{"id":346642,"date":"2025-01-29T00:00:21","date_gmt":"2025-01-29T03:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=346642"},"modified":"2025-01-29T07:44:50","modified_gmt":"2025-01-29T10:44:50","slug":"abi-dedica-2025-em-memoria-do-assassinato-de-vladimir-herzog","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/abi-dedica-2025-em-memoria-do-assassinato-de-vladimir-herzog\/","title":{"rendered":"ABI dedica 2025 em mem\u00f3ria do assassinato de Vladimir Herzog"},"content":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI) dedicar\u00e1 reportagens e uma sess\u00e3o permanente do site para relembrar o assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes do Estado brasileiro, em 25 de outubro de 1975 na base do DOI-Codi em S\u00e3o Paulo. O Ano Vladimir Herzog, como foi nomeado pela ABI, se insere nas iniciativas de mem\u00f3ria frente \u00e0 falta de justi\u00e7a ap\u00f3s a tortura e encena\u00e7\u00e3o de suic\u00eddio, com a qual se tentou esconder o crime cometido nas depend\u00eancias de uma unidade do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Apoiador da iniciativa, o Instituto Vladimir Herzog (IVH) tem amplo material sobre o tema, inclusive depoimentos de colegas da imprensa, contempor\u00e2neos de Vlado, como era conhecido o jornalista. O &#8220;caso Herzog&#8221; juntou d\u00e9cadas de tentativas de esquecer os abusos cometidos, inclusive ap\u00f3s a anistia aos torturadores, por\u00e9m den\u00fancia internacional em 2018, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, levou \u00e0 reabertura do caso pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, no ano de 2020.<\/p>\n<p>Apenas em 2024 o Estado reconheceu a persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 vi\u00fava, Clarice Herzog, que se negou a aceitar a vers\u00e3o oficial de suic\u00eddio. Ela foi considerada perseguida pol\u00edtica e recebeu indeniza\u00e7\u00e3o e um pedido formal de desculpas do Governo brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Vlado<\/strong><br \/>\nVladimir Herzog nasceu na Iugosl\u00e1via, em territ\u00f3rio que hoje pertence \u00e0 Cro\u00e1cia, em 1937. Judia, a fam\u00edlia dele fugiu durante a invas\u00e3o do pa\u00eds pelas for\u00e7as nazistas. Estiveram na It\u00e1lia at\u00e9 1944 e emigraram para o Brasil em 1946. Cursando Filosofia na Universidade de S\u00e3o Paulo, Herzog se tornou jornalista em 1959, quando come\u00e7ou a trabalhar para o di\u00e1rio O Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Teve passagem por diversos outros ve\u00edculos e foi professor nos cursos de jornalismo. Em 1975, em segunda passagem pela TV Cultura, j\u00e1 como diretor de jornalismo, foi alvo da inquisi\u00e7\u00e3o do regime militar. Se apresentou \u00e0 pol\u00edcia voluntariamente em 25 de outubro de 1975, quando foi \u00e0 Rua Tut\u00f3ia, sede do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00e3o \u2013 Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi\/SP), onde foi torturado e assassinado.<\/p>\n<p>Os agentes tentaram esvaziar o significado da morte do jornalista, travestindo-a de suic\u00eddio. Em sua missa de s\u00e9timo dia, em ato ecum\u00eanico na catedral da S\u00e9, 8 mil pessoas estiveram presentes, em um dos primeiros atos p\u00fablicos de grande for\u00e7a ap\u00f3s o Ato Institucional 5, que endureceu o regime militar. Segundo texto do IVH, &#8220;O ato e Vlado tornaram-se s\u00edmbolos da luta pela democracia e contra a ditadura militar brasileira&#8221;. Seu atestado de \u00f3bito s\u00f3 foi retificado em setembro de 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI) dedicar\u00e1 reportagens e uma sess\u00e3o permanente do site para relembrar o assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes do Estado brasileiro, em 25 de outubro de 1975 na base do DOI-Codi em S\u00e3o Paulo. 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