho. Mas a nossa luta, minha e de tantas outras fam\u00edlias, \u00e9 para que outros filhos n\u00e3o precisem faltar na mesa da ceia de Natal. Que os assassinos dos nossos filhos sejam responsabilizados. \u00c9 o m\u00ednimo, n\u00e3o pedimos nada extraordin\u00e1rio. Seria extraordin\u00e1rio trazer os nossos filhos de volta. E isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mais. A gente n\u00e3o aguenta mais viver essas dores todos os dias\u201d, disse Ana Paula Oliveira (foto, ao centro), na sa\u00edda do julgamento.<\/p>\n<p><strong>Tumulto<\/strong><br \/>\nJohnatha tinha 19 anos de idade em 14 de maio de 2014, quando cruzou com um tumulto entre policiais e moradores da favela de Manguinhos. Um tiro disparado pelo agente da Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP), Alessandro Marcelino, atingiu as costas do jovem. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e ali morreu. A fam\u00edlia prestou queixa na delegacia e come\u00e7ou a pressionar pelo andamento das investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A m\u00e3e do rapaz, Ana Paula Oliveira, criou o grupo M\u00e3es de Manguinhos, ao lado de F\u00e1tima Pinho, que tamb\u00e9m perdeu um filho assassinado. Elas passaram a acolher outras v\u00edtimas e a cobrar respostas das autoridades para crimes cometidos por agentes do Estado.<\/p>\n<p>\u201cAgrade\u00e7o a cada familiar, mesmo os que n\u00e3o est\u00e3o aqui hoje. Foram muitas mensagens durante todos esses dias quando anunciei que seria julgado o recurso. A todos os que me acompanham nesses 10 anos de luta [digo que] jamais conseguiria estar aqui se n\u00e3o fosse a for\u00e7a, o apoio, o cuidado e o carinho de todos voc\u00eas. Isso aqui hoje \u00e9 apenas uma batalha que foi vencida, mas tem muita luta pela frente\u201d, finalizou Ana Paula.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro decidiu nesta quinta-feira (12) por um novo julgamento do assassino de Johnatha de Oliveira Lima, em 2014, na favela de Manguinhos, Zona Norte. Em mar\u00e7o deste ano, o 3\u00ba Tribunal do J\u00fari da Capital havia tipificado o crime como homic\u00eddio culposo, quando n\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de matar. 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