{"id":351232,"date":"2025-04-01T00:00:49","date_gmt":"2025-04-01T03:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=351232"},"modified":"2025-04-01T08:08:18","modified_gmt":"2025-04-01T11:08:18","slug":"policia-aponta-triplo-homicidio-na-morte-de-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/policia-aponta-triplo-homicidio-na-morte-de-indigenas\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia aponta triplo homic\u00eddio na morte de ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p>Um triplo homic\u00eddio brutal \u00e9 apontado como a causa da morte de tr\u00eas ind\u00edgenas, que tiveram os corpos carbonizados em uma casa da aldeia Boror\u00f3, na \u00e1rea de retomada ind\u00edgena Avaet\u00e9 Mirim, na regi\u00e3o rural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, segundo o Setor de Investiga\u00e7\u00f5es Gerais da Pol\u00edcia Civil no munic\u00edpio.<\/p>\n<p>O crime ocorreu no in\u00edcio da madrugada desta segunda-feira (31).<\/p>\n<p>Segundo a pol\u00edcia, as v\u00edtimas s\u00e3o: Fabiana Benites Amarilha, de 36 anos, uma idosa, inicialmente identificada como Liria Isnarede Batista, e uma crian\u00e7a de apenas um ano de idade.<\/p>\n<p>A autora dos crimes seria uma mulher, de 29 anos. De acordo com a pol\u00edcia, ela teria invadido o im\u00f3vel, desferido um &#8220;golpe contundente&#8221; contra a idosa, utilizando um peda\u00e7o de concreto. Em seguida, asfixiou o beb\u00ea. A terceira v\u00edtima, Fabiana, dormia no quarto enquanto a autora incendiou a casa utilizando um l\u00edquido inflam\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ao fugir do local, a autora teria sofrido queimaduras, o que levou os investigadores a desvendarem seu envolvimento.<\/p>\n<p>&#8220;Durante a apura\u00e7\u00e3o, a Pol\u00edcia Civil conseguiu identificar uma mulher com sinais evidentes de queimaduras recentes, compat\u00edveis com o lapso temporal em que o crime teria ocorrido. As les\u00f5es foram analisadas pela per\u00edcia m\u00e9dico legista e refor\u00e7aram os ind\u00edcios de sua participa\u00e7\u00e3o no evento criminoso&#8221;, informou a corpora\u00e7\u00e3o, em nota.<\/p>\n<p>Testemunhas que presenciaram os fatos tamb\u00e9m teriam corroborado a vers\u00e3o apresentada pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p>A aldeia onde o crime ocorreu est\u00e1 situada em uma \u00e1rea reivindicada por povos origin\u00e1rios, mas que sofre por conflitos hist\u00f3ricos com propriet\u00e1rios rurais pela posse das terras.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de que o crime esteja relacionado a essa disputa.<\/p>\n<p>Os corpos das tr\u00eas v\u00edtimas foram encaminhados ao Instituto M\u00e9dico Legal (IML) de Dourados, que fica a cerca de 230 quil\u00f4metros (km) de Campo Grande.<\/p>\n<p>Em nota, o Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas (MPI) diz repudiar &#8220;todo e qualquer ato de viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas e acompanha o caso dos ind\u00edgenas carbonizados na retomada Avaet\u00e9 em Dourados (MS), por meio do seu Departamento de Media\u00e7\u00e3o e Concilia\u00e7\u00e3o de Conflitos Fundi\u00e1rios Ind\u00edgenas (DEMED)&#8221;. Uma equipe da pasta foi enviada ao local para auxiliar no caso.<\/p>\n<p>O MPI tamb\u00e9m informou ter acionado o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (MJSP) e a Pol\u00edcia Federal no Mato Grosso do Sul &#8220;para solicitar a investiga\u00e7\u00e3o do crime em regime de urg\u00eancia, pelas constantes amea\u00e7as, viola\u00e7\u00f5es territoriais e atos de viol\u00eancia sofridos pelos Guarani e Kaiow\u00e1&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um triplo homic\u00eddio brutal \u00e9 apontado como a causa da morte de tr\u00eas ind\u00edgenas, que tiveram os corpos carbonizados em uma casa da aldeia Boror\u00f3, na \u00e1rea de retomada ind\u00edgena Avaet\u00e9 Mirim, na regi\u00e3o rural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, segundo o Setor de Investiga\u00e7\u00f5es Gerais da Pol\u00edcia Civil no munic\u00edpio. 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