{"id":347094,"date":"2025-02-05T05:04:36","date_gmt":"2025-02-05T08:04:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=347094"},"modified":"2025-02-05T05:05:21","modified_gmt":"2025-02-05T08:05:21","slug":"uma-doenca-a-tragedia-a-dor-e-as-letras-para-ativar-a-mente-e-ter-fe-no-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/uma-doenca-a-tragedia-a-dor-e-as-letras-para-ativar-a-mente-e-ter-fe-no-futuro\/","title":{"rendered":"Uma doen\u00e7a, a trag\u00e9dia, a dor e as letras para ativar a mente e ter f\u00e9 no futuro"},"content":{"rendered":"<p>Uma literata nata. \u00c9 assim que podemos definir Luiza Koppe, uma jovem paranaense que enfrentou muitos desafios ao longo da sua vida (bem novinha, diga-se de passagem). Mas como a dor n\u00e3o silencia a voz e n\u00e3o anestesia o c\u00e9rebro, essa contumaz brincalhona com as letras decidiu escrever para expulsar afli\u00e7\u00f5es atemporais.<\/p>\n<p>Para conhecer um pouco mais sobre essa p\u00f3s-adolescente de Porto Uni\u00e3o, hoje residente em Curitiba, basta ler a entrevista a seguir, feita por e-mail.<\/p>\n<p><strong>Fale um pouco sobre voc\u00ea, seu nome (se quiser, pode falar apenas o art\u00edstico), onde nasceu, onde mora, sobre sua trajet\u00f3ria como escritor.<\/strong><\/p>\n<p>Sou Maria Luiza Mendes Koppe, 28 anos. Tenho uma marca chamada Mo\u00e7a Maria de papelaria voltada para empresas. Nasci na divisa do Paran\u00e1 com Santa Catarina, em uma cidade chamada Porto Uni\u00e3o, g\u00eamea de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria. Atualmente moro em Curitiba. Minha paix\u00e3o pela escrita sempre andou em paralelo com a minha paix\u00e3o pelas artes em geral (literatura mais especificamente falando). Minha primeira hist\u00f3ria registrada foi aos 9 anos, um mini conto sobre um palha\u00e7o. Tamb\u00e9m possuo um conto chamado As L\u00e1grimas Lunares que foi publicado em um jornal local de minha cidade natal. Mais recentemente fui selecionada para participar de uma antologia de poemas.<\/p>\n<p><strong>Como a escrita surgiu na sua vida?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre fui uma pessoa criativa e, depois de me viciar em ler livros e criar hist\u00f3rias na minha cabe\u00e7a, foi natural o processo de come\u00e7ar a colocar as ideias no papel.<\/p>\n<p><strong>De onde vem a inspira\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o dos seus textos?<\/strong><\/p>\n<p>Vem do meu \u201csil\u00eancio turbulento\u201d, nome carinhoso que dei para a minha mente. Acho que o que acontece l\u00e1 dentro \u00e9 uma mistura de todas as informa\u00e7\u00f5es que eu inspiro ao longo do dia e o processo de pensar em si. Tamb\u00e9m gosto muito de entender como a mente humana funciona e ouvir as experi\u00eancias de outras pessoas.<\/p>\n<p><strong>Como a sua forma\u00e7\u00e3o ou sua hist\u00f3ria de vida interferem no seu processo de escrita?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho TARE (Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo) desde os meus 3-4 anos e, em torno de 5 anos atr\u00e1s tive c\u00e2ncer de tire\u00f3ide e depois met\u00e1stase. Acredito que o meu sofrimento interno e a necessidade que sinto de compreender tudo s\u00e3o as chaves para escrever, pois sinto necessidade de jogar o turbilh\u00e3o para fora, para manter um resqu\u00edcio de sanidade.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os seus livros favoritos?<\/strong><\/p>\n<p>It, a Coisa, de Stephen King, Luna Clara e Apolo Onze, de Adriana Falc\u00e3o, e Elizabeth I &#8211; O Anoitecer de um Reinado, de Margaret George.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o seus autores favoritos?<\/strong><\/p>\n<p>Stephen King, Philippa Gregory e, mais recentemente, Lev Tolst\u00f3i.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 mais importante no seu processo de escrita? A inspira\u00e7\u00e3o ou a concentra\u00e7\u00e3o? Precisa esperar pela inspira\u00e7\u00e3o chegar ou a escrita \u00e9 um h\u00e1bito constante?<\/strong><\/p>\n<p>Eu chamo minha escrita de \u201cescrita autom\u00e1tica\u201d, pois eu n\u00e3o penso para escrever, as palavras s\u00f3 chegam e partem. Muitas vezes eu acabo esquecendo, porque n\u00e3o fui r\u00e1pida o suficiente para escrever. Acredito que seja pela const\u00e2ncia do ato de escrever em si que minha mente j\u00e1 se condiciona automaticamente para isso.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o tema mais presente nos seus escritos? E por que voc\u00ea escolheu esse assunto?<\/strong><\/p>\n<p>O tema mais presente nos meus escritos \u00e9 filosofar sobre os temas universais e as perguntas que me fa\u00e7o, tais como: vida, morte, bem, esperan\u00e7a, mal, desespero, dor, f\u00e9. Sinto que nunca tive escolha, eles s\u00f3 aparecem, n\u00e3o tenho controle sobre o que escrevo de certa maneira.<\/p>\n<p><strong>Para voc\u00ea, qual \u00e9 o objetivo da literatura?<\/strong><\/p>\n<p>Assim como as demais artes, acredito que seja para fazer as pessoas pensarem na pr\u00f3pria exist\u00eancia e, ao mesmo tempo, se conectarem com seu eu interior.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea est\u00e1 trabalhando em algum projeto neste momento?<\/strong><\/p>\n<p>Estou focando em alimentar meu instagram (maria.koppe) com meus escritos para que mais pessoas tenham acesso ao que escrevo. Mas pretendo um dia fazer uma colet\u00e2nea com as minhas tentativas de poemas e cr\u00f4nicas e public\u00e1-las.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea gostaria que seus leitores enxergassem sua obra?<\/strong><\/p>\n<p>Que pensar no que lhe aflige pode aliviar seu sofrimento.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 ser escritor hoje em dia?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que \u00e9 bem complicado, porque \u00e9 praticamente imposs\u00edvel sobreviver apenas da escrita. Se voc\u00ea for um escritor comercial, precisa se encaixar nas regras do mercado liter\u00e1rio, ent\u00e3o inevitavelmente sua inspira\u00e7\u00e3o ser\u00e1 limitada e voc\u00ea perde o mais importante na escrita: liberdade. Se voc\u00ea s\u00f3 quiser continuar escrevendo precisa entender que voc\u00ea n\u00e3o vai sobreviver disso e \u00e9 importante ter outra fonte de renda.<\/p>\n<p><strong>Qual a sua avali\u00e7\u00e3o sobre o Caf\u00e9 Liter\u00e1rio, editoria do Notibras?<\/strong><\/p>\n<p>Achei maravilhosa e acalentadora a cria\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o para escritores independentes. Sempre vi a ideia de uma carreira como escritora como mais sorte que empenho, ent\u00e3o me entristecia v\u00e1rios talentos terem que se dignar \u00e0 obscuridade.<\/p>\n<p><strong>Tem alguma coisa que eu n\u00e3o perguntei e voc\u00ea gostaria de falar?<\/strong><\/p>\n<p>Gostaria de deixar uma pergunta no ar para se fazer a si pr\u00f3prio: \u201cque cor eu sou nesse imenso espectro chamado vida?\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma literata nata. \u00c9 assim que podemos definir Luiza Koppe, uma jovem paranaense que enfrentou muitos desafios ao longo da sua vida (bem novinha, diga-se de passagem). Mas como a dor n\u00e3o silencia a voz e n\u00e3o anestesia o c\u00e9rebro, essa contumaz brincalhona com as letras decidiu escrever para expulsar afli\u00e7\u00f5es atemporais. 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