{"id":346116,"date":"2025-01-21T00:00:28","date_gmt":"2025-01-21T03:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=346116"},"modified":"2025-01-21T06:46:51","modified_gmt":"2025-01-21T09:46:51","slug":"terra-yanomami-tem-menos-garimpo-e-fome-mas-desafios-sao-diarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/terra-yanomami-tem-menos-garimpo-e-fome-mas-desafios-sao-diarios\/","title":{"rendered":"Terra Yanomami tem menos garimpo e fome, mas desafios s\u00e3o di\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dois anos, uma luta di\u00e1ria contra as invas\u00f5es de garimpeiros em territ\u00f3rio yanomami, por parte do poder p\u00fablico e de entidades civis, foi capaz de enfrentar a crise humanit\u00e1ria na maior reserva ind\u00edgena do Brasil, que abriga 376 comunidades e cerca de 33 mil pessoas.<\/p>\n<p>Entre os resultados, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 91% nos garimpos. O territ\u00f3rio tem quase 10 milh\u00f5es de hectares em \u00e1rea nos estados d Amazonas e Roraima.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, essas a\u00e7\u00f5es, segundo contabiliza o governo, provocaram uma queda de 95,76% na abertura de novos espa\u00e7os de explora\u00e7\u00e3o ilegal. Os garimpos contaminam os rios, diminuem a oferta de recursos naturais para a popula\u00e7\u00e3o e, al\u00e9m de gerar um problema de sa\u00fade p\u00fablica, se transformaram tamb\u00e9m em risco de seguran\u00e7a aos moradores das comunidades da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Somente em 2024, foram mais de tr\u00eas mil opera\u00e7\u00f5es de combate \u00e0s ilegalidades, que envolveram atividades diuturnas de militares e civis. Diante da crise humanit\u00e1ria que se instalou na regi\u00e3o, houve distribui\u00e7\u00e3o de mais de 114 mil cestas de alimentos e libera\u00e7\u00e3o de R$ 1,7 bilh\u00e3o em cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios. As a\u00e7\u00f5es conjuntas reduziram 68% dos \u00f3bitos por desnutri\u00e7\u00e3o no primeiro semestre de 2024 em compara\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nSegundo o que revela uma cobertura especial do programa Caminhos da Reportagem, no fim de 2023, por exemplo, o garimpo atingiu uma \u00e1rea de mais de 5 mil hectares, o que representou um crescimento de 7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Diante disso, em mar\u00e7o do ano passado, o governo federal instalou a Casa de Governo para coordenar as a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o aos yanomami. As opera\u00e7\u00f5es envolvem profissionais de diferentes for\u00e7as de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Inclusive, diante da constata\u00e7\u00e3o de atividades criminosas, a\u00e7\u00f5es passaram a ocorrer durante 24 horas.<\/p>\n<p>\u201cO pessoal vira madrugada fazendo patrulhamento tamb\u00e9m. Na realidade, para criar dificuldade para quem banca sentir no bolso. Fica t\u00e3o caro o neg\u00f3cio que o cara diz: &#8216;\u00f3, aqui n\u00e3o compensa eu trabalhar porque estou come\u00e7ando a perder dinheiro&#8217;\u201d, explica o chefe da Casa de Governo, Nilton Tubino, em entrevista ao Caminhos da Reportagem<\/p>\n<p>Ele explicou, por exemplo, que, ao identificar transporte de combust\u00edvel de forma irregular, o suspeito \u00e9 encaminhado para a delegacia. A cada opera\u00e7\u00e3o, s\u00e3o encontradas ainda estruturas camufladas e espalhadas a servi\u00e7o de atividades ilegais de garimpos j\u00e1 que h\u00e1 maior preocupa\u00e7\u00e3o com a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c[Para encontrar] tem dias que a gente caminha quase 10 quil\u00f4metros dentro da floresta\u201d, afirma Tubino.<\/p>\n<p><strong>Desafios<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m ao Caminhos da Reportagem, a coordenadora do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio, Gilmara Fernandes, avalia que as atividades criminosas contam com recursos financeiros e de log\u00edstica que precisam ser enfrentados. \u201c[Houve] avan\u00e7os, mas com muitos desafios ainda\u201d, disse.<\/p>\n<p>O presidente do Conselho Distrital de Sa\u00fade Yanomami e Ye\u00b4Kwana, Junior Yanomami, afirmou que recebeu informa\u00e7\u00f5es que est\u00e1 controlada a entrada dos invasores na comunidade. \u201cMas tem ainda pontos, n\u00e3o s\u00e3o muitos\u201d.<\/p>\n<p>Ele entende que a \u00e1gua est\u00e1 ficando mais limpa. Diante dos resultados, a ministra dos Povos Ind\u00edgenas, Sonia Guajajara, tamb\u00e9m entende que o trabalho deve ser permanente porque as consequ\u00eancias das atividades de garimpeiros s\u00e3o dr\u00e1sticas para as pessoas:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso manter essa presen\u00e7a. N\u00f3s seguimos confiantes de que, at\u00e9 o final desse governo, a gente entrega esse territ\u00f3rio\u2026 eu n\u00e3o digo 100% restaurado, mas 100% livre desses invasores\u201d.<\/p>\n<p>Somente no ano passado, 159 pessoas foram presas, mais de 30 quilos de ouro apreendidos, 410 acampamentos desmontados e 50 pistas de pouso clandestinas destru\u00eddas. Hoje, voos em baixa altitude n\u00e3o passam despercebidos porque um radar foi instalado na terra ind\u00edgena.<\/p>\n<p><strong>Menos mortes<\/strong><br \/>\nO governo federal divulgou ainda que houve uma queda de 27% no n\u00famero de mortes no primeiro semestre de 2024, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023. Os \u00f3bitos passaram de 213 para 155, com quedas nas mortes por desnutri\u00e7\u00e3o (-68%), infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias (-53%) e mal\u00e1ria (-35%).<\/p>\n<p>Outra medida, de acordo com o poder p\u00fablico, foi o aperfei\u00e7oamento da vigil\u00e2ncia nutricional de crian\u00e7as menores de 5 anos, com a intensifica\u00e7\u00e3o da busca ativa de pacientes e amplia\u00e7\u00e3o do acesso aos servi\u00e7os<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, com a amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao diagn\u00f3stico houve aumento 73% no n\u00famero de exames de mal\u00e1ria no primeiro semestre de 2024. Assim houve mais registros de casos, que passaram de 14.450 para 18.310. Ao conhecer os casos, as equipes de sa\u00fade puderam aplicar tratamento e o n\u00famero de mortes caiu 35%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dois anos, uma luta di\u00e1ria contra as invas\u00f5es de garimpeiros em territ\u00f3rio yanomami, por parte do poder p\u00fablico e de entidades civis, foi capaz de enfrentar a crise humanit\u00e1ria na maior reserva ind\u00edgena do Brasil, que abriga 376 comunidades e cerca de 33 mil pessoas. 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