{"id":349773,"date":"2025-03-10T03:42:23","date_gmt":"2025-03-10T06:42:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=349773"},"modified":"2025-03-10T03:42:23","modified_gmt":"2025-03-10T06:42:23","slug":"como-eunice-paiva-muitas-brasileiras-encararam-dor-e-demora-por-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/como-eunice-paiva-muitas-brasileiras-encararam-dor-e-demora-por-direitos\/","title":{"rendered":"Como Eunice Paiva, muitas brasileiras encararam dor e demora por direitos"},"content":{"rendered":"<p>Sorrisos, festa, m\u00fasica\u2026 Oito de mar\u00e7o era sempre de celebra\u00e7\u00e3o especial do anivers\u00e1rio de Elza dos Santos. Al\u00e9m de comemorarem a vida dela, os seis filhos lembravam que era dia das mulheres. E ela, a \u2018rainha\u2019 deles, na casa de um quarto, em que todos moravam no Rio de Janeiro. Elza, que perdeu o marido precocemente, atravessava a madrugada trabalhando como costureira. Foi tamb\u00e9m em um m\u00eas de mar\u00e7o, no dia 15, em 1971, que a dor passou a ocupar espa\u00e7o naquela casa.<\/p>\n<p>Foi aquele o dia em que o filho mais velho, o estudante de ensino t\u00e9cnico em contabilidade Joel Vasconcelos, de 21 anos, foi preso por agentes da ditadura militar e desapareceu. Elza, desde ent\u00e3o, passou a lutar para tentar salvar o rapaz. Iniciou um p\u00e9riplo. Carregava a foto do filho por onde ia. Buscou not\u00edcias, chorou escondida a aus\u00eancia do rapaz, que era idealista e diretor da Uni\u00e3o Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).<\/p>\n<p><strong>Foto na escadaria<\/strong><br \/>\nMesmo diante do desespero que se abateu, ela pedia que os filhos n\u00e3o deixassem de sorrir enquanto lutava para que dessem informa\u00e7\u00f5es ou entregassem o corpo ou a certid\u00e3o de \u00f3bito. Joel, que tamb\u00e9m era sapateiro, ajudava nas despesas de casa, e teria morrido ap\u00f3s torturas nas depend\u00eancias do DOI-Codi (entre 15 e 19 de mar\u00e7o). Elza morreu em 1994, aos 64 anos, sem ter o corpo do filho.<\/p>\n<p>Uma das filhas de Elza e irm\u00e3 de Joel, a advogada Altair de Almeida, de 68 anos, recorda que a m\u00e3e buscava tamb\u00e9m a f\u00e9 religiosa para ter alguma esperan\u00e7a de mudan\u00e7a de cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cEla ficava na escadaria da Cinel\u00e2ndia todos os dias com a foto do meu irm\u00e3o. Nunca se calou, procurou o presidente, o papa. N\u00e3o tinha quem n\u00e3o a conhecia\u201d, lembra Altair que perdeu o irm\u00e3o, quando ela era uma adolescente de 14 anos.<\/p>\n<p><strong>Visibilidade<\/strong><br \/>\nHist\u00f3rias como a dessa fam\u00edlia foram reconhecidas, principalmente ap\u00f3s o relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), em 2014, e passaram a ter nova chance de visibilidade com as repercuss\u00f5es do filme \u201cAinda estou aqui\u201d, sobre a luta de Eunice Paiva, vi\u00fava do ex-deputado Rubens Paiva.<\/p>\n<p>De acordo com a historiadora Lorrane Rodrigues, coordenadora executiva do Instituto Vladimir Herzog, s\u00e3o as mulheres que levam \u00e0 frente as pol\u00edticas de mem\u00f3ria, verdade e justi\u00e7a para a Am\u00e9rica Latina como um todo, incluindo o Brasil.<\/p>\n<p>\u201cEssa repercuss\u00e3o toda causada pelo filme \u00e9 muito importante para a gente entender qual \u00e9 o papel dessas mulheres, seja no per\u00edodo da ditadura militar ou em outros per\u00edodos que o pa\u00eds j\u00e1 viveu\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 espera<\/strong><br \/>\nNo caso da hist\u00f3ria de Joel, que era negro e tinha passado pelo servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio, foi preso quando estava acompanhado de um amigo nas imedia\u00e7\u00f5es do Morro do Borel. De acordo com o relat\u00f3rio da CNV, a pris\u00e3o teria ocorrido por suspeita de tr\u00e1fico. Ocorre que o rapaz apenas levava cartazes contra a ditadura e ingressos para a pe\u00e7a de teatro &#8220;O Rei da Vela&#8221;, de Oswald de Andrade.<\/p>\n<p>Os policiais militares entregaram os amigos para militares do Ex\u00e9rcito, justamente para pessoas que tinham a mesma farda que ele vestiu um dia. Da vida na caserna, ficava feliz de guardar a disciplina e a organiza\u00e7\u00e3o. \u201cA minha m\u00e3e nunca deixou mudar o telefone de casa na esperan\u00e7a que algum dia ele fosse ligar\u201d, recorda a irm\u00e3 de Joel. \u201cA foto que mais circula do meu irm\u00e3o \u00e9 a que tinha na Carteira de Trabalho dele\u201d.<\/p>\n<p>Joel come\u00e7ou a trabalhar com 11 anos de idade a partir de uma habilidade como sapateiro. A perda de Joel impactou financeiramente a fam\u00edlia, j\u00e1 que Elza tinha que trabalhar o dobro para cuidar de todos, agora sozinha, e pagar advogados em busca dos direitos. Na d\u00e9cada de 1990, conseguiram o primeiro atestado de \u00f3bito como desaparecido pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Vamos sorrir&#8221;<\/strong><br \/>\nMesmo com a perda e uma dor intang\u00edvel, Elza n\u00e3o perdeu a alegria. \u201cDizia para a gente n\u00e3o parar de sorrir porque o nosso irm\u00e3o era um her\u00f3i. A minha fam\u00edlia era pobre, mas nossa hist\u00f3ria \u00e9 de muita alegria tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Na mem\u00f3ria de Altair, ficaram imagens do irm\u00e3o a carreg\u00e1-la nos ombros para assistir aos jogos do Vasco, para praticar futebol e na ajuda aos estudos com matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cEu tenho ainda esperan\u00e7a de que um dia saberemos exatamente o que aconteceu com meu irm\u00e3o e que o corpo seja entregue \u00e0 fam\u00edlia. N\u00e3o h\u00e1 possibilidade de haver esquecimento\u201d<\/p>\n<p><strong>Perdas e luta<\/strong><br \/>\nUma das fundadoras do movimento Tortura Nunca Mais, a professora Vict\u00f3ria Grabois, de 81 anos, perdeu o pai (Maur\u00edcio, ex-deputado, de 61 anos), o irm\u00e3o (Andr\u00e9, estudante, de 27) e o marido (Gilberto Ol\u00edmpio, jornalista, de 31) em 1973, assassinados por agentes da ditadura na regi\u00e3o da Serra do Araguaia. A fam\u00edlia, que vive no Rio de Janeiro, nunca recebeu os corpos. \u201cEu acho que eu vou morrer sem resposta\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Ela acredita, no entanto, que o filme \u201cAinda estou aqui\u201d tenha trazido nova perspectiva para a luta das fam\u00edlias dos desaparecidos. Vict\u00f3ria espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) vote para desengavetar processos sobre o assunto que est\u00e3o na Corte.<\/p>\n<p>\u201cA repercuss\u00e3o do filme \u00e9 muito interessante para a nossa luta. Tem hist\u00f3rias de m\u00e3es que precisam ser contadas no Brasil. Muitas m\u00e3es eram donas de casa, professoras, oper\u00e1rias. Essas mulheres levaram a luta\u201d, diz<\/p>\n<p>Ela defende que o Estado brasileiro precisa abrir mais arquivos do que ocorreu durante o regime que durou 21 anos. \u201cSe hoje a gente fala de ditadura, isso se deve \u00e0s mulheres, \u00e0s m\u00e3es, \u00e0s esposas, companheiras\u201d, afirma Vict\u00f3ria Grabois.<\/p>\n<p>A professora lembra que ficou sabendo que o irm\u00e3o havia sido v\u00edtima de uma emboscada. J\u00e1 nas mortes do pai e do marido, ela descobriu o que havia ocorrido pelos jornais. Desde ent\u00e3o, considera que os direitos ocorreram a \u201cconta gotas\u201d.<\/p>\n<p>A certid\u00e3o de \u00f3bito, que reconheceu que os familiares haviam sido mortos durante a ditadura, foi importante, segundo a ativista, para que a fam\u00edlia pudesse acessar recursos de pessoas assassinadas. Inclusive para fazer com que a vida continuasse. Quando eles morreram, o filho de Vict\u00f3ria tinha apenas quatro anos de idade.<\/p>\n<p><strong>Pris\u00e3o aos quatro meses<\/strong><br \/>\nEram crian\u00e7as tamb\u00e9m, em S\u00e3o Paulo, quatro filhos dos oper\u00e1rios Virg\u00edlio Gomes, de 36 anos, e Ilda Martins, de 38. Virg\u00edlio foi considerado o primeiro desaparecido pol\u00edtico da ditadura militar. Ele foi preso em setembro de 1969 por militares, encaminhado para o Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops), onde foi torturado e assassinado, mas nunca o corpo foi entregue \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>A mais nova dos filhos, Isabel, tinha quatro meses de vida quando foi raptada pelos militares junto com os irm\u00e3os (todos crian\u00e7as) e entregues para o juizado.<\/p>\n<p>Virg\u00edlio era um dos militantes mais procurados do Brasil porque foi o comandante do sequestro do embaixador norte-americano no Brasil, Charles Burke Elbrick. A opera\u00e7\u00e3o negociou a liberta\u00e7\u00e3o de 15 prisioneiros.<\/p>\n<p>Hoje, Isabel, que \u00e9 professora, tem 54 anos de idade e vive em S\u00e3o Paulo depois de voltar de Cuba, onde a fam\u00edlia se exilou com a m\u00e3e. \u201cA hist\u00f3ria da fam\u00edlia (de Rubens) Paiva \u00e9 muito parecida com o que aconteceu com a nossa fam\u00edlia. Minha m\u00e3e ficou viva com quatro filhos para criar. Eu era a filha menor\u201d.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o na dor<\/strong><br \/>\nO irm\u00e3o mais velho preso tinha nove anos. No dia da pris\u00e3o da m\u00e3e (30 de setembro, o dia seguinte), o carro dos militares com a fam\u00edlia chegou a capotar. \u201cMinha m\u00e3e tentou me proteger e ningu\u00e9m se machucou gravemente\u201d.<\/p>\n<p>Ilda, que ficou mais de um ano presa no Dops e no pres\u00eddio Tiradentes, tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, tem hoje 94 anos de idade e est\u00e1 l\u00facida.<\/p>\n<p>\u201cEla sente muito at\u00e9 hoje sobre o per\u00edodo em que ficou separada dos filhos. De vez em quando, lembra disso e chora\u201d, diz a filha. As crian\u00e7as, depois de quatro meses no juizado da inf\u00e2ncia, foram abrigadas por outros familiares.<\/p>\n<p>Depois que a fam\u00edlia passou mais de uma d\u00e9cada exilada em Cuba, Ilda pediu que todos voltassem para o Brasil depois que se formassem no ensino superior. Para Isabel, a m\u00e3e \u00e9 uma hero\u00edna, tanto por ter lutado ao lado do pai quanto para manter for\u00e7a para criar os quatro filhos depois que o marido foi sequestrado e morto pelos militares. \u201cA nossa luta agora \u00e9 por encontrar os restos mortais. O Brasil nunca fez um julgamento correto\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Da luta de Ilda, Isabel lembra-se como a m\u00e3e, no tempo de cadeia, sem responder por nenhuma acusa\u00e7\u00e3o, estava desesperada sem ver as crian\u00e7as. Recorda daqueles dias quando iam at\u00e9 a porta do pres\u00eddio esperar qualquer not\u00edcia da m\u00e3e. Depois que Ilda conseguiu a liberdade, a fam\u00edlia continuou sendo seguida. Por isso, resolveu ir embora do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Nas portas das cadeias<\/strong><br \/>\nPersist\u00eancia e for\u00e7a, mesmo diante de dor e trauma, nessa busca, por parte das mulheres, fizeram com que a luta permanecesse viva e presente. Como \u00e9 o caso de Diva Santana que, aos 81 anos, \u00e9 representante dos familiares na Comiss\u00e3o Especial sobre Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Ela procura a irm\u00e3, Dinaelza Coqueiro, h\u00e1 50 anos, que foi morta pelos militares na Guerrilha do Araguaia. Diva entende que as mulheres familiares dos perseguidos e presos andavam nas portas das cadeias. \u201cEssas mulheres lutaram, ao longo da nossa hist\u00f3ria, e continuam lutando para que tenhamos um pa\u00eds justo, democr\u00e1tico e humano antes de tudo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sorrisos, festa, m\u00fasica\u2026 Oito de mar\u00e7o era sempre de celebra\u00e7\u00e3o especial do anivers\u00e1rio de Elza dos Santos. Al\u00e9m de comemorarem a vida dela, os seis filhos lembravam que era dia das mulheres. E ela, a \u2018rainha\u2019 deles, na casa de um quarto, em que todos moravam no Rio de Janeiro. 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