{"id":344908,"date":"2025-01-07T02:49:03","date_gmt":"2025-01-07T05:49:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=344908"},"modified":"2025-01-06T20:49:51","modified_gmt":"2025-01-06T23:49:51","slug":"projeto-sertanejo-de-governo-esbarra-em-coral-de-eleitor-serio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/projeto-sertanejo-de-governo-esbarra-em-coral-de-eleitor-serio\/","title":{"rendered":"Projeto sertanejo de governo esbarra em coral de eleitor s\u00e9rio"},"content":{"rendered":"<p>O ditado &#8220;quem n\u00e3o tem c\u00e3o, ca\u00e7a com gato&#8221; se encaixa como uma luva de pano de prato na crise vivida pelos extremistas que adoram farda. N\u00e3o era um decl\u00ednio anunciado, mas a decad\u00eancia sem cesariana passou a ser percebida a olho nu depois que o piau virou lambari, mais precisamente desde que Xand\u00e3o matou a cobra e mostrou o pau. De l\u00e1 at\u00e9 hoje, in\u00edcio de 2025, o barco pra l\u00e1 de obsoleto do conservadorismo fez \u00e1gua e j\u00e1 come\u00e7a a obrigar o comandante a pensar em dividir o leme. Para alguns, ele deve passar o guid\u00e3o definitivamente. Talvez seja apenas uma quest\u00e3o de tempo.<\/p>\n<p>Sin\u00f4nimo de incerteza, a d\u00favida \u00e9 saber quem receber\u00e1 o quepe de capit\u00e3o. A indecis\u00e3o est\u00e1 posta, mas como tudo \u00e9 somente uma quest\u00e3o de governabilidade, muita \u00e1gua ainda deve rolar pelo oceano pol\u00edtico do Brasil. Por enquanto, o que se sabe \u00e9 que o c\u00e9u de almirante e o mar de brigadeiro n\u00e3o est\u00e3o mais para raia sem ferr\u00e3o, tampouco para gavi\u00e3o de bico quebrado. Do outro lado da margem, o caldeir\u00e3o ferve em banho maria, mas o fogo n\u00e3o se apaga. O fato \u00e9 que, nessa altura da tempestade, poucos ainda topam embarcar em canoa furada ou com remendos mal costurados.<\/p>\n<p>Na verdade, sem um nome com for\u00e7a e capacidade de recuperar o casco da embarca\u00e7\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o inicial \u00e9 improvisar e usar o que se tem \u00e0 m\u00e3o. E o que se tem a m\u00e3o \u00e9 a duvidosa musicalidade de um pe\u00e3o cujo \u00fanico exerc\u00edcio \u00e9 correr atr\u00e1s do dinheiro. Como os mist\u00e9rios sempre pintam por a\u00ed, a turma do atraso n\u00e3o parece disposta a deixar de causar e a parar de provocar. Tanto que decidiram pintar o 17 de verde sertanejo, colorir o 22 de amarelo caipira, descer abaixo do n\u00edvel da pi\u00e7arra e que seja o que Deus quiser. Tentando repetir a lenda do mito e do canto m\u00e1gico do uirapuru, a rapaziada da profecia do patriotismo resolveu avan\u00e7ar na lua pensando que \u00e9 queijo.<\/p>\n<p>Para isso, fecharam os olhos e, sem preocupa\u00e7\u00e3o com os de pouca simpatia pela causa tabar\u00e9u, se enrodilharam nos ecos dos gritos esgani\u00e7ados da cacatua que adora fazer ninho em d\u00f3lares, euros e libras. Pior \u00e9 que, mesmo com o canto l\u00edrico id\u00eantico ao de um rouxinol com c\u00e2imbra, a cacatua quer cobrar cach\u00eas mais polpudos do que os de Paul McCartney, Bob Dylan, Bruno Mars, Beyonc\u00e9 e Taylor Swift, entre outros. \u00c9 muita ousadia pensar nessas cifras e desassombro acima do permitido se achar com cacife para disputar o comando pol\u00edtico do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ensimesmado e despombalizado com a hip\u00f3tese de um dia ser governado por Gusttavo Lima, Wesley Safad\u00e3o e Marrone, mudo o dial s\u00f3 de imaginar o Brasil enfiado em um cen\u00e1rio do tipo cowboy. \u00c9 a\u00ed que a ironia ocupa o lugar da paci\u00eancia. Taquilpa! Defend\u00ea-los \u00e9 ati\u00e7ar a fogueira da covardia escondida detr\u00e1s de ideologias extremistas criadas para doutrinar inocentes e arregimentar adeptos para fantasias de ocasi\u00e3o. Para esses tipos, o inferno normalmente s\u00e3o os outros. Eles s\u00e3o o c\u00e9u, as estrelas e, se n\u00e3o houver percal\u00e7os pelo caminho, o para\u00edso. O problema \u00e9 que a caminhada at\u00e9 o inferno est\u00e1 pavimentada de supostas boas inten\u00e7\u00f5es. O mar est\u00e1 revolto.<\/p>\n<p>Sei que pode ficar pior, mas, ap\u00f3s a fracassada ascens\u00e3o daquele que foi sem nunca ter sido, qualquer cidad\u00e3o que saiba pelo menos abanar o rabo no sol do meio-dia se acha em condi\u00e7\u00e3o de ocupar a cadeira mais poderosa da na\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 o in\u00edcio de uma nova semeadura ou o fim dos tempos? Nossa sorte \u00e9 a efic\u00e1cia daquele velho ditado que diz que quem nasceu para tiririca do brejo sempre se imaginar\u00e1 um l\u00edrio do campo, talvez da fam\u00edlia da rosa mosqueta, mas jamais ser\u00e1 um girassol. No m\u00e1ximo um mandacaru do sert\u00e3o ou, com algum sacrif\u00edcio, um Acanthospermum, o popular carrapicho. O que desejo \u00f3bvio do candidato em quest\u00e3o \u00e9 chegar ao Senado, onde conseguiria a t\u00e3o sonhada imunidade. Como todo castigo para corno \u00e9 pouco, pode ser.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><strong>*Wenceslau Ara\u00fajo \u00e9 Editor-Chefe de Notibras<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ditado &#8220;quem n\u00e3o tem c\u00e3o, ca\u00e7a com gato&#8221; se encaixa como uma luva de pano de prato na crise vivida pelos extremistas que adoram farda. 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