{"id":349421,"date":"2025-03-06T00:00:24","date_gmt":"2025-03-06T03:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=349421"},"modified":"2025-03-06T03:48:32","modified_gmt":"2025-03-06T06:48:32","slug":"medicos-pedem-faixa-etaria-maior-para-mamografia-de-rastreio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/medicos-pedem-faixa-etaria-maior-para-mamografia-de-rastreio\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos pedem faixa et\u00e1ria maior para mamografia de rastreio"},"content":{"rendered":"<p>Entidades m\u00e9dicas apresentaram \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) um parecer defendendo a mamografia de rastreio para todas as mulheres entre 40 e 74 anos. O documento tenta mudar o crit\u00e9rio a ser usado pela ANS para certificar planos de sa\u00fade em seu novo programa de valoriza\u00e7\u00e3o \u00e0s boas pr\u00e1ticas no tratamento do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Em dezembro do ano passado, a Ag\u00eancia lan\u00e7ou uma consulta p\u00fablica para receber contribui\u00e7\u00f5es sobre o programa, e divulgou a cartilha preliminar com orienta\u00e7\u00f5es e crit\u00e9rios para os planos de sa\u00fade que desejarem obter a certifica\u00e7\u00e3o. Mas acabou sendo alvo de protestos.<\/p>\n<p>Um dos principais crit\u00e9rios \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de rastreamento organizado, ou seja, a convoca\u00e7\u00e3o das usu\u00e1rias para realizarem exames regularmente, mesmo sem sintomas. No caso do c\u00e2ncer de mama, a cartilha seguiu o protocolo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca): mamografias a cada dois anos para as mulheres com idades entre 50 e 69 anos.<\/p>\n<p>Mas para as entidades m\u00e9dicas, essa faixa et\u00e1ria exclui uma parcela importante da popula\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s os protestos, a ANS concedeu um prazo de um m\u00eas para que as organiza\u00e7\u00f5es apresentassem um parecer com evid\u00eancias cient\u00edficas, o que foi feito na semana passada.<\/p>\n<p><strong>Aumento de casos<\/strong><br \/>\nElaborado em conjunto pelo Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia e Diagn\u00f3stico por Imagem, Sociedade Brasileira de Mastologia e Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia, o parecer argumenta que em 2024, 22% das mulheres que morreram por c\u00e2ncer de mama no Brasil tinham menos de 50 anos, e 34% tinham mais de 70.<\/p>\n<p>Os estudos reunidos no documento tamb\u00e9m apontam que houve crescimento de casos de c\u00e2ncer em mulheres mais jovens, e que esses tumores geralmente s\u00e3o mais agressivos e tem mais risco de met\u00e1stase.<\/p>\n<p>Para as entidades m\u00e9dicas, a mamografia deve incluir essas pessoas, porque o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer em pessoas assintom\u00e1ticas, a partir de exames de imagem, demanda tratamentos que impactam menos a qualidade de vida da paciente, e tem menos risco de recidivas, met\u00e1stases e mortalidade.<\/p>\n<p>\u201cNo grupo do rastreamento, o tumor \u00e9 detectado no est\u00e1gio inicial e apresenta caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas menos agressivas, permitindo maior n\u00famero de cirurgias conservadoras da mama. Essas pacientes tamb\u00e9m possuem menos indica\u00e7\u00e3o de quimioterapia, consequentemente com menores efeitos colaterais do tratamento\u201d diz o parecer.<\/p>\n<p>E as entidades complementam: \u201co diagn\u00f3stico precoce tamb\u00e9m \u00e9 custo-efetivo e se associa a benef\u00edcios econ\u00f4micos, porque reduz os custos do tratamento, ao evitar terapias caras para c\u00e2nceres em est\u00e1gios avan\u00e7ados\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidades m\u00e9dicas apresentaram \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) um parecer defendendo a mamografia de rastreio para todas as mulheres entre 40 e 74 anos. O documento tenta mudar o crit\u00e9rio a ser usado pela ANS para certificar planos de sa\u00fade em seu novo programa de valoriza\u00e7\u00e3o \u00e0s boas pr\u00e1ticas no tratamento do c\u00e2ncer. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":349422,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[165],"tags":[],"class_list":["post-349421","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nordeste"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349421","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=349421"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349421\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":349423,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349421\/revisions\/349423"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/349422"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=349421"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=349421"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=349421"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}