{"id":346684,"date":"2025-01-29T18:45:37","date_gmt":"2025-01-29T21:45:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=346684"},"modified":"2025-01-29T19:26:47","modified_gmt":"2025-01-29T22:26:47","slug":"aposta-de-lula-para-baixar-juros-galipolo-eleva-taxa-para-1325","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/aposta-de-lula-para-baixar-juros-galipolo-eleva-taxa-para-1325\/","title":{"rendered":"Aposta de Lula para baixar juros, Gal\u00edpolo eleva taxa para 13,25%"},"content":{"rendered":"<p>A alta recente do d\u00f3lar e as incertezas em torno da infla\u00e7\u00e3o e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) aumentou a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Al\u00e9m de esperada pelo mercado financeiro, a eleva\u00e7\u00e3o em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reuni\u00e3o de dezembro.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente nos Estados Unidos, suscitam d\u00favidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira est\u00e1 aquecida, com a infla\u00e7\u00e3o cheia e os n\u00facleos (medida que exclui pre\u00e7os mais vol\u00e1teis, como alimentos e energia) acima da meta de infla\u00e7\u00e3o, e que as incertezas sobre os gastos p\u00fablicos provocaram perturba\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os dos ativos.<\/p>\n<p>\u201cO comit\u00ea segue acompanhando com aten\u00e7\u00e3o como os desenvolvimentos da pol\u00edtica fiscal impactam a pol\u00edtica monet\u00e1ria e os ativos financeiros. A percep\u00e7\u00e3o dos agentes econ\u00f4micos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da d\u00edvida segue impactando, de forma relevante, os pre\u00e7os de ativos e as expectativas dos agentes\u201d, destacou o comunicado.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3ximas reuni\u00f5es, o Copom confirmou que elevar\u00e1 a Selic em 1 ponto percentual na reuni\u00e3o de mar\u00e7o, mas n\u00e3o informou se as altas continuar\u00e3o na reuni\u00e3o de maio, apenas que observar\u00e1 a infla\u00e7\u00e3o. \u201cPara al\u00e9m da pr\u00f3xima reuni\u00e3o, o comit\u00ea refor\u00e7a que a magnitude total do ciclo de aperto monet\u00e1rio ser\u00e1 ditada pelo firme compromisso de converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o \u00e0 meta e depender\u00e1 da evolu\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica da infla\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Essa foi a quarta alta seguida da Selic. A taxa est\u00e1 no maior n\u00edvel desde setembro de 2023, quando tamb\u00e9m estava em 13,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contra\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa come\u00e7ou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e uma de 1 ponto percentual.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Em dezembro, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial, ficou em 0,52%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), apesar da bandeira verde nas contas de luz, o pre\u00e7o dos alimentos, principalmente da carne e de algumas frutas, continuou a subir.<\/p>\n<p>Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,83% em 2024, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta cont\u00ednua em vigor a partir deste m\u00eas, a meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional, \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior \u00e9 4,5%.<\/p>\n<p>No modelo de meta cont\u00ednua, a meta passa ser apurada m\u00eas a m\u00eas, considerando a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2025, a infla\u00e7\u00e3o desde fevereiro de 2024 \u00e9 comparada com a meta e o intervalo de toler\u00e2ncia. Em fevereiro, o procedimento se repete, com apura\u00e7\u00e3o a partir de mar\u00e7o de 2024. Dessa forma, a verifica\u00e7\u00e3o se desloca ao longo do tempo, n\u00e3o ficando mais restrita ao \u00edndice fechado de dezembro de cada ano.<\/p>\n<p>No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria manteve a previs\u00e3o de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do d\u00f3lar e da infla\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo relat\u00f3rio ser\u00e1 divulgado no fim de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es do mercado est\u00e3o mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 5,5%, 1 ponto acima do teto da meta. H\u00e1 um m\u00eas, as estimativas do mercado estavam em 4,96%.<\/p>\n<p>O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a infla\u00e7\u00e3o. A autoridade monet\u00e1ria prev\u00ea que o IPCA chegar\u00e1 a 5,2% em 2025 (acima do teto da meta) e 4% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de \u201chorizonte ampliado\u201d, considerando o cen\u00e1rio para a infla\u00e7\u00e3o em at\u00e9 18 meses.<\/p>\n<p>O Banco Central aumentou as estimativas de infla\u00e7\u00e3o. Na reuni\u00e3o anterior, de novembro, o Copom previa IPCA de 4,5% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do segundo trimestre de 2026.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito mais caro<\/strong><br \/>\nO aumento da taxa Selic ajuda a conter a infla\u00e7\u00e3o. Isso porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e desestimulam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econ\u00f4mico. No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central elevou para 2,1% a proje\u00e7\u00e3o de crescimento para a economia em 2025.<\/p>\n<p>O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos preveem expans\u00e3o de 2,06% do PIB em 2025.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alta recente do d\u00f3lar e as incertezas em torno da infla\u00e7\u00e3o e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) aumentou a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano. 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