{"id":349168,"date":"2025-03-02T10:23:25","date_gmt":"2025-03-02T13:23:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=349168"},"modified":"2025-03-02T10:23:25","modified_gmt":"2025-03-02T13:23:25","slug":"brasilia-revive-classicos-de-ontem-de-fogao-e-vascao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasilia-revive-classicos-de-ontem-de-fogao-e-vascao\/","title":{"rendered":"Bras\u00edlia revive cl\u00e1ssicos de ontem de Fog\u00e3o e Vasc\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A bola, colada ao p\u00e9 bom do menino, que estava certo de que conseguiria passar pelo pai. Ele gingou o corpo de um lado para o outro, deu um leve toque, que passou rente ao lado direito do pai. O menino, com a agilidade de menino, tomou o mesmo rumo da bola, ciente de que conseguiria dar mais um ol\u00e9, mas foi bruscamente interrompido por um leve, mas providencial, pontap\u00e9 do pai. O menino foi com tudo nas areias de Copacabana. Cabe\u00e7a, tronco e membros desabaram quase dolorosamente amortecidos pela areia. Imediatamente, ele gritou: \u201cFalta!\u201d O pai foi at\u00e9 a bola, a dominou com certa maestria, virou-se para o menino e disse: \u201cO juiz n\u00e3o viu nada!\u201d<\/p>\n<p>O Maracan\u00e3 estava lotado, pelo menos era assim que o menino se lembrava. Vasco e Corinthians iriam jogar dali a uma hora ou mais. O pai puxava assunto com o menino, que estava maravilhado com aquela imensid\u00e3o. \u201cSabia que eu assisti \u00e0 final da Copa de 1950?\u201d, \u201cIh, vi muito o Ademir!\u201d O menino nem prestava aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por falta de interesse, mas simplesmente era por causa do tudo novo para ele, que nem era Vasco, muito menos Corinthians.<\/p>\n<p>Assim como a av\u00f3, gostava mesmo era do Botafogo. Tanto \u00e9 que, ainda na entrada do grandioso est\u00e1dio, o pai lhe havia comprado um bon\u00e9 do Glorioso, mas com a promessa de que ele teria que esconder muito bem dentro do short. \u201cSe algu\u00e9m vir isso, voc\u00ea vai apanhar da torcida\u201d. E o medo tomou conta do menino por alguns instantes, at\u00e9 que ele soube guardar o objeto que lhe era t\u00e3o precioso.<\/p>\n<p>A torcida do Vasco encantava o menino, que metia a m\u00e3o dentro do short para se manter fiel ao Botafogo. \u201cVasco! Vasco! Vasco!\u201d A torcida, ensurdecedora, n\u00e3o parava de cantar. O pai se virou para o menino e falou para ele tamb\u00e9m cantar, pois a torcida iria perceber que ele n\u00e3o era Vasco. O menino, temendo a desastrosa revela\u00e7\u00e3o, tentava acompanhar os gritos. \u201cMais alto!\u201d, insistia o pai. \u201cVasco! Vasco! Vasco!\u201d, o menino gritava de nervoso.<\/p>\n<p>Uma bandeira do Flamengo surgiu no meio da torcida. Em instantes, ela j\u00e1 havia sido queimada, e a multid\u00e3o xingava o time da G\u00e1vea. \u201cT\u00e1 vendo?\u201d, perguntava o pai. \u201cEsconde bem esse bon\u00e9!\u201d, insistia. O menino arregalava os olhos, sua mente imaginava as piores coisas, caso algu\u00e9m descobrisse que ele n\u00e3o era Vasco. Tentando disfar\u00e7ar, o menino voltava a gritar \u201cVasco!\u201d, mesmo que o canto da torcida j\u00e1 fosse outro.<\/p>\n<p>Uma vaia monumental tomou conta do Maracan\u00e3. O pai apontou para o gramado, onde o time do Corinthians acabara de subir as escadarias do t\u00fanel. Os jogadores se dirigiram para o local onde se encontrava a pequena torcida do Tim\u00e3o, logo calada pela ensurdecedora vaia vasca\u00edna. Em seguida, surgiu a esquadra cruzmaltina, o que transformou as vaias em entusiasmados gritos de \u201cVasco! Vasco! Vasco!\u201d \u201cOlha l\u00e1 o Dinamite!\u201d, o pai, agora menino, apontava o craque para o menino. \u201cEle \u00e9 melhor que o Ademir?\u201d, o menino questionava. \u201cO Roberto \u00e9 bom, mas o Ademir era melhor\u201d, o pai se prendeu \u00e0s long\u00ednquas lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O jogo come\u00e7ou, as arquibancadas continuavam a balan\u00e7ar, o pai mantinha os olhos fixos no campo; o menino, nem tanto. Tudo lhe fascinava. Gol do Corinthians! Palhinha abriu o placar, o pai ficou murcho. A pequena torcida advers\u00e1ria fazia um barulho quase inaud\u00edvel, pois os vasca\u00ednos continuavam gritando, ainda acreditando em mais uma virada. O menino olhou para o pai e falou: \u201cO Vasco \u00e9 melhor, ele vai virar!\u201d O menino voltou a acompanhar a torcida: \u201cVasco! Vasco! Vasco!\u201d A confian\u00e7a do menino era tamanha, que ele n\u00e3o se espantou quando o Dinamite empatou a partida. O pai gritou como uma crian\u00e7a, pulou, xingou, sorriu com todos os dentes. Em seguida, o Dirceu faz o gol da virada, ainda no primeiro tempo. A alegria do pai contagiou o menino, que n\u00e3o tinha qualquer d\u00favida de que isso aconteceria.<\/p>\n<p>Como \u00e9 f\u00e1cil n\u00e3o ser um torcedor apaixonado! N\u00e3o h\u00e1 ang\u00fastias, n\u00e3o h\u00e1 irracionalidades. Como \u00e9 prazeroso assistir a um jogo sem paix\u00f5es club\u00edsticas, poderia pensar o menino. Talvez a imensa torcida, que empurrava o Vasco para mais uma vit\u00f3ria, lhe desse a certeza da virada. O pai, atormentado pelo gol do Palhinha, n\u00e3o compartilhava tal pensamento at\u00e9 que o camisa 10 cruzmaltino empatou a peleja. Da\u00ed em diante, apesar de ainda temer por mais um gol corintiano, o pai, provavelmente, tenha se deixado levar pela euforia do menino, confirmada pelo tento do Dirceu. Vasco 2 x 1 Corinthians.<\/p>\n<p>L\u00e1 estavam o pai e o menino sentados na arquibancada, olhando a movimenta\u00e7\u00e3o da torcida. Os dois comendo cachorro-quente, praticamente engolido sem sentir o gosto, tamanha a excita\u00e7\u00e3o vivida no primeiro tempo. De repente, um magrelo vestido com uma camisa do Botafogo surge no meio da torcida vasca\u00edna. Ao inv\u00e9s da agressividade ocorrida contra o flamenguista, houve risos. O menino ficou ainda mais receoso de que algu\u00e9m pudesse descobrir o que ele escondia dentro do short. Ele j\u00e1 n\u00e3o temia levar uma surra da torcida vasca\u00edna, receber uma gargalhada em un\u00edssono de todos ali presentes era muito pior. Que vergonha, ele pensou!<\/p>\n<p>O segundo tempo veio, o Dinamite marcou mais um e sacramentou a vit\u00f3ria vasca\u00edna. O menino prestou mais aten\u00e7\u00e3o ao jogo, o que lhe pareceu uma eternidade em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro tempo. At\u00e9 o pai, vasca\u00edno desde sempre, estava com os \u00e2nimos mais controlados. N\u00e3o gritou nem pulou tanto como nos dois primeiros gols do Vasco, talvez ciente de que o destino do seu time naquela partida fosse mesmo vencer.<\/p>\n<p>O juiz apitou pela \u00faltima vez, o pai e o menino se levantaram. Estavam com fome, precisavam de mais um lanche. Caminharam quase que empurrados pela multid\u00e3o, o menino n\u00e3o se recordaria muito bem desse momento. Tudo foi t\u00e3o r\u00e1pido, que eles j\u00e1 se viram comendo mais um cachorro-quente, agora com o gosto mais n\u00edtido. \u201cVamos!\u201d O pai puxou o filho pelo pesco\u00e7o e, ent\u00e3o, caminharam entre os \u00faltimos torcedores, que ainda sa\u00edam do est\u00e1dio. Chegaram ao ponto de \u00f4nibus e, mesmo que tenham ido em p\u00e9 durante todo o trajeto at\u00e9 Copacabana, o menino apenas se lembrava da maresia, pois preferiram descer alguns pontos antes e irem a p\u00e9 at\u00e9 a Anita Garibaldi.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia do Banco do Brasil, localizada numa esquina muito movimentada em Copacabana, estava lotada. O menino, agora n\u00e3o t\u00e3o menino, tentava atender aos pedidos dos clientes. In\u00edcio de m\u00eas era assim mesmo, ainda mais em tempos de infla\u00e7\u00e3o galopante, quando ningu\u00e9m queria perder dinheiro.<\/p>\n<p>Entre as v\u00e1rias dezenas de pessoas, o menino mal pode acreditar que aquele ali era o homem que havia encantado seu pai. T\u00edmido, mas determinado \u2013 ele n\u00e3o poderia perder essa oportunidade -, aproximou-se do senhor de pernas arqueadas e cabelos prateados, que logo percebeu o olhar fixo do menino. \u201cVoc\u00ea \u00e9 o culpado do meu pai ser Vasco!\u201d, falou quase gritando. O homem ficou espantado, mas n\u00e3o pelas palavras do menino, mas sim porque esse menino, apesar de n\u00e3o t\u00e3o menino, ainda era muito jovem para saber quem ele era. \u201cOs velhos sempre me param para trocar uma palavra ou outra, mas ningu\u00e9m t\u00e3o jovem como voc\u00ea.\u201d Ali estava, diante do menino, o grande Ademir Menezes, o Queixada, \u00eddolo de inf\u00e2ncia do pai.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia, anos depois. O pai estava deitado no sof\u00e1 aguardando o menino, que h\u00e1 muito deixara de ser menino. Este chegou com duas caixas quase id\u00eanticas e entregou uma para o pai, que a abriu com a curiosidade de um menino. Ele endireitou o corpo. \u201cAdemir!!!\u201d, o pai exclamou. Al\u00e9m do artilheiro da Copa de 1950, outros craques completavam o quase imbat\u00edvel Expresso da Vit\u00f3ria de 1949: Barbosa, Augusto, Sampaio, Eli, Danilo&#8230; \u201cQue tima\u00e7o!\u201d O menino observou o pai e concordou com a cabe\u00e7a, sorriu, abriu a outra caixa, n\u00e3o se conteve e provocou o pai: \u201cMas vai ter que jogar muito para encarar o Botafogo do Nilton Santos e do Garrincha\u201d.<\/p>\n<p>Desde sempre eles nunca gostaram de jogar bot\u00e3o em mesas. O campo era sempre no ch\u00e3o, onde jogavam sentados ou ajoelhados. O velho despertador foi colocado do lado de fora do gramado de cer\u00e2mica. Os 45 minutos de cada tempo viraram 15, j\u00e1 que o adiantar das horas e os joelhos do pai j\u00e1 n\u00e3o permitiam uma partida mais longa.<\/p>\n<p>Ademir passou para Ipojucan, que tentou um passe mais aprofundado, mas foi interceptado pelo Enciclop\u00e9dia, que lan\u00e7ou com perfei\u00e7\u00e3o para o Didi. Didi, craque at\u00e9 no bot\u00e3o, conseguiu dar um passe magistral para Garrincha, que cruzou para a \u00e1rea. Barbosa se antecipou e evitou uma cabe\u00e7ada certeira do Amarildo.<\/p>\n<p>O in\u00edcio de jogo foi muito tenso para os dois lados, que n\u00e3o queriam perder. V\u00e1rios ataques, v\u00e1rias defesas. N\u00e3o apenas o Barbosa teve que se esfor\u00e7ar para fechar o gol; o Manga fez alguns milagres por conta dos in\u00fameros ataques perigosos dos cruzmaltinos.<\/p>\n<p>Quase no final do primeiro tempo, o Folha Seca acerta um petardo (a av\u00f3 do menino adorava essa palavra), que vai direto no \u00e2ngulo de Barbosa, que se esticou mais que uma borracha, mas n\u00e3o conseguiu evitar a abertura do placar: Botafogo 1 x 0 Vasco. O menino, euf\u00f3rico; o pai, murcho como uma bola depois de um canh\u00e3o do Riva.<\/p>\n<p>O segundo tempo come\u00e7ou e, antes mesmo do despertador dar cinco minutos, o Queixada, de falta quase do meio de campo, marca um gola\u00e7o. O pai saltou como um menino; o menino observou incr\u00e9dulo aquele bot\u00e3o artilheiro, o mesmo que levava a culpa do pai ser Vasco. \u201cEsse Ademir joga muito mesmo!\u201d, reconheceu o menino em pensamento.<\/p>\n<p>A partida recome\u00e7ou ainda mais tensa, os erros de passes se intensificaram. Como \u00e9 que o Zagalo errou esse cruzamento? Augusto, que chute torto foi esse? At\u00e9 os craques mais craques sentiram esses momentos onde todos querem vencer. O despertador lembrou aos presentes que o tempo regulamentar havia acabado.<\/p>\n<p>Mais dois tempos de cinco minutos, o pai sugeriu. O menino concordou sem pestanejar, se bem que ele entendesse que o empate seria um resultado muito justo, tamanha a grandiosidade dos 22 craca\u00e7os que estavam em campo. O primeiro tempo da prorroga\u00e7\u00e3o come\u00e7ou e, quase sem muita pretens\u00e3o, o Nilton Santos arriscou um chute de longa dist\u00e2ncia, que pegou o Barbosa desprevenido. Botafogo 2 x 1. Agora era a vez do menino gritar gol.<\/p>\n<p>O pai, querendo reiniciar logo a partida, j\u00e1 pegou a bola no fundo do barbante e a colocou no centro do gramado. O menino ainda comemorava, quando o Ademir conseguiu chutar uma bola acima do Manga. Por sorte do menino, a bola explodiu no travess\u00e3o e caiu no peito do Didi, que a amorteceu com carinho e a lan\u00e7ou para o Garrincha, que ficou diante de dois marcadores. Ele passou facilmente pela marca\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o cruzou para Amarildo, que estava bem marcado por Bellini.<\/p>\n<p>O Anjo das Pernas Tortas prendeu a bola por alguns preciosos minutos at\u00e9 que, de trivela, lan\u00e7ou para o Nilton Santos. O menino preferiu n\u00e3o arriscar levar mais um gol, ele sabia que o Botafogo sempre procurou jogar na retranca. Ele fechou todo o time, deixando apenas Garrincha na ponta direita e Amarildo na frente. Dessa forma, o menino conseguiu fazer o seu time terminar em vantagem nessa primeira etapa da prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo e \u00faltimo tempo iniciou ainda mais tenso. O pai mandou praticamente todo o time para o ataque, mas o menino, talvez por milagre, conseguiu impedir que o Expresso da Vit\u00f3ria marcasse mais um gol. Ele fez cera, retardou a reposi\u00e7\u00e3o da bola, planejou cada toque com a demora de um parto. O pai pediu para seus atletas arriscarem de qualquer dist\u00e2ncia, mas a maioria dos chutes saiu muito longe da meta alvinegra ou, ent\u00e3o, encontrou as m\u00e3os firmes do Manga.<\/p>\n<p>O rel\u00f3gio voltou a despertar, mas o pai diz que o juiz deu mais tr\u00eas minutos. O filho achou tr\u00eas minutos muito, mas \u00e9 melhor n\u00e3o discutir com a decis\u00e3o do juiz. Mais tr\u00eas minutos ainda mais nervosos. O tempo praticamente engatinhava, at\u00e9 que novamente o som apontou aquele que seria o final da partida. Todavia, novamente o juiz, segundo o pai, deu mais um minuto.<\/p>\n<p>O menino ficou preocupado com a rea\u00e7\u00e3o dos seus jogadores, principalmente do Nilton Santos e do Amarildo, que n\u00e3o costumam levar desaforo para casa. O Vasco ainda mais no ataque e, em um lance de pura categoria, Ademir deu um drible desconcertante no Rildo e chutou. A bola passa pelo Manga, mas encontra a trave e sai. O despertador avisa os presentes que a partida acabou. Acabou mesmo! O pai cumprimenta o filho e o chama para tomarem sorvete de uva.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou muito para acontecer a revanche. Esse jogo realmente aconteceu na semana seguinte, quando os atletas j\u00e1 haviam descansado e treinado para a nova batalha. Mesmo campo, praticamente o mesmo hor\u00e1rio, o mesmo rel\u00f3gio. Dessa vez, o menino estava mais tranquilo, pois sua esquadra (a sua av\u00f3 tamb\u00e9m adorava essa palavra) havia sa\u00eddo vitoriosa. O pai, ao contr\u00e1rio, se encontrava ansioso como um menino. N\u00e3o poderia perder novamente. Ah, isso n\u00e3o poderia mesmo acontecer! Aquele Botafogo, reconhecia, era um tima\u00e7o. Mas o seu Vasc\u00e3o n\u00e3o ficava atr\u00e1s. E ainda tinha o Ademir! \u201cAh, o Ademir \u00e9 o Ademir!\u201d, pensava.<\/p>\n<p>O novo jogo come\u00e7ou, o Botafogo jogava muito atr\u00e1s. O Vasco sempre no ataque, apesar de, de vez em quando, sofrer um contra-ataque perigoso. Mesmo assim, o placar permanecia inerte. Os 15 minutos voaram para o pai. O menino, talvez, estivesse alheio ao tempo.<\/p>\n<p>Mal o primeiro tempo terminou, o pai j\u00e1 rep\u00f4s seus craques em posi\u00e7\u00e3o para o recome\u00e7o da partida. O menino se levantou um pouco, espregui\u00e7ou o corpo e fez o mesmo com seus jogadores. O segundo tempo iniciou e parecia que teria o mesmo destino do primeiro, at\u00e9 que o Ademir \u2013 ele mesmo \u2013 deu um chute e acertou o cantinho do Manga. Indefens\u00e1vel! O pai gritou, correu em volta do gramado, abra\u00e7ou o Ademir. \u201cCraque demais!!!\u201d, exclamou.<\/p>\n<p>O menino apenas observou o pai, talvez at\u00e9 tenha sorrido por causa da esfuziante demonstra\u00e7\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o do pai. O jogo recome\u00e7ou, mas sem prorroga\u00e7\u00e3o. O filho n\u00e3o reclamou com o juiz. \u201cO Vasco mereceu vencer! Ainda mais por conta desse tal Ademir!\u201d, pensou. Em seguida, o menino e o pai foram tomar sorvete. Ali\u00e1s, sorvete de uva.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p><strong>Eduardo Mart\u00ednez \u00e9 autor do livro 57 Contos e Cr\u00f4nicas por um Autor Muito Velho\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Compre aqui\u00a0<span class=\"x19la9d6 x1fc57z9 x6ikm8r x10wlt62 x19co3pv x1g5zs5t xfibh0p xiy17q3 x1xsqp64 x1lkfr7t xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd\"><span class=\"xrtxmta x1bhl96m\"><img decoding=\"async\" class=\"emoji\" role=\"img\" draggable=\"false\" src=\"https:\/\/s.w.org\/images\/core\/emoji\/15.0.3\/svg\/1f447-1f3ff.svg\" alt=\"&#x1f447;&#x1f3ff;\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.joanineditora.com.br\/57-contos-e-cronicas-por-um-autor-muito-velho\">https:\/\/www.joanineditora.com.br\/57-contos-e-cronicas-por-um-autor-muito-velho<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A bola, colada ao p\u00e9 bom do menino, que estava certo de que conseguiria passar pelo pai. 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