{"id":347108,"date":"2025-02-05T05:03:32","date_gmt":"2025-02-05T08:03:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=347108"},"modified":"2025-02-05T05:35:21","modified_gmt":"2025-02-05T08:35:21","slug":"vilao-enrustido-trump-tera-seu-pedestal-feito-de-barro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/vilao-enrustido-trump-tera-seu-pedestal-feito-de-barro\/","title":{"rendered":"Vil\u00e3o enrustido, Trump ter\u00e1 seu pedestal feito de barro"},"content":{"rendered":"<p>Como diz o velho ditado popular, quem fala demais d\u00e1 bom dia a cavalo. Na moda desde que venceu a disputa pela Casa Branca, o bravateiro Donald Trump incorpora o portugu\u00eas em sua forma mais clara, l\u00fadica, reta e intuitiva: quem fala o que quer, ouve o que n\u00e3o quer. \u00c0s vezes, a resposta \u00e9 t\u00e3o sonora como assustadora. Sempre foi assim e assim sempre ser\u00e1, inclusive com o homem que se acha o mais poderoso do mundo. Parece ser, tudo indica que \u00e9, mas verdadeiramente n\u00e3o \u00e9. Respondendo aos ru\u00eddos ou arma\u00e7\u00f5es de Trump, o M\u00e9xico, o Canad\u00e1 e, por \u00faltimo, a China calaram parcialmente a boca esbranqui\u00e7ada do republicado rec\u00e9m-empossado presidente dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Agregar simpatia e poder pela for\u00e7a n\u00e3o se adequam mais ao s\u00e9culo 21. Da mesma forma, o discurso politicamente incorreto n\u00e3o deve ser considerado como marca registrada de pol\u00edtico algum no mundo. Todos que se comportaram como trogloditas, ditadores de ordens chulas e violentas supostos donos de alma pereceram cedo ou se transformaram em vil\u00f5es eternos. Nunca alcan\u00e7aram o pedestal dos her\u00f3is ic\u00f4nicos. Adolf Hitler, Saddam Hussein, Muammar Gaddafi e Bashar al-Assad talvez tenham sido os \u00faltimos a se imaginarem com poderes absolutos. Chamar para si o \u00f3dio comum n\u00e3o \u00e9 tarefa dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Complicado \u00e9 evitar que esse \u00f3dio somatizado alcance aqueles que nada t\u00eam a ver com a fissura mental de um mandat\u00e1rio. Deportar, humilhar e segregar imigrantes apenas para agradar meia d\u00fazia de parceiros doid\u00f5es n\u00e3o deveria ser uma promessa de campanha. Da mesma forma, n\u00e3o \u00e9 salutar o presidente da economia mais consistente do planeta demonizar \u00e1rabes e infernizar mu\u00e7ulmanos, muito menos brincar com os efeitos do aquecimento global, minimizar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e, de pirra\u00e7a, recuperar o incentivo aos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Pior \u00e9 impor sobretaxas nas tarifas de importa\u00e7\u00e3o de parceiros comerciais exclusivamente por medo do inc\u00f4modo que eles possam representar no futuro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de imediatas, como foram as do M\u00e9xico, Canad\u00e1 e China, as respostas nem sempre se limitam a um desabafo ou ao troco do pa\u00eds atingido. Sabidamente os Estados Unidos podem muito, mas n\u00e3o podem tudo. Isso quer dizer que a sanha duvidosamente belicosa e rancorosa de Trump um dia volte a causar dissabores extremos e impens\u00e1veis ao povo norte-americano. Nem de longe \u00e9 bom lembrar do 11 de setembro de 2001, data que certamente ainda est\u00e1 bem viva na mem\u00f3ria da maioria esmagadora da sociedade estadunidense.<\/p>\n<p>Queira Deus que os sonhos cru\u00e9is do terrorismo tenham sido varridos para os fundos do quinto dos infernos. Que Deus tamb\u00e9m mostre aos abomin\u00e1veis homens do poder que bater \u00e9 a parte mais f\u00e1cil da briga. \u00c9 sempre assim. Quem bate esquece, mas quem apanha jamais esquecer\u00e1. Normalmente, a vida devolve com for\u00e7a total o tapa, a surra ou a cicatriz. \u00c9 somente uma quest\u00e3o de tempo. Nos EUA, no Brasil e em qualquer parte do mundo, nada \u00e9 t\u00e3o admir\u00e1vel quanto a mem\u00f3ria curta. Os supostos donos do peda\u00e7o usam de ofensas pessoais e de baixarias, atacam a honra e a fam\u00edlia de advers\u00e1rios, de vizinhos e de parceiros depois querem pedir desculpas.<\/p>\n<p>E lembrar que partiu de um presidente norte-americano a proposta da pol\u00edtica de boa vizinhan\u00e7a. Incomodado com a imagem intervencionista dos EUA na Am\u00e9rica Latina, notadamente no Brasil, Argentina, M\u00e9xico e Venezuela, Franklin D. Roosevelt sugeriu, em 1933, substituir a interven\u00e7\u00e3o militar pela diplomacia e aproxima\u00e7\u00e3o cultural. Na \u00e9poca, a estrat\u00e9gia serviu para diminuir a influ\u00eancia da Alemanha de Hitler no continente. Hoje, o comportamento belicoso e hostil de Donald Trump \u00e9 a senha h\u00e1 anos aguardada por um l\u00edder bem mais ardiloso e silencioso do que o ent\u00e3o d\u00e9spota alem\u00e3o. Voltando ao ditado inicial, quem muito fala, nada faz. J\u00e1 quem fala pouco tem a capacidade de dizer tudo. Apesar de longe, Xi Jinping est\u00e1 de olhos bem abertos na Am\u00e9rica que Trump amaldi\u00e7oa. Curiosamente \u00e9 a mesma parte da Am\u00e9rica que parece n\u00e3o querer se dobrar aos caprichos do republicano.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><strong>*Mathuzal\u00e9m J\u00fanior \u00e9 jornalista profissional desde 1978<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como diz o velho ditado popular, quem fala demais d\u00e1 bom dia a cavalo. 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