{"id":344416,"date":"2025-01-01T10:14:26","date_gmt":"2025-01-01T13:14:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=344416"},"modified":"2025-01-01T10:15:58","modified_gmt":"2025-01-01T13:15:58","slug":"mortandade-de-corais-fica-mais-intensa-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mortandade-de-corais-fica-mais-intensa-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Mortandade de corais fica mais intensa no Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>O balan\u00e7o anual de 2024 do projeto Coral Vivo registra preocupa\u00e7\u00f5es com os efeitos da forte onda de calor associada ao fen\u00f4meno El Ni\u00f1o. Conforme o relat\u00f3rio, os recifes do coral no Brasil sofreram o segundo grande epis\u00f3dio de branqueamento, processo que se desdobrou em uma intensa mortalidade. A por\u00e7\u00e3o norte da regi\u00e3o Nordeste foi o local mais afetado, sendo percept\u00edveis os impactos no litoral de cidades como Maragogi (AL), Natal e Salvador.<\/p>\n<p>Segundo o balan\u00e7o, a onda de calor foi menos intensa e duradoura no Sudeste e no sul da Bahia, gerando uma baixa mortalidade nesses locais, justamente onde est\u00e3o os maiores e mais diversos recifes de coral do Brasil.<\/p>\n<p>Ainda assim, os pesquisadores destacaram que as duas esp\u00e9cies que mais sofreram mortalidade no primeiro grande branqueamento, que foi registrado em 2019, foram novamente as mais afetadas em 2024. Trata-se do coral-de-fogo (Millepora alcicornis) e do coral-vela (Mussismilia harttii). Este \u00faltimo \u00e9 uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o encontrada somente em \u00e1guas brasileiras.<\/p>\n<p>O branqueamento pode ocorrer por diferentes fatores, sendo o aumento da temperatura um dos mais relevantes. Ele se configura quando os p\u00f3lipos do coral expelem as zooxantelas, organismos que vivem dentro de seus tecidos e que s\u00e3o respons\u00e1veis pela pigmenta\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica. O coral oferece abrigo, alimento e di\u00f3xido de carbono. Em troca, as zooxantelas fornecem nutrientes gerados por meio da fotoss\u00edntese. Ao expelir esses organismos, al\u00e9m de perderem a cor, muitos corais acabam morrendo.<\/p>\n<p>&#8220;O aprofundamento das investiga\u00e7\u00f5es refor\u00e7a nosso esfor\u00e7o por pol\u00edticas p\u00fablicas e \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o, tornando mais efetiva a prote\u00e7\u00e3o de todo o ecossistema coral\u00edneo brasileiro, sobretudo no litoral sul da Bahia&#8221;, registra o relat\u00f3rio, que sintetiza os principais achados do monitoramento realizado ao longo do ano em 18 pontos estrat\u00e9gicos da costa do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O projeto Coral Vivo surgiu a partir de estudos que se iniciaram em 1996 no Museu Nacional, institui\u00e7\u00e3o vinculado \u00e0 Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde ent\u00e3o, consolidou-se como um centro de pesquisa com reconhecimento nacional e internacional. Atua com foco especial na compreens\u00e3o dos ciclos de vida dos corais, o que \u00e9 essencial para o desenvolvimento de estrat\u00e9gias eficazes de conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de recifes degradados.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores envolvidos no projeto, a morte de corais tem consequ\u00eancias devastadoras para a biodiversidade e a economia, j\u00e1 que eles n\u00e3o apenas protegem as praias da eros\u00e3o como tamb\u00e9m fornecem abrigo, alimento e \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o para milhares de esp\u00e9cies. Consequentemente sustentam a pesca e o turismo, gerando renda para diversas comunidades costeiras.<\/p>\n<p>A principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 o aumento da temperatura dos oceanos, impulsionado pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, j\u00e1 que os recifes s\u00e3o ecossistemas vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>Em 2024, a onda de calor foi influenciada ainda pelo fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos al\u00edsios (que sopram de leste para oeste) e pelo aquecimento anormal das \u00e1guas superficiais da por\u00e7\u00e3o leste da regi\u00e3o equatorial do Oceano Pac\u00edfico. Essas mudan\u00e7as na intera\u00e7\u00e3o entre a superf\u00edcie oce\u00e2nica e a baixa atmosfera ocorrem em intervalos de tempo que variam entre tr\u00eas e sete anos e t\u00eam consequ\u00eancias no tempo e no clima em diferentes partes do planeta. Isso porque a din\u00e2mica das massas de ar no Oceano Pac\u00edfico adota novos padr\u00f5es de transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribui\u00e7\u00e3o das chuvas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O balan\u00e7o anual de 2024 do projeto Coral Vivo registra preocupa\u00e7\u00f5es com os efeitos da forte onda de calor associada ao fen\u00f4meno El Ni\u00f1o. Conforme o relat\u00f3rio, os recifes do coral no Brasil sofreram o segundo grande epis\u00f3dio de branqueamento, processo que se desdobrou em uma intensa mortalidade. 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