{"id":345607,"date":"2025-01-15T05:33:42","date_gmt":"2025-01-15T08:33:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=345607"},"modified":"2025-01-15T05:49:53","modified_gmt":"2025-01-15T08:49:53","slug":"sucessao-presidencial-fica-atrelada-a-cirurgia-e-um-recuo-do-supremo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/sucessao-presidencial-fica-atrelada-a-cirurgia-e-um-recuo-do-supremo\/","title":{"rendered":"Sucess\u00e3o presidencial fica atrelada a cirurgia e um recuo do Supremo"},"content":{"rendered":"<p class=\"v1MsoNormal\">Um dia a curiosidade falou mais alto do que o ju\u00edzo. Foi a\u00ed que, al\u00e9m do carioca S\u00e9rgio Cabral Filho ter descoberto o caminho da grana f\u00e1cil, o Brasil virou uma f\u00e1bula com nuances variadas. O que fazer para escolher entre o sujeito de sorte e o sujeito oculto? De um lado, um sapo moribundo ressurgiu das cinzas e, como um esperto gato de botas, ganhou a m\u00e3o da princesa m\u00e1gica Jinja para seu dono e, de quebra, transformou situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis em oportunidades de sucesso. A moral dessa hist\u00f3ria bichana gira em torno da ideia de que a intelig\u00eancia e a ast\u00facia podem superar desafios que parecem intranspon\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"v1MsoNormal\">Do outro lado, h\u00e1 um lobo que uiva alto, nem sempre morde, incomoda muita gente, mas assusta bem menos do que antes. Tamb\u00e9m tem o le\u00e3ozinho da Rua Direita. A princ\u00edpio d\u00f3cil e servil, o felino vem sendo criado com virado a paulista para, oportunamente, engolir o coelho prestes a sair da movimentada e silenciosa cartola da esquerda varonil. A recomenda\u00e7\u00e3o para l\u00e1 e para c\u00e1 \u00e9 a mesma: enquanto seu lobo n\u00e3o vem, a melhor decis\u00e3o \u00e9 seguir os ensinamentos do velho malandro. Afinal, ser malandro n\u00e3o quer dizer ser bandido ou esperto, mas saber quando chegar, quando sair e falar somente se for preciso. \u00c9 o que tenho procurado fazer.<\/p>\n<p class=\"v1MsoNormal\">Como sou quase um man\u00e9, descobri que <em>parum\u00eas<\/em> j\u00e1 \u00e9 o segundo do <em>paruano<\/em>. Por isso, me recolhi e tenho agido como o cavalo marinho, animal que finge que \u00e9 peixe para n\u00e3o puxar carro\u00e7a. <em>Paruano<\/em> come\u00e7a a contagem regressiva para uma nova corrida presidencial. Menos de dois anos nos separam de mais um toque fatal nas controversas, mas corretas e inviol\u00e1veis urnas eletr\u00f4nicas. Quem ser\u00e1 ou quais ser\u00e3o os presidenci\u00e1veis? Os mesmos? Um deles? Os dois? Nenhum dos dois? Pergunto por que eu n\u00e3o sei. A incerteza fez morada justamente entre o terreno movedi\u00e7o da inelegibilidade e nas areias escuras das interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas.<\/p>\n<p class=\"v1MsoNormal\">Mantida a depend\u00eancia do eleitorado nacional a uma inventada e nefasta polariza\u00e7\u00e3o, em 2026 o povo finalmente ter\u00e1 a prova dos nove em rela\u00e7\u00e3o a um e a outro candidato. Ser\u00e1 que aquele um ganhou novamente porque encontrou grandes amigos pelo caminho ou o caminho que leva aos grandes amigos do outro ainda n\u00e3o foi encontrado. Seja l\u00e1 o que for, o fato \u00e9 que o Brasil de 213 milh\u00f5es de habitantes est\u00e1 dividido ao meio. Considerando a margem de erro \u00e0 direita ou \u00e0 esquerda, o que sobra talvez n\u00e3o preencha todos os espa\u00e7os de quatro ou cinco Kombis cedidas pela SAF interessada em comprar a pol\u00edtica do Brasil.<\/p>\n<p class=\"v1MsoNormal\">Quase um man\u00e9, n\u00e3o perdi tempo e j\u00e1 assegurei meu lugar ao lado do chofer, cidad\u00e3o que, embora sente do lado esquerdo do ve\u00edculo, sempre se apresenta como de centro m\u00e9dio recuado. Est\u00e1 ali por uma quest\u00e3o de m\u00e3o. Fosse em Londres, certamente estaria \u00e0 direita. Com a evolu\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica, a tend\u00eancia \u00e9 que, em breve, o piloto n\u00e3o esteja em lugar algum. Mas o que s\u00e3o 213 milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o sabem sequer o que fazer em um pa\u00eds de duas faces? Obedientes \u00e0 face transparente que manda, e fan\u00e1ticos \u00e0 outra, que \u00e9 oculta, mas tamb\u00e9m manda, na medida em que seus seguidores n\u00e3o reconhecem o advers\u00e1rio e n\u00e3o admitem seguir suas leis.<\/p>\n<p class=\"v1MsoNormal\">E como ficam os passageiros das cinco Kombis? Ao Deus dar\u00e1. Ou eles copiam o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e buscam novas alternativas enquanto h\u00e1 tempo ou permanecer\u00e3o como bosta n&#8217;\u00e1gua. Como tamb\u00e9m rompi com Maduro, ignoro Netanyahu, me indispus com Putin e ainda n\u00e3o me acertei com Trump, resolvi incorporar a capa de povo e assumir meu papel de bosta. Hoje, tenho apenas uma certeza: a de n\u00e3o estar certo de nada. At\u00e9 o pr\u00f3ximo Carnaval eleitoral avalio a popula\u00e7\u00e3o brasileira como algo t\u00e3o importante como o jornal da semana passada. A briga fratricida entre postulantes de um mesmo lado e a falta de nomes capazes e confi\u00e1veis de outro me obriga a tomar emprestado um c\u00e9lebre verso de Jorge Ben Jor: &#8220;Se malandro soubesse como \u00e9 bom ser honesto, seria honesto s\u00f3 por malandragem&#8221;.<\/p>\n<p class=\"v1gmail-MsoBodyText\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p class=\"v1gmail-MsoBodyText\"><strong>*Wenceslau Ara\u00fajo \u00e9 Editor-Chefe de Notibras<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dia a curiosidade falou mais alto do que o ju\u00edzo. Foi a\u00ed que, al\u00e9m do carioca S\u00e9rgio Cabral Filho ter descoberto o caminho da grana f\u00e1cil, o Brasil virou uma f\u00e1bula com nuances variadas. O que fazer para escolher entre o sujeito de sorte e o sujeito oculto? 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