{"id":345823,"date":"2025-01-17T05:37:49","date_gmt":"2025-01-17T08:37:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=345823"},"modified":"2025-01-17T05:37:49","modified_gmt":"2025-01-17T08:37:49","slug":"artistas-usam-versos-dancas-e-corpos-em-defesa-da-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/artistas-usam-versos-dancas-e-corpos-em-defesa-da-floresta\/","title":{"rendered":"Artistas usam versos, dan\u00e7as e corpos em defesa da floresta"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA aldeia toda se incendeia \/ Na manh\u00e3 de sol na floresta. \/ Tem peixe assando na fogueira \/ E suco de cupu para completar a festa.\u201d Os versos escritos por Tiago Hakiy (foto de destaque), poeta e escritor ind\u00edgena, permitem que o leitor entre no cora\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica e se sinta parte dela. Durante alguns instantes, somos parte da festa, dan\u00e7amos, provamos peixes e sucos t\u00edpicos da regi\u00e3o. O trecho acima faz parte do livro Abeced\u00e1rio Po\u00e9tico da Floresta, lan\u00e7ado em novembro. A obra tanto apresenta os segredos da cultura para os leigos como acolhe os esp\u00edritos locais.<\/p>\n<p>\u201cNa escola, eu sempre encontrei livros que n\u00e3o tinham nada a ver com a minha realidade. Eles falavam sobre tubar\u00e3o e eu nunca vi tubar\u00e3o. Falavam de frutas, como ma\u00e7\u00e3 e morango, que eu nunca tinha comido. Sobre peixes que n\u00e3o eram parte da nossa fauna amaz\u00f4nica. Eu se me sentia perdido nessa literatura. Quando escrevo hoje, penso nos meninos e nas meninas nascidos no meio dos rios e florestas, que andam de canoa. Para que eles possam se identificar com a pr\u00f3pria realidade\u201d, diz o poeta.<\/p>\n<p>Nem sempre os escritos de Tiago Hakiy seguiram esse caminho. Pertencente ao povo sater\u00e9-maw\u00e9, ele nasceu na comunidade Freguesia do Andir\u00e1, no munic\u00edpio de Barreirinha, no Amazonas, longe de espa\u00e7os editoriais e grandes centros urbanos. Aos 6 anos de idade, um escritor foi at\u00e9 a comunidade e o ajudou a conhecer o universo dos livros. Aos 19 anos, se mudou para Manaus, onde entrou na universidade e teve a possibilidade de lan\u00e7ar o primeiro livro de poesias.<\/p>\n<p>Os versos iniciais n\u00e3o falavam da realidade cultural dele e do povo ind\u00edgena. Eram poemas mais id\u00edlicos. Tudo mudou quando ele encontrou o escritor Daniel Munduruku, um precursor da literatura ind\u00edgena no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cEle me disse assim: \u2018Tiago, por que voc\u00ea n\u00e3o escreve sobre o teu povo e a tua origem? Se n\u00f3s n\u00e3o continuarmos escrevendo sobre nossos povos, o apagamento cultural vai continuar acontecendo\u2019. Ele me instigou a rememorar toda a minha ancestralidade. E a partir da\u00ed a poesia passou a destacar nossa riqueza como ind\u00edgenas da Floresta Amaz\u00f4nica, nossas trocas e cuidados com ela, que \u00e9 tudo para n\u00f3s. Ela nos d\u00e1 alimento, moradia, caminhos e inspira\u00e7\u00f5es\u201d, lembra Tiago Hakiy.<\/p>\n<p>O poeta ind\u00edgena tem hoje 44 anos e 17 obras publicadas. E participa\u00e7\u00f5es em diversas antologias, as quais ele valoriza muito, por entender que o trabalho coletivo \u00e9 uma caracter\u00edstica importante das comunidades ind\u00edgenas. Foi com a antologia Apytama, organizada por Kak\u00e1 Wer\u00e1, que ele venceu, coletivamente, o Pr\u00eamio Jabuti na categoria Livro Juvenil.<\/p>\n<p>\u201cOs povos ind\u00edgenas s\u00e3o frutos da oralidade. Eu nasci ouvindo hist\u00f3rias dos mais velhos. Naturalmente, a gente aprende a contar hist\u00f3rias que a gente ouve desde crian\u00e7a, e essas hist\u00f3rias s\u00e3o um instrumento de aprendizagem, n\u00e3o s\u00f3 de entretenimento. S\u00e3o uma forma de ensinar e de transmitir conhecimento\u201d, destaca o escritor ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Tiago Hakiy tamb\u00e9m entende hoje a poesia como um instrumento pol\u00edtico, capaz de gerar empatia de outras pessoas e engaj\u00e1-las na luta pelos direitos dos povos ind\u00edgenas e pela preserva\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p>\u201cA literatura serve como uma bandeira para que as pessoas possam nos conhecer melhor. Nossas cultura e tradi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o s\u00e3o nem melhores, nem piores. Apenas diferentes. E n\u00f3s queremos ser ouvidos, compreendidos e respeitados\u201d, diz. \u201cQueremos que essas pessoas tamb\u00e9m cuidem dos nossos rios, das nossas \u00e1rvores, dos nossos p\u00e1ssaros. Por isso que, quando n\u00f3s clamamos pela preserva\u00e7\u00e3o da floresta, sabemos da import\u00e2ncia dela n\u00e3o s\u00f3 para o Brasil, mas para todo o planeta. Precisamos que todos tenham esse olhar de sensibilidade para as pessoas que moram dentro da floresta.\u201d<\/p>\n<p><strong>Festival Parintins<\/strong><br \/>\nJunho \u00e9 m\u00eas de festa na Amaz\u00f4nia. Em Parintins, estado do Amazonas, quase divisa com o Par\u00e1, o Bumb\u00f3dromo recebe os desfiles do bois Caprichoso e Garantido. \u00c9 o duelo do azul e do vermelho, que dura tr\u00eas noites. O espet\u00e1culo se destaca pelas cores, luzes, vestimentas, adere\u00e7os, dan\u00e7as e m\u00fasicas. Mas os impactos n\u00e3o s\u00e3o apenas est\u00e9ticos e sensoriais.<\/p>\n<p>\u201cOs dois bois v\u00eam trazendo mensagens importantes, como a emerg\u00eancia da crise clim\u00e1tica, o foco na Amaz\u00f4nia, a preserva\u00e7\u00e3o dos povos tradicionais. Tudo isso tem que estar inserido no festival\u201d, explicou Marciele Albuquerque, ind\u00edgena do povo Munduruku e cunh\u00e3-poranga do Boi Caprichoso, durante o TEDxAmaz\u00f4nia 2024, evento realizado entre o final de novembro e o in\u00edcio de dezembro, em Manaus.<\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, a cunh\u00e3-poranga \u00e9 \u201cmo\u00e7a bonita, guerreira e guardi\u00e3, que expressa a for\u00e7a atrav\u00e9s da beleza\u201d. Ela \u00e9 avaliada pelos jurados em crit\u00e9rios como beleza, simpatia, roupas e movimentos. Mas Marciele garante que os atributos dela no festival v\u00e3o muito al\u00e9m de ser uma mulher bonita.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente vai para a arena, quer fazer mais que uma apresenta\u00e7\u00e3o, um movimento de dan\u00e7a dif\u00edcil, algo espetaculoso. A gente quer realmente protestar atrav\u00e9s da nossa dan\u00e7a, do nosso olhar, da nossa pot\u00eancia e for\u00e7a. \u00c9 ir muito al\u00e9m da parte f\u00edsica da mulher. A gente carrega essa ancestralidade. Eu n\u00e3o sou apenas uma representa\u00e7\u00e3o. Eu sou ind\u00edgena, cunh\u00e3-poranga. O meu corpo \u00e9 pol\u00edtico. \u00c9 for\u00e7a. \u00c9 ancestralidade\u201d, diz Marciele.<\/p>\n<p>Nascida em Juriti, no Par\u00e1, ela mora em Manaus h\u00e1 mais de 13 anos. \u00c9 formada em administra\u00e7\u00e3o e tem participado como ativista contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a fome e o futuro da Amaz\u00f4nia. J\u00e1 participou da Semana do Clima, da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) em Nova York, Estados Unidos, em 2023. E, no mesmo ano, esteve na Confer\u00eancia da Juventude pelo Clima, promovida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), em Roma, na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>\u201cA arte desperta o senso pol\u00edtico. Voc\u00ea come\u00e7a a questionar e buscar respostas. Come\u00e7a a querer lutar por algo. Foi assim que eu despertei, n\u00e3o foi porque algu\u00e9m veio falar comigo da pol\u00edtica tradicional. Atrav\u00e9s da arte consegui ter esse senso bem cr\u00edtico, despertar para essa luta coletiva. Mesmo que eu n\u00e3o sofra por determinada situa\u00e7\u00e3o, outros podem estar sofrendo e vou lutar por elas. A arte tem a for\u00e7a de uni\u00e3o. Isso, de uma forma mais leve e capaz furar bolhas\u201d, defende a cunh\u00e3-poranga.<\/p>\n<p><strong>Trans amaz\u00f4nica<\/strong><br \/>\nO corpo tamb\u00e9m possui uma dimens\u00e3o pol\u00edtica para Maria Flor, de 25 anos, nascida e criada nas margens do Rio Tapaj\u00f3s, em Santar\u00e9m. Travesti perif\u00e9rica, artista e ativista ambiental, ela define o pr\u00f3prio corpo como \u201cterrit\u00f3rio e ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o\u201d. Por meio da moda, de performances de rua, apresenta\u00e7\u00f5es e desfiles, ela conecta a pr\u00e1tica art\u00edstica com os direitos das pessoas transg\u00eaneras e os povos da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cComecei por volta de 2016 fazendo interven\u00e7\u00f5es corporais sobre uma perspectiva transcentrada. Foi quando eu me entendi enquanto travesti. As primeiras interven\u00e7\u00f5es foram experimenta\u00e7\u00f5es corporais atrav\u00e9s da vestimenta, do me reconhecer enquanto identidade feminina\u201d, conta Maria Flor.<\/p>\n<p>\u201cEu morava perto de uma praia e ali come\u00e7aram as minhas inquieta\u00e7\u00f5es. Eu via muita degrada\u00e7\u00e3o, balsas e navios vindo do exterior, pegando \u00e1gua nos nossos rios. Pela BR-163, que corta o Brasil, eu via saindo de Santar\u00e9m muita soja, milho, tora de \u00e1rvore, madeira, bauxita, ferro. Tudo que era extra\u00eddo dali de dentro da floresta. Foi quando eu comecei a fazer interven\u00e7\u00f5es visuais, atrav\u00e9s de fotos e v\u00eddeos sobre esse territ\u00f3rio que estava sendo polu\u00eddo\u201d, conta Maria Flor.<\/p>\n<p>Nesse contexto, surgiu a Mulambra, um dos nomes e identidades art\u00edsticas da ativista, que daria nome tamb\u00e9m \u00e0 marca de roupas criadas por ela, a Mulambra Grif.<\/p>\n<p>\u201cEu misturei as quest\u00f5es ambientais com as perspectivas do que era o corpo enquanto territ\u00f3rio e identidade. Eu entendi que a Mulambra era uma energia ancestral que vinha para questionar as situa\u00e7\u00f5es que aconteciam ali. O quanto era naturalizada uma casa de garimpo na orla da cidade e um corpo travesti, n\u00e3o. Esse era demonizado, expulso de casa, sem acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, sem espa\u00e7o no mercado de trabalho formal\u201d, diz.<\/p>\n<p>Um dos versos da artista \u00e9 bem representativo desse impulso de luta e ativismo conectada \u00e0 natureza amaz\u00f4nica: \u201cRevoltada \/ Engerou-se \/ De toda a mata se apropriou \/ No espinho do cuandu\u0301 \/ No aperto da sucuriju \/ No veneno da surucucu \/ No cantar do uirapuru \/ Na magnitude de seu Rei urubu \/ Na forc\u0327a de sussuarana \/ No grito de um guariba \/ Na desconfianc\u0327a da cutia \/ Nas garras de um gavia\u0303o.\u201d<\/p>\n<p>Maria Flor mora h\u00e1 tr\u00eas anos em Bel\u00e9m. A estamparia manual tornou-se s\u00edmbolo de resist\u00eancia, conscientiza\u00e7\u00e3o e empoderamento. Pe\u00e7as \u00fanicas, produzidas \u00e0 m\u00e3o e inspiradas na fauna e flora da Amaz\u00f4nia, viraram um manifesto contra o desmatamento e a polui\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de materiais reciclados, a artista usa elementos reciclados e at\u00e9 materiais encontrados em cascas de \u00e1rvores.<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes a Am\u00e9rica Latina \u00e9 vista como lugar para descartar roupas que n\u00e3o foram vendidas na Europa. Eu parto de uma perspectiva de periferia, da pedagogia do lixo. Tudo o que eu fa\u00e7o \u00e9 reconstruir roupas j\u00e1 prontas, indo em brech\u00f3, pegando coisa de segunda m\u00e3o, ou em lugares de descarte. Reconstruo os tecidos atrav\u00e9s da estamparia e conto outras hist\u00f3rias\u201d, explica a artista. \u201cFa\u00e7o com que as pessoas saibam de onde vem tudo isso que a gente est\u00e1 vestindo. Muitas, sem perceber, compram coisas que est\u00e3o financiando o garimpo, o desmatamento da Amaz\u00f4nia. Tudo isso est\u00e1 amarrado de uma certa forma enquanto comunica\u00e7\u00e3o e performance art\u00edstica.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA aldeia toda se incendeia \/ Na manh\u00e3 de sol na floresta. \/ Tem peixe assando na fogueira \/ E suco de cupu para completar a festa.\u201d Os versos escritos por Tiago Hakiy (foto de destaque), poeta e escritor ind\u00edgena, permitem que o leitor entre no cora\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica e se sinta parte dela. 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