{"id":350693,"date":"2025-03-24T08:52:02","date_gmt":"2025-03-24T11:52:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=350693"},"modified":"2025-03-24T09:18:25","modified_gmt":"2025-03-24T12:18:25","slug":"a-cultura-que-virou-lenda-na-terra-tupiniquim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/a-cultura-que-virou-lenda-na-terra-tupiniquim\/","title":{"rendered":"A cultura que virou lenda na terra tupiniquim"},"content":{"rendered":"<p>Na mata que um dia houve canto e sapi\u00eancia,<br \/>\nHoje ecoam lamentos de um povo explorado,<br \/>\nOs tambores calados, atrav\u00e9s da viol\u00eancia,<br \/>\nE os direitos culturais, usurpados e fragmentados;<\/p>\n<p>Vieram com cruzes, mas trouxeram a espada,<br \/>\nPisaram nas aldeias, na dan\u00e7a, na jornada,<br \/>\nDisseram: &#8220;A terra \u00e9 ouro, \u00e9 poder, \u00e9 aquisi\u00e7\u00e3o!&#8221;,<br \/>\nE em nome de Deus, massacraram sem hesita\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Do curumim que aprendia a ler as estrelas,<br \/>\n\u00c0 medicina ancestral nas folhas mais belas,<br \/>\nQueimaram saberes, amarraram as m\u00e3os,<br \/>\nVenderam o tempo em velhos grilh\u00f5es;<\/p>\n<p>Agora, nos trilhos do progresso inventado,<br \/>\nO preconceito segue, disfar\u00e7ado e entranhado.<br \/>\nChamam de &#8220;folclore&#8221; o que um dia foi civiliza\u00e7\u00e3o,<br \/>\nRidicularizam o cocar, mas usam da sua tradi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Na cidade de asfalto, o guaran\u00e1 virou marca,<br \/>\nEnquanto o nativo \u00e9 chacota na pra\u00e7a,<br \/>\nA terra que sangra ainda clama por seus donos,<br \/>\nEnquanto engravatados decidem seus sonhos;<\/p>\n<p>A heran\u00e7a sangrenta, ferida aberta na na\u00e7\u00e3o,<br \/>\n\u00c9 o ind\u00edgena invis\u00edvel, silenciado pela coloniza\u00e7\u00e3o,<br \/>\nHoje, cada passo no ch\u00e3o, \u00e9 uma triste mem\u00f3ria,<br \/>\nCada rosto pintado, conta a fat\u00eddica hist\u00f3ria.<br \/>\nA Cultura que Virou Lenda<br \/>\nno Almanaque do Outro<\/p>\n<p>Na mata que um dia houve canto e sapi\u00eancia,<br \/>\nHoje ecoam lamentos de um povo explorado,<br \/>\nOs tambores calados, atrav\u00e9s da viol\u00eancia,<br \/>\nE os direitos culturais, usurpados e fragmentados;<\/p>\n<p>Vieram com cruzes, mas trouxeram a espada,<br \/>\nPisaram nas aldeias, na dan\u00e7a, na jornada,<br \/>\nDisseram: &#8220;A terra \u00e9 ouro, \u00e9 poder, \u00e9 aquisi\u00e7\u00e3o!&#8221;,<br \/>\nE em nome de Deus, massacraram sem hesita\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Do curumim que aprendia a ler as estrelas,<br \/>\n\u00c0 medicina ancestral nas folhas mais belas,<br \/>\nQueimaram saberes, amarraram as m\u00e3os,<br \/>\nVenderam o tempo em velhos grilh\u00f5es;<\/p>\n<p>Agora, nos trilhos do progresso inventado,<br \/>\nO preconceito segue, disfar\u00e7ado e entranhado.<br \/>\nChamam de &#8220;folclore&#8221; 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