{"id":349307,"date":"2025-03-04T14:33:07","date_gmt":"2025-03-04T17:33:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=349307"},"modified":"2025-03-04T14:34:37","modified_gmt":"2025-03-04T17:34:37","slug":"349307-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/349307-2\/","title":{"rendered":"Escrever hist\u00f3rias fica mais f\u00e1cil quando se \u00e9 historiador por forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Um ga\u00facho que foi morar em S\u00e3o Paulo por certo tem muita hist\u00f3ria para contar. E \u00e9 o que J. Emiliano Cruz, pseud\u00f4nimo do escritor Jorge Mar\u00e7al, mais gosta de fazer. Inspira\u00e7\u00e3o para escrever contos, cr\u00f4nicas e romances n\u00e3o falta. Afinal, ele \u00e9 historiador por forma\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de possuir uma grande bagagem pol\u00edtica &#8211; inclusive com atividades sindicais.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a na\u00a0 entrevista a seguir um pouco desse astro das palavras, que escreve desde que aprendeu as primeiras letras do alfabeto.<\/p>\n<p><strong>Fale um pouco sobre voc\u00ea, seu nome (se quiser, pode falar apenas o art\u00edstico), onde nasceu, onde mora, sobre sua trajet\u00f3ria como escritor.<\/strong><\/p>\n<p>Meu nome \u00e9 Jorge Mar\u00e7al (J. Emiliano Cruz), moro em S\u00e3o Paulo, capital, sou ga\u00facho, fui banc\u00e1rio e dirigente sindical da categoria no RS, atualmente, sou funcion\u00e1rio p\u00fablico federal em SP. Sou formado em Hist\u00f3ria e Direito. Como escritor, sempre fui mais um voraz leitor de todos os g\u00eaneros liter\u00e1rios, escrevendo, aqui e ali, contos, cr\u00f4nicas e poemas de gaveta, al\u00e9m de, frequentemente, artigos, teses e avalia\u00e7\u00f5es gerais sobre as lutas dos trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Como a escrita surgiu na sua vida?<\/strong><\/p>\n<p>Surgiu muito cedo, logo que entrei na escola, como uma forma de intermedia\u00e7\u00e3o l\u00fadica entre mim e o mundo a ser descoberto.<\/p>\n<p><strong>De onde vem a inspira\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o dos seus textos?<\/strong><\/p>\n<p>De leituras, viv\u00eancias, observa\u00e7\u00f5es, trocas com amigo(a)s e di\u00e1logos com todos os meus &#8220;eus&#8221;, como diria o imortal Fenando Pessoa.<\/p>\n<p><strong>Como a sua forma\u00e7\u00e3o ou sua hist\u00f3ria de vida interferem no seu processo de escrita?<\/strong><\/p>\n<p>Interferem de uma forma muito intensa e profunda, sou historiador e j\u00e1 lecionei por um tempo, ao mesmo tempo em que meu per\u00edodo de milit\u00e2ncia pol\u00edtica-sindical forjou a minha vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os seus livros favoritos?<\/strong><\/p>\n<p>Entre tantos, posso citar: &#8220;Era dos extremos&#8221; e &#8220;Era das revolu\u00e7\u00f5es&#8221; (Eric Hobsbawm), &#8220;As mulheres de C\u00e9sar&#8221; (Colleen McCullough), &#8220;As brumas de Avalon&#8221; (Marion Zimmer Bradley), &#8220;Dez dias que abalaram o mundo&#8221; (John Reed.), &#8220;O vermelho e o negro&#8221; (Stendhal), &#8220;Guerra e paz&#8221; (Liev Tolst\u00f3i), &#8220;Ed Mort e outras hist\u00f3rias (Luis Fernando Ver\u00edssimo).<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o seus autores favoritos?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o estrelas que valem por uma constela\u00e7\u00e3o, entre outros: Karl Marx, Antonio Gramsci, Liev Tolst\u00f3i, Anton Tchekhov, Eric Hobsbawm, Vitor Hugo, Stendhal, Honor\u00e9 de Balzac, Alexandre Dumas, Fernando Pessoa, Machado de Assis, \u00c9rico Ver\u00edssimo, Luis Fernando Ver\u00edssimo.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 mais importante no seu processo de escrita? A inspira\u00e7\u00e3o ou a concentra\u00e7\u00e3o? Precisa esperar pela inspira\u00e7\u00e3o chegar ou a escrita \u00e9 um h\u00e1bito constante?<\/strong><\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o complementa a inspira\u00e7\u00e3o (visita nobre e fugidia). Atualmente, com a ajuda da minha querida amiga e escritora Br\u00edgida De Poli, tento capturar o h\u00e1bito da escrita.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o tema mais presente nos seus escritos? E por que voc\u00ea escolheu esse assunto?<\/strong><\/p>\n<p>Tento sempre elaborar um coquetel que contenha cotidiano, quest\u00f5es pol\u00edticas, sociais e hist\u00f3ricas, ang\u00fastias e reflex\u00f5es inerentes \u00e0 exist\u00eancia e visitas ao fant\u00e1stico, tudo com a tentativa de muitas pitadas de ironia. Por que escolhi estes temas? Creio que eles fazem parte do meu &#8220;estar no mundo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Para voc\u00ea, qual \u00e9 o objetivo da literatura?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que a literatura, assim como todas as artes, \u00e9 uma media\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para vislumbrarmos um sentido de exist\u00eancia que valha \u00e0 pena, assim como tamb\u00e9m \u00e9 um agente poderoso de transforma\u00e7\u00e3o e de luta por um mundo melhor e mais digno para as pessoas humanas.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea est\u00e1 trabalhando em algum projeto neste momento?<\/strong><\/p>\n<p>Possivelmente, a publica\u00e7\u00e3o de uma colet\u00e2nea de contos.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea gostaria que seus leitores enxergassem sua obra?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho esperan\u00e7a de que os leitores se divirtam e, caso minhas palavras tamb\u00e9m geraram alguma reflex\u00e3o ou inspira\u00e7\u00e3o, sentir-me-ei maravilhosamente recompensado.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 ser escritor hoje em dia?<\/strong><\/p>\n<p>Ainda preciso de mais viv\u00eancia na atividade para discorrer sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>Qual a sua avalia\u00e7\u00e3o sobre o Caf\u00e9 Liter\u00e1rio, a nova editoria de Notibras?<\/strong><\/p>\n<p>Achei inovadora, generosa e inspiradora a iniciativa do site de abrir novas janelas para escritores n\u00e3o profissionais. Est\u00e3o de parab\u00e9ns, prossigam!<\/p>\n<p><strong>Tem alguma coisa que eu n\u00e3o perguntei e voc\u00ea gostaria de falar?<\/strong><\/p>\n<p>Somente agradecer a oportunidade e desejar sucesso para voc\u00eas e seu maravilhoso trabalho. Admira\u00e7\u00e3o e gratid\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ga\u00facho que foi morar em S\u00e3o Paulo por certo tem muita hist\u00f3ria para contar. E \u00e9 o que J. Emiliano Cruz, pseud\u00f4nimo do escritor Jorge Mar\u00e7al, mais gosta de fazer. Inspira\u00e7\u00e3o para escrever contos, cr\u00f4nicas e romances n\u00e3o falta. 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