{"id":348510,"date":"2025-02-21T00:05:54","date_gmt":"2025-02-21T03:05:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=348510"},"modified":"2025-02-21T08:27:59","modified_gmt":"2025-02-21T11:27:59","slug":"enredo-vai-mostrar-permanencia-da-cultura-bantu-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/enredo-vai-mostrar-permanencia-da-cultura-bantu-no-rio\/","title":{"rendered":"Enredo vai mostrar perman\u00eancia da cultura Bantu no Rio"},"content":{"rendered":"<p>Muitas das palavras que o brasileiro fala e escreve n\u00e3o t\u00eam origem portuguesa, mas africana. Por exemplo: quiabo, angu, quilombo, samba, quitute e tantas outras s\u00e3o do idioma Bantu, que se refere a um grupo de l\u00ednguas e culturas origin\u00e1rios da regi\u00e3o dos Grandes Lagos da \u00c1frica, onde atualmente se localizam pa\u00edses como Tanz\u00e2nia, Qu\u00eania e Uganda, incluindo a \u00c1frica do Sul, Angola, Mo\u00e7ambique, Zimb\u00e1bue e outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>No Brasil, quando os ex-escravos queriam se proteger iam para as chamadas Casas de Zungu. Elas representavam um peda\u00e7o da hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira. Originalmente, os zungus eram locais onde os ex-escravos se reuniam para cozinhar e compartilhar comida, especialmente o angu, um prato \u00e0 base de milho mo\u00eddo.<\/p>\n<p>Os zungus tamb\u00e9m eram centros de resist\u00eancia e cultura africana. Lugares onde os eles podiam se reunir, compartilhar hist\u00f3rias, cantar, dan\u00e7ar e praticar suas tradi\u00e7\u00f5es. Eram verdadeiros quilombos dentro das cidades, onde os africanos e seus descendentes podiam se sentir em casa.<\/p>\n<p>\u00c9 essa hist\u00f3ria que o enredo da Mangueira, para o carnaval deste ano, vai dar visibilidade: a cultura dos povos Bantu no Rio de Janeiro. E a escolha come\u00e7ou quando o economista, pesquisador e professor, Sidnei Fran\u00e7a, foi convidado para ser carnavalesco da Verde e Rosa. A presidente da escola, Guanayra Firmino, n\u00e3o tinha um enredo pr\u00e9-estabelecido e deu liberdade para ele escolher o que quisesse.<\/p>\n<p>E assim foi feito, com base em muita pesquisa, Sidnei desenvolveu o enredo autoral em cima do tema \u00c0 Flor da Terra &#8211; No Rio da Negritude Entre Dores e Paix\u00f5es, que surgiu da leitura de uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado do professor de hist\u00f3ria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), J\u00falio C\u00e9sar Medeiros, do livro A Flor da Terra no Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos no Rio de Janeiro. A publica\u00e7\u00e3o fala da chegada dos pretos escravizados na di\u00e1spora que n\u00e3o tiveram, um olhar humano e sens\u00edvel do colonizador.<\/p>\n<p>Um dos maiores campe\u00f5es do carnaval de S\u00e3o Paulo, em 2009, 2012, 2013 e 2014 pela Mocidade Alegre, onde filho de uma passista frequentava a escola desde menino; e um campeonato pela \u00c1guia de Ouro em 2020, Sidnei Fran\u00e7a est\u00e1 confiante que o enredo de 2025 da Esta\u00e7\u00e3o Primeira tem condi\u00e7\u00e3o de lutar pelo t\u00edtulo no Grupo Especial, considerado a elite do carnaval do Rio.<\/p>\n<p>\u201cAqui chegaram pretos enfermos outros at\u00e9 j\u00e1 mortos nos por\u00f5es dos navios, os tumbeiros e eles eram jogados na regi\u00e3o da Pequena \u00c1frica, pr\u00f3ximo ao Cais do Valongo [regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio].Ali era uma cova rasa, uma cova onde n\u00e3o havia identifica\u00e7\u00e3o de corpos e n\u00e3o havia respeito\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, destacando um dos motivos para contar essa hist\u00f3ria que marca muito as caracter\u00edsticas da sociedade carioca que mistura ind\u00edgenas, colonizadores europeus e, principalmente, popula\u00e7\u00e3o preta que veio escravizada de \u00c1frica.<\/p>\n<p>\u201cA morte para o povo preto no Rio de Janeiro n\u00e3o era a morte f\u00edsica, a aus\u00eancia da vida. Era o rompimento com os la\u00e7os ancestrais que o homem branco causava, que inclusive era uma ferramenta de coloniza\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea rompe com a quest\u00e3o identit\u00e1ria, voc\u00ea mata duas vezes\u201d, completou, dizendo que todos esses c\u00f3digos est\u00e3o presentes na escolha do tema para o carnaval 2025 da Mangueira, prontamente entendidos pela diretoria da escola e gerando imediato sentimento de identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Sidnei, 80% dos negros desembarcados no Rio eram da cultura Bantu da \u00c1frica Central, que entre outros pa\u00edses compreende os dois Congos, Angola. A predomin\u00e2ncia levou \u00e0 escolha de basear o enredo na cultura Bantu Nosso discurso \u00e9 bantu at\u00e9 em respeito a essa predomin\u00e2ncia, essa maioria que tem nas estat\u00edsticas. A cultura Bantu entende essa travessia como uma for\u00e7a espiritual que vai muito al\u00e9m de um tr\u00e1fico que o homem branco praticou.<\/p>\n<p>\u201cA ideia n\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ar o vi\u00e9s de passividade, de conformismo e muito menos de vitimiza\u00e7\u00e3o jamais. Vamos mostrar da perspectiva preta o tempo inteiro\u201d, revelou,<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o do Morro da Mangueira e de componentes da escola com o enredo foi autom\u00e1tica. Adoram se reconhecer no tema que a escola apresenta na Sapuca\u00ed. Na vis\u00e3o do carnavalesco por ser uma escola tradicional, quilombada e a \u00fanica do Grupo Especial do Rio, que tem a sua sede no Morro, na favela de fato, para a Mangueira esse discurso identit\u00e1rio, racial, \u00e9tnico e at\u00e9 mesmo sociocultural \u00e9 muito forte. Uma escola como a Mangueira levar para o seu desfile esse discurso da identidade preta essencialmente carioca \u00e9 muito valoroso.<\/p>\n<p><strong>Enredo<\/strong><br \/>\nPara contar tudo isso, o carnavalesco dividiu o enredo em setores. O desfile come\u00e7a pela travessia de pretos escravizados da \u00c1frica para o Rio. Para tratar da religiosidade, segue com as pr\u00e1ticas de sincretismo com a identifica\u00e7\u00e3o de santos cat\u00f3licos com orix\u00e1s do candombl\u00e9 e da umbanda, como S\u00e3o Jorge e Ogum, e que ainda hoje s\u00e3o muito fortes e n\u00e3o \u00e9 percebida como influ\u00eancia Bantu.<\/p>\n<p>No terceiro setor, \u00e9 que est\u00e3o as Casas de Zungu. \u201cEra muito comum os pretos que fugiam se esconderem em um primeiro momento nas Casas de Zungu para ganhar espa\u00e7o de acolhida. As Casas de Zungu tinham panos brancos nas janelas para justamente como um sinal de Oxal\u00e1, ter prote\u00e7\u00e3o e assistencialismo de um preto para com o outro. Era Casa de Zungu, porque servia angu. As cozinheiras as pretas velhas, as matriarcas ofereciam pratos de angu para acolher aqueles pretos fugidos e at\u00e9 os escravizados trabalhadores que percorriam as ruas do Rio vendendo produtos dos seus senhores. Levando e trazendo roupa para lavar\u201d, informou, acrescentando que esses locais tinham uma import\u00e2ncia pol\u00edtica e s\u00f3cio cultural muito forte.<\/p>\n<p>Segundo o carnavalesco, atualmente foram mapeadas mais de 50 Casas de Zungu no Rio e os im\u00f3veis onde eram erguidos hoje j\u00e1 substitu\u00eddos por outras constru\u00e7\u00f5es s\u00e3o identificados com placas. \u201cIsso \u00e9 comprova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de lenda urbana, um factoide, uma f\u00e1bula rom\u00e2ntica da negritude carioca. Isso \u00e9 fato. Eram esp\u00e9cies de complexos habitacionais, uma esp\u00e9cie de corti\u00e7o. Apesar de se chamar Casa de Zungu, n\u00e3o eram como uma casa, era uma esp\u00e9cie de vilarejo, grandes centros de conviv\u00eancia preta do Rio antigo\u201d, completou.<\/p>\n<p>Durante as pesquisas chegou a informa\u00e7\u00e3o de que esses locais sofriam persegui\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia. \u201cHavia muitas tentativas de apagamento. Existem relatos de desmonte desses espa\u00e7os. Ent\u00e3o constru\u00edam uma Casa de Zungu aqui, depois de cinco meses aparecia uma outra\u201d, disse mostrando a resist\u00eancia dos pretos da \u00e9poca.<\/p>\n<p>\u201cA\u00ed eles [policiais] tinham que conviver com tudo isso, porque imagina qual era o percentual de pretos no Rio de Janeiro. Se eles tamb\u00e9m fossem muito repressores, virava uma guerra civil, virava um levante. Quantos c\u00f3digos e a presen\u00e7a Bantu nesse Rio das Casas de Zungu\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>O setor seguinte vai caminhar para o s\u00e9culo 20 e mostra as contribui\u00e7\u00f5es Bantu com o surgimento dos omoloc\u00f4s que, segundo o carnavalesco se codifica em um sistema religioso e vira a umbanda \u201c\u00c9 nesse setor que vamos falar da import\u00e2ncia do quiabo, que ali\u00e1s \u00e9 uma palavra bantu. Vamos mostrar a import\u00e2ncia Bantu no idioma. O Idioma falado e posteriormente escrito por n\u00f3s brasileiros transformou totalmente. Toda a caracter\u00edstica do portugu\u00eas praticado no Brasil, diferenciado do portugu\u00eas de Portugal, foi firmemente afetado pela tradi\u00e7\u00e3o Bantu. Ent\u00e3o palavras como quitanda, quitute, carinho, dengo, xod\u00f3, quiabo, quilombo, samba, bunda \u00e9 tudo Bantu. Olha quanto est\u00e1 no nosso linguajar presente e a gente n\u00e3o sabe de onde veio\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A Mangueira vai mostrar tamb\u00e9m a pr\u00e1tica do gurufim, \u201cque durante muito tempo foi praticado no sub\u00farbio carioca que \u00e9 n\u00e3o chorar a morte, mas festejar, as festas para beber defunto. Isso \u00e9 bantu. A cultura Bantu n\u00e3o entende que a morte \u00e9 um fim. \u00c9 a passagem para uma outra exist\u00eancia\u201d, disse, acrescentando que o R\u00e8veillon de Copacabana \u00e9 de origem Bantu.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas v\u00e3o para Copacabana todos os anos, se vestem de branco, pulam onda, estouram fogos no c\u00e9u e n\u00e3o sabem que isso \u00e9 Bantu. Ainda levam uma rosinha para Iemanj\u00e1 e depois fala que \u00e9 contra macumba\u201d, observou.<\/p>\n<p>Quase no encerramento, a escola vai trazer dois ritmos musicais que t\u00eam a ver com a cultura Bantu: o samba e o funk. \u201cO samba \u00e9 muito Bantu que vem do semba de Angola e o funk dos morros cariocas. Vai se percebendo o quanto a cultura Bantu foi sendo invisibilizada e o que a Mangueira quer \u00e9 remexer nessa gaveta e trazer essa riqueza cultural. Vai se percebendo o quanto a cultura Bantu foi sendo invisibilizada, e o que a Mangueira quer \u00e9 remexer nessa gaveta e trazer essa riqueza cultural\u201d.<\/p>\n<p>O \u00faltimo setor o enredo se relaciona com o tempo presente e transforma o desfile da Mangueira em um grande manifesto sociopol\u00edtico. \u201cA Mangueira se veste como uma autoridade da cidade do Rio de Janeiro para debater algumas quest\u00f5es ligadas \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 invisibiliza\u00e7\u00e3o e traz para o centro do debate a figura do cria\u201d, apontou.<\/p>\n<p>\u201cA figura do cria nos morros cariocas \u00e9 o nosso amanh\u00e3 e se o amanh\u00e3 vai ser pr\u00f3spero e se vai ser iluminado para nos redimir de um presente ca\u00f3tico depende do como a gente vai tratar essas crias. N\u00e3o adianta jogar essa responsabilidade para essas comunidades como se elas fossem verdadeiros celeiros de tr\u00e1fico, de criminalidade, de maternidade precoce, de viol\u00eancia expl\u00edcita com as chamadas balas perdidas &#8220;, acrescentou Sidnei.<\/p>\n<p><strong>Cria da Mangueira<\/strong><br \/>\nDowglas Diniz, 27 anos, \u00e9 uma dessas pessoas que fazem parte do projeto da presidente Guanayra Firmino de botar crias da comunidade em fun\u00e7\u00f5es importantes da escola. Nascido e criado no Morro da Mangueira, ele \u00e9 um dos int\u00e9rpretes da Esta\u00e7\u00e3o Primeira. \u201cPara mim saber o que os componentes v\u00e3o sentir por estarem ouvindo a minha voz \u00e9 motivo de orgulho e de muita honra por ser a voz da minha comunidade, onde nasci e fui criado. Todos os mangueirenses podem confiar em mim, que seremos um s\u00f3. Sempre vou estar ali cantando e representando essa escola maravilhosa que me fez tornar tudo que sou hoje\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Para Dowglas, ser cria da Mangueira \u00e9 estar no dia a dia da comunidade, da escola, \u00e9 subir o morro descal\u00e7o, ir para a quadra e para o samba. \u201cIsso para mim \u00e9 ser cria de verdade. Cria \u00e9 meter a m\u00e3o na massa em tudo que a escola precisar. \u00c9 estar ao lado da escola tanto nos momentos bons, quanto ruins\u201d, salientou.<\/p>\n<p>Como int\u00e9rprete, Dowglas participa de um dos momentos mais emocionantes dos desfiles das escolas. Para come\u00e7ar a empolgar o p\u00fablico \u00e9 hora de fazer o chamado \u201cesquenta\u201d, de frente para o setor 1, que s\u00e3o arquibancadas populares, geralmente, ocupadas por torcedores das agremia\u00e7\u00f5es, na Passarela do Samba. Os int\u00e9rpretes costumam cantar sambas de quadra ou de enredo de anos anteriores. Ali tamb\u00e9m os componentes da bateria entram e fazem uma apresenta\u00e7\u00e3o para esse p\u00fablico diferenciado porque \u00e9 muito animado.<\/p>\n<p>\u201cQuando a bateria sobe ali no \u2018esquenta\u2019 do setor 1 \u00e9 um mix de emo\u00e7\u00f5es, porque toda a nossa hist\u00f3ria est\u00e1 entrando na avenida, todo um trabalho de barrac\u00e3o, das pessoas que trabalham um ano inteiro para botar um carnaval na rua, de n\u00f3s que ensaiamos semanalmente para mostrar tudo naquele dia de espet\u00e1culo. Pra mim \u00e9 muito gratificante, muito emocionante. Ali \u00e9 como se fosse uma guerra. A na\u00e7\u00e3o mangueirense vai com garra e quando a bateria sobe, no setor 1, \u00e9 aquele aperto no cora\u00e7\u00e3o e sempre buscando o ideal, sempre buscando o sucesso da Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira\u201d, descreveu o sentimento.<\/p>\n<p><strong>Trabalho no barrac\u00e3o<\/strong><br \/>\nO trabalho no barrac\u00e3o na Cidade do Samba para desenvolver tudo que o carnavalesco quer \u00e9 \u00e1rduo, mas segundo o costureiro Alisson Cardoso, 27 anos, que entre outras confeccionou fantasias da ala das crian\u00e7as, \u00e9 de muito prazer estar ali mais um ano fazendo parte do carnaval do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u201cA gente se sente realizado. S\u00e3o v\u00e1rios dias de trabalho, v\u00e1rias horas sem dormir e cada vez que vai chegando mais perto \u00e9 mais trabalho ainda. No final a gente se sente muito gratificado porque foi muita correria, mas o trabalho ficou bonito e o melhor \u00e9 saber que foi a gente que fez. Quando \u00e9 campe\u00e3o ent\u00e3o&#8230; espero que este ano seja\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, completando que j\u00e1 desfilou algumas vezes. \u201cMas eu gosto mesmo \u00e9 de ficar nos bastidores preparando as coisas\u201d, disse Alisson.<\/p>\n<p><strong>Samba<\/strong><br \/>\nO samba enredo deste ano \u00e9 mais uma aposta da escola na busca pelo t\u00edtulo e promete empolgar ainda mais os componentes que gostaram da composi\u00e7\u00e3o. O carnavalesco est\u00e1 confiante tamb\u00e9m com o samba enredo, que para ele tem passagens muito fortes, como o verso que fala &#8216;o alvo que a bala insiste em achar\/lamento informar&#8230;um sobrevivente&#8217;.<\/p>\n<p>\u201cSe tem uma pr\u00e1tica sist\u00eamica na cidade do Rio de colocar os corpos pretos como vulner\u00e1veis, cada um que sobrevive a cada dia, \u00e9 um fracasso para o sistema e uma vit\u00f3ria para a negritude. \u00c9 um samba muito potente no sentido de entregar a posi\u00e7\u00e3o do discurso que a escola traz.<\/p>\n<p>Fran\u00e7a destacou ainda outro momento do samba quando diz que &#8216;hoje no asfalto a moda \u00e9 ser cria, quer imitar meu riscado, descolorir o cabelo, bater cabe\u00e7a no meu terreiro&#8217;.<\/p>\n<p>\u201cIsso est\u00e1 falando diretamente de apropria\u00e7\u00e3o cultural, ou seja, voc\u00ea me critica tanto, mas tamb\u00e9m pinta o cabelo, tamb\u00e9m samba, tamb\u00e9m faz funk. Acha que est\u00e1 na moda dizer que \u00e9 macumbeiro e bota uma guia no pesco\u00e7o. \u00c9 entregar identidade a quem realmente lhe pertence\u201d, analisou.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 por isso que o enredo se chama \u00c0 Flor da Terra: no Rio da negritude entre dores e paix\u00f5es, ou seja, um eterno duelo da negritude para equilibrar as suas dores e paix\u00f5es e continuar firme na miss\u00e3o de representar a tradi\u00e7\u00e3o Bantu que um dia chegou aqui for\u00e7adamente mas que hoje encontra no Rio de Janeiro o seu lugar\u201d, concluiu Sidnei Fran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Estreia<\/strong><br \/>\nFran\u00e7a se sente privilegiado em come\u00e7ar no carnaval carioca logo na Mangueira. Carnavalesco que at\u00e9 agora desenvolvia enredos em escolas de samba de S\u00e3o Paulo disse que \u201centrou na casa pela porta da frente\u201d, por estar na Esta\u00e7\u00e3o Primeira, uma escola tradicional e de muita hist\u00f3ria no carnaval carioca. O convite recebido por WhatsApp da presidente Guanayra Firmino \u00e9 lembrado com detalhes. \u201cDia 17 de fevereiro de 2024, que foi quando recebi a mensagem, dia dos desfiles das campe\u00e3s do carnaval de 2024, 11h30 da manh\u00e3, olha como as coisas ficam firmes na mem\u00f3ria\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A felicidade de estar \u00e0 frente da Esta\u00e7\u00e3o Primeira vai al\u00e9m. \u201cDe estar a quase um ano, conhecer intimamente o Morro de Mangueira, as pessoas que fazem a Esta\u00e7\u00e3o Primeira, andar no Buraco Quente e Chal\u00e9, enfim todos os locais [do Morro], e falar que por aqui andou Cartola, Nelson Sargento, Nelson Cavaquinho, Dona Zica, Dona Neuma, mais recentemente Beth Carvalho, Alcione, Delegado, Xang\u00f4 da Mangueira, que inclusive \u00e9 pai do nosso mestre-sala. \u00c9 muito forte e muito simb\u00f3lico. Mesmo com toda a responsabilidade a mim atribu\u00edda, manter um olho brilhando de um menino que se identifica com o samba e com o carnaval e estar na Mangueira \u00e9 um grande presente na vida\u201d, contou.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria que a escola vai contar na avenida \u00e9 de muita identifica\u00e7\u00e3o com a sua representatividade. \u201c\u00c9 tudo muito potente e tudo muito aut\u00eantico. \u00c9 um enredo que s\u00f3 a Mangueira podia levar, pela maneira como ele foi constru\u00eddo, quando voc\u00ea fala da \u00fanica escola que tem a sua quadra, a sua viv\u00eancia samb\u00edstica dentro da sua comunidade, isso \u00e9 muito forte. Tem discursos, que s\u00f3 a Mangueira pode levar e s\u00e3o eles, a voz do cria, a voz do Morro, a Mangueira fala com pertencimento. \u00c9 muito verdadeiro. Isso est\u00e1 sendo potencializado pela atual gest\u00e3o. Que as crian\u00e7as do hoje entendam qual \u00e9 a mensagem que a gente est\u00e1 passando e que eles v\u00e3o ser no futuro\u201d, finalizou Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A Mangueira ser\u00e1 a quarta escola a desfilar no primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial, no domingo (2), na Passarela do Samba da Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas das palavras que o brasileiro fala e escreve n\u00e3o t\u00eam origem portuguesa, mas africana. 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