{"id":343460,"date":"2024-12-19T00:00:09","date_gmt":"2024-12-19T03:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=343460"},"modified":"2024-12-19T09:33:04","modified_gmt":"2024-12-19T12:33:04","slug":"prefeitura-recolhe-180-mil-toneladas-de-residuos-apos-enchentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/prefeitura-recolhe-180-mil-toneladas-de-residuos-apos-enchentes\/","title":{"rendered":"Prefeitura recolhe 180 mil toneladas de res\u00edduos ap\u00f3s enchentes"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de sete meses ap\u00f3s as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, incluindo inunda\u00e7\u00f5es sem precedentes em Porto Alegre, a prefeitura da capital ga\u00facha contabiliza o recolhimento de 180 mil toneladas de lixo deixado pelas \u00e1guas. A maior parte, cerca de 130 mil toneladas, acumulada na porta de resid\u00eancias ao longo de semanas at\u00e9 ser retirada, foi destinada de forma definitiva para aterros sanit\u00e1rios. Outras 50 mil toneladas esperam destina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para se ter um ideia do volume de res\u00edduos acumulados durante as enchentes, eles representam o equivalente a 146 dias de trabalho da limpeza urbana na cidade. Diariamente, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), autarquia municipal respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o, recolhe nas resid\u00eancias cerca de 1.225 toneladas de res\u00edduos. Desse total, 73 toneladas s\u00e3o de recicl\u00e1veis recolhidos pela coleta seletiva. O restante \u00e9 composto por res\u00edduos org\u00e2nicos e rejeito da coleta domiciliar. Somam-se aos org\u00e2nicos e rejeitos os res\u00edduos p\u00fablicos e as cargas recebidas na Esta\u00e7\u00e3o de Transbordo, em que se chega a um total de 1.780 toneladas por dia de material enviado para o aterro sanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Esse \u00faltimo montante de 50 toneladas que ainda falta ser destinado adequadamente est\u00e1 alocado em \u00e1rea que a prefeitura chama de bota-espera. Ao longo da crise, foram criados 9 bota-esperas. O \u00fanico que ainda resta fica na avenida Severo Dullius, no bairro do Sarandi, zona norte de Porto Alegre, uma das \u00e1reas mais afetadas pelos alagamentos e a \u00faltima a secar completamente. Do Sarandi, os res\u00edduos ser\u00e3o encaminhados para aterros em Minas do Le\u00e3o e Santo Ant\u00f4nio da Patrulha, cidades da regi\u00e3o metropolitana.<\/p>\n<p>O prazo para executar o servi\u00e7o \u00e9 de 75 dias e o resultado do edital de chamamento p\u00fablico foi divulgado na semana passada. A contrata\u00e7\u00e3o prev\u00ea o fornecimento de equipamentos, caminh\u00f5es, respectivos operadores e motoristas e m\u00e3o de obra. Os equipamentos e caminh\u00f5es trabalhar\u00e3o na remo\u00e7\u00e3o completa e transporte de todos os tipos de res\u00edduos, inserv\u00edveis, entulhos, lixo, incluindo mobili\u00e1rio, utens\u00edlios, eletrodom\u00e9sticos, eletr\u00f4nicos, entre outros, atualmente depositados no local.<\/p>\n<p>&#8220;Tivemos mais de 100 contratos emergenciais, desde aterros, equipamentos, for\u00e7a de trabalho. Ao todo foram, R$ 200 milh\u00f5es de reais nesse trabalho de limpeza, que inclui tanto a limpeza urbana, a retirada de entulho e a destina\u00e7\u00e3o correta desses res\u00edduos, bem como recupera\u00e7\u00e3o de cal\u00e7adas, pintura de meio-fio, limpeza de mobili\u00e1rio p\u00fablico urbano&#8221;, explica o diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Cerca de 4 mil trabalhadores da limpeza se envolveram nesse trabalho ao longo de sete meses. Segundo o diretor-geral do DMLU, a situa\u00e7\u00e3o na cidade s\u00f3 come\u00e7ou a ser normalizar em meados de agosto, mais de tr\u00eas meses ap\u00f3s a cat\u00e1stofe. Em todo o estado, as enchentes deixaram 183 mortos e 27 desaparecidos. Na capital, foram registradas 5 mortes e um desaparecimentos, mas em toda regi\u00e3o metropolitana, incluindo cidades como Canoas, S\u00e3o Leopoldo e Eldorado do Sul, o n\u00famero de v\u00edtimas passa de 50.<\/p>\n<p>Para o diretor-geral do DMLU, o ac\u00famulo de res\u00edduos das enchentes demonstrou a necessidade de refor\u00e7ar o trabalho de separa\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos, envolvendo a a\u00e7\u00e3o conjunta do poder p\u00fablico e da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Porto Alegre j\u00e1 foi refer\u00eancia nacional em coleta seletiva de res\u00edduos. Temos que desenvolver mais esse espr\u00edto de segrega\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos. Muitas pessoas misturam os diversos res\u00edduos&#8221;, afirma Carlos Alberto Hundertmarker. A cat\u00e1strofe em Porto Alegre tamb\u00e9m afetou drasticamente o servi\u00e7o de triagem de res\u00edduos. Dos 17 pontos de triagem, ao menos 8 ficaram completamente alagados durante meses, prejudicando a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo dados do DMLU, dos res\u00edduos domiciliares recolhidos diariamente, 6% s\u00e3o da coleta seletiva. Trata-e de um percentual acima da m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 2,7%, mas com potencial de avan\u00e7ar mais ainda, visto que h\u00e1 aproximadamente 40,5% de materiais com potencial recicl\u00e1vel indo para o aterro sanit\u00e1rio, de acordo com a autarquia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, cerca de 408 toneladas de materiais que poderiam ser reciclados s\u00e3o descartadas indevidamente por dia na cidade, o que, al\u00e9m de prejudicar o ambiente, aumenta o custo para a remo\u00e7\u00e3o aos aterros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de sete meses ap\u00f3s as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, incluindo inunda\u00e7\u00f5es sem precedentes em Porto Alegre, a prefeitura da capital ga\u00facha contabiliza o recolhimento de 180 mil toneladas de lixo deixado pelas \u00e1guas. 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