{"id":349866,"date":"2025-03-11T00:01:59","date_gmt":"2025-03-11T03:01:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=349866"},"modified":"2025-03-11T08:26:19","modified_gmt":"2025-03-11T11:26:19","slug":"nove-em-cada-dez-agressoes-a-mulher-tiveram-testemunhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/nove-em-cada-dez-agressoes-a-mulher-tiveram-testemunhas\/","title":{"rendered":"Nove em cada dez agress\u00f5es a mulher tiveram testemunhas"},"content":{"rendered":"<p>Nove em cada dez agress\u00f5es cometidas contra mulheres nos \u00faltimos 12 meses, o equivalente a 91,8%, foram testemunhadas por outras pessoas. A maioria (86,7%) pertencente ao c\u00edrculo social ou \u00e0 fam\u00edlia da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Apesar disso, quase metade das v\u00edtimas (47,4%) decidiu n\u00e3o denunciar o caso nem procurar ajuda de institui\u00e7\u00f5es ou de pessoas pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>Os dados constam da 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: a Vitimiza\u00e7\u00e3o de Mulheres no Brasil, divulgada nesta segunda-feira (10). O levantamento foi realizado pelo Instituto Datafolha, solicitado pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao perfil de quem estava presente no momento das agress\u00f5es, os pesquisadores constataram que 47,3% eram amigos ou conhecidos das v\u00edtimas, 27% eram filhos e 12,4% tinham outro grau de parentesco.<\/p>\n<p>Assistir aos epis\u00f3dios de viol\u00eancia, conforme ressaltam os especialistas, \u00e9 algo que pode ter efeitos duradouros na vida de algu\u00e9m e que pode originar &#8220;dist\u00farbios emocionais, cognitivos e comportamentais, al\u00e9m de contribuir para uma percep\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia como um ambiente inseguro e ca\u00f3tico&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;As evid\u00eancias cient\u00edficas tamb\u00e9m sugerem que crian\u00e7as que testemunham viol\u00eancia dom\u00e9stica t\u00eam maior probabilidade de serem afetadas pela viol\u00eancia na vida adulta, seja como v\u00edtimas ou como agressoras&#8221;, aponta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O levantamento cita ainda que estudos demonstram que testemunhar esse tipo de situa\u00e7\u00e3o entre os pais pode ser pior do que ser a pr\u00f3pria v\u00edtima.<\/p>\n<p>Foram entrevistadas 2.007 pessoas com mais de 16 anos de idade, entre homens e mulheres, em 126 munic\u00edpios. Os question\u00e1rios foram aplicados de 10 a 14 de fevereiro deste ano.<\/p>\n<p><strong>Agressores<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de aparecerem como testemunhas das agress\u00f5es, familiares figuram como agressores em parcela significativa dos casos, o que evidencia que a viol\u00eancia \u00e9 dom\u00e9stica e intrafamiliar.<\/p>\n<p>O principal autor das viol\u00eancias contra mulheres foi o c\u00f4njuge\/companheiro\/namorado\/marido (40%) e ex-c\u00f4njuge\/ex-companheiro\/ex-namorado (26,8%), o que j\u00e1 foi constatado em pesquisas anteriores do f\u00f3rum. Pais e m\u00e3es das v\u00edtimas foram os autores de 5,2% dos crimes, padrastos e madrastas de 4,1% deles e filhos e filhas, de 3% das ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Viol\u00eancia dentro de casa<br \/>\nOutro aspecto frequente, tamb\u00e9m notado na pesquisa, diz respeito \u00e0 preponder\u00e2ncia da casa da v\u00edtima como local em que a viol\u00eancia \u00e9 cometida (57%).<\/p>\n<p>No per\u00edodo de an\u00e1lise, as mulheres que se tornaram alvo da viol\u00eancia de g\u00eanero sofreram, em m\u00e9dia, mais de tr\u00eas tipos diferentes de agress\u00f5es.<\/p>\n<p>Em maior n\u00famero, est\u00e3o as ofensas verbais (31,4%), que abrangem insultos, humilha\u00e7\u00f5es e xingamentos. Tal porcentagem cresceu 8 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a dados coletados em 2023.<\/p>\n<p>A quantidade de mulheres atacadas com golpes, tapas, empurr\u00f5es e chutes apresentou aumento expressivo, atingindo 16,9%, o maior patamar j\u00e1 registrado desde a primeira edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio. Em n\u00fameros absolutos, significa que pelo menos 8,9 milh\u00f5es de brasileiras sofreram agress\u00e3o f\u00edsica no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>Uma em cada dez mulheres sofreu abuso sexual e\/ou foi for\u00e7ada a manter rela\u00e7\u00e3o sexual contra sua vontade (sem consentimento).<\/p>\n<p>A viol\u00eancia sexual \u00e9 apenas uma das cinco existentes, juntamente com a moral, a psicol\u00f3gica, a patrimonial e a f\u00edsica, e pode acontecer, inclusive, dentro do casamento, quando ocorre o estupro marital.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, 37,5% das mulheres sofreram algum tipo de viol\u00eancia nos \u00faltimos 12 meses, o que representa 21,4 milh\u00f5es de brasileiras de 16 anos ou mais e \u00e9 a &#8220;maior preval\u00eancia j\u00e1 identificada, desde 2017&#8221;.<\/p>\n<p>O que fazer quando uma mulher sofre viol\u00eancia<br \/>\nEm casos de emerg\u00eancia e interven\u00e7\u00e3o imediata, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 ligar para a Pol\u00edcia Militar, por meio do 190.<\/p>\n<p>J\u00e1 Central de Atendimento \u00e0 Mulher (Ligue 180) fornece diversas informa\u00e7\u00f5es, como as referentes \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha e servi\u00e7os especializados de atendimento, que recebem den\u00fancias de viol\u00eancia. A liga\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita e o servi\u00e7o funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel fazer a liga\u00e7\u00e3o de qualquer parte do Brasil ou via Whatsapp (61) 9610-0180.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio elenca ainda institui\u00e7\u00f5es que oferecem servi\u00e7o de acolhimento a mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nove em cada dez agress\u00f5es cometidas contra mulheres nos \u00faltimos 12 meses, o equivalente a 91,8%, foram testemunhadas por outras pessoas. A maioria (86,7%) pertencente ao c\u00edrculo social ou \u00e0 fam\u00edlia da v\u00edtima. Apesar disso, quase metade das v\u00edtimas (47,4%) decidiu n\u00e3o denunciar o caso nem procurar ajuda de institui\u00e7\u00f5es ou de pessoas pr\u00f3ximas. Os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":349867,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-349866","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=349866"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":349868,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349866\/revisions\/349868"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/349867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=349866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=349866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=349866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}