{"id":352010,"date":"2025-04-15T00:00:51","date_gmt":"2025-04-15T03:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=352010"},"modified":"2025-04-15T06:35:40","modified_gmt":"2025-04-15T09:35:40","slug":"ato-em-sao-paulo-pede-justica-no-caso-de-senegales-morto-por-pm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ato-em-sao-paulo-pede-justica-no-caso-de-senegales-morto-por-pm\/","title":{"rendered":"Ato em S\u00e3o Paulo pede justi\u00e7a no caso de senegal\u00eas morto por PM"},"content":{"rendered":"<p>Um protesto foi realizado na tarde desta segunda-feira (14), no centro da capital paulista, contra a morte do ambulante senegal\u00eas Ngange Mbaye, baleado por um policial militar durante uma opera\u00e7\u00e3o realizada na regi\u00e3o do Br\u00e1s, na \u00faltima sexta-feira (11). Ele foi atingido por um disparo no abdome durante uma abordagem policial enquanto tentava proteger mercadorias de um outro ambulante.<\/p>\n<p>Com gritos de Justi\u00e7a, os manifestantes fizeram uma caminhada entre a Pra\u00e7a da Rep\u00fablica e a prefeitura de S\u00e3o Paulo, no Viaduto do Ch\u00e1, onde uma comiss\u00e3o foi recebida por representantes da administra\u00e7\u00e3o municipal.<\/p>\n<p>Entre os participantes do ato estava o c\u00f4nsul honor\u00e1rio do Senegal em S\u00e3o Paulo, Babacar B\u00e1. \u201cO que aconteceu foi muito triste e estamos fazendo de tudo para que isso n\u00e3o aconte\u00e7a de novo. \u00c9 preciso achar meios para que isso n\u00e3o aconte\u00e7a de novo\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Segundo ele, a comunidade senegalesa em S\u00e3o Paulo \u00e9 formada por cerca de 3 mil pessoas. \u201cVamos agora conversar na prefeitura e talvez eles tenham uma solu\u00e7\u00e3o para o nosso problema, que j\u00e1 \u00e9 conhecido de todos. Infelizmente essa n\u00e3o \u00e9 a primeira morte [violenta] de um senegal\u00eas em S\u00e3o Paulo. Mas tomara que seja a \u00faltima\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>O c\u00f4nsul honor\u00e1rio informou \u00e0 reportagem que o corpo do ambulante dever\u00e1 agora ser encaminhado para seu pa\u00eds natal, onde vive sua fam\u00edlia. \u201cO corpo j\u00e1 foi liberado pelo IML [Instituto M\u00e9dico Legal] e agora ir\u00e1 para uma funer\u00e1ria particular. Ainda iremos organizar uma data [para encaminh\u00e1-lo ao Senegal], mas isso depende dos voos\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia policial<\/strong><br \/>\nCoordenadora do Movimento Unido dos Camel\u00f4s (Muca), Maria dos Camel\u00f4s disse que a abordagem policial contra Mbaye foi extremamente violenta. Segundo ela, essa n\u00e3o foi a \u00fanica vez que os ambulantes enfrentaram situa\u00e7\u00f5es como essa nas ruas.<\/p>\n<p>\u201cEssa n\u00e3o \u00e9 a primeira vez. Isso acontece todos os dias. Atr\u00e1s de cada tabuleiro, de cada barraca ou de cada lona tem um chefe ou m\u00e3e de fam\u00edlia que sai todos os dias de casa para levar seu sustento. E o que vemos \u00e9 a fiscaliza\u00e7\u00e3o correndo atr\u00e1s de trabalhador como se a gente estivesse fazendo algo errado. Os governantes precisam tomar vergonha na cara e vir para a rua para entender o que est\u00e1 acontecendo aqui.\u201d<\/p>\n<p>O ouvidor das Pol\u00edcias do Estado de S\u00e3o Paulo, Mauro Caseri, considerou esse epis\u00f3dio \u201cdeplor\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea est\u00e1 vendo ali uma pessoa que estava buscando o seu ganha-p\u00e3o ser morta naquela circunst\u00e2ncia. Entendo que, por mais que ele tenha tido um comportamento que pudesse inspirar preocupa\u00e7\u00e3o para os \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o, isso n\u00e3o justificava o mau uso de uma arma letal. Havia muitas outras formas para conter [a situa\u00e7\u00e3o]\u201d, disse o ouvidor, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil durante o ato de hoje.<\/p>\n<p>Para Caseri, a Pol\u00edcia Militar (PM) de S\u00e3o Paulo precisa incorporar o uso de c\u00e2meras corporais e de armas n\u00e3o letais ou de menor capacidade letal em seu cotidiano para evitar trag\u00e9dias como essa. \u201cSe usassem o taser [arma de eletrochoque], esse rapaz n\u00e3o ficaria em condi\u00e7\u00e3o de agredir ningu\u00e9m. Teria se resolvido o problema com uma arma n\u00e3o letal\u201d, refor\u00e7ou ele, destacando que a ouvidoria j\u00e1 solicitou a abertura de um procedimento disciplinar na Corregedoria da Pol\u00edcia Militar para apura\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n<p>O artista e ativista senegal\u00eas Kunta Kint\u00e9 avalia que o uso da for\u00e7a policial naquela situa\u00e7\u00e3o foi exagerado. \u201cA for\u00e7a ali n\u00e3o foi igual. Os policiais poderiam ter feito um tiro de alerta e todos ficariam ali parados. Ou ent\u00e3o atirar no p\u00e9. Mas aquilo foi assassinato. O rapaz era um trabalhador\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cChegamos aqui como imigrantes. O Brasil mostra oportunidade para n\u00f3s e estamos bem aqui. Contribu\u00edmos para o desenvolvimento do Brasil, pagando impostos e alugu\u00e9is. O Brasil \u00e9 uma terra de imigrantes. N\u00f3s, senegaleses que vivemos no Brasil, fazemos muitas coisas legais por aqui, muitas atividades culturais. Somos trabalhadores. Estamos conectados com o pa\u00eds. Mas isso que aconteceu revolta\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O protesto realizado nessa tarde foi acompanhando tamb\u00e9m pelo cantor e compositor Chico C\u00e9sar. \u201cEssa n\u00e3o foi a primeira vez e, infelizmente, n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima. N\u00e3o faz muito tempo um outro senegal\u00eas foi jogado de um pr\u00e9dio aqui em S\u00e3o Paulo, cercado pela Pol\u00edcia Militar. Essas pessoas est\u00e3o aqui no Brasil para trabalhar. Vieram em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e, infelizmente, acabam encontrando a morte porque s\u00e3o negras\u201d, declarou.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 uma terra de imigrantes e recebeu muito bem os italianos, espanh\u00f3is, portugueses e alem\u00e3es. Mas como recebe os africanos? Recebe eles da mesma forma como eles foram trazidos para c\u00e1 dentro dos por\u00f5es dos navios [escravocratas]. Recebe do mesmo jeito como tem tratado as popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias, com desprezo, desd\u00e9m e viol\u00eancia. Essas mortes n\u00e3o ferem apenas os imigrantes ou os africanos, mas toda a sociedade brasileira em seu \u00edntimo, no que ela deveria ter de mais plural e diversa. Quando um imigrante senegal\u00eas \u00e9 morto pela Pol\u00edcia Militar no centro da capital mais importante do Brasil, da maior cidade da Am\u00e9rica do Sul, \u00e9 o \u00edntimo da sociedade brasileira que est\u00e1 sendo ferido\u201d, disse o cantor.<\/p>\n<p>\u201cA sociedade brasileira precisa vir para as ruas para exigir justi\u00e7a. N\u00e3o justi\u00e7amento, mas justi\u00e7a. Cada morte dessa precisa ser investigada. Cada autor material ou intelectual e cada cadeia de comando precisam ser punidos\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor executivo do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante, Paulo Illes, os imigrantes negros e africanos s\u00e3o os mais suscet\u00edveis a enfrentar viol\u00eancias no Brasil. \u201cPrecisamos repensar a abordagem feita a essas pessoas na pol\u00edtica imigrat\u00f3ria, mas principalmente dessa realidade das pessoas que trabalham nas ruas na cidade de S\u00e3o Paulo\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cEssa n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que acontece isso. Tivemos, no ano passado, aquele fato ainda n\u00e3o explicado de um senegal\u00eas que, teoricamente, teria se jogado de um pr\u00e9dio aqui na regi\u00e3o central. Mas n\u00e3o temos ainda um resultado dessa investiga\u00e7\u00e3o e agora tivemos esse fato&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>&#8220;Quando o imigrante vai trabalhar na rua ou fazer qualquer servi\u00e7o, ele vem aqui para S\u00e3o Paulo para tentar mudar de vida. E ele tem um investimento. Aquele carrinho era o investimento da vida dele [de Ngange Mbaye]. Ele estava protegendo vidas com aqueles pouco bens que ele tinha. N\u00e3o d\u00e1 para a gente permitir que algo como isso aconte\u00e7a. \u00c9 um absurdo. A pol\u00edcia precisa estar mais bem treinada. Precisa saber lidar com pessoas que estavam ali se defendendo. Esse \u00e9 um caso que precisa ser apurado. Esse e todos os outros casos de imigrantes negros da cidade de S\u00e3o Paulo\u201d, refor\u00e7ou Illes.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o segundo ato contra a morte do ambulante. No \u00faltimo s\u00e1bado (12), um protesto na regi\u00e3o central da capital terminou em forte repress\u00e3o da Pol\u00edcia Militar, com uso de bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo para dispersar o ato.<\/p>\n<p><strong>Pedido por justi\u00e7a<\/strong><br \/>\nEnquanto uma comiss\u00e3o de manifestantes e autoridades presentes ao ato era recebida na prefeitura, diversos senegaleses protestavam do lado de fora. Entre eles, estava o jovem Meissa Fall, que era amigo de Mbaye e que estava com ele no momento em que o ambulante foi morto.<\/p>\n<p>Aos gritos, Fall cobrou justi\u00e7a. \u201cPode at\u00e9 afastar esse policial hoje, mas ele ir\u00e1 para outro lugar e um outro policial vir\u00e1 e far\u00e1 a mesma coisa ou coisa at\u00e9 pior. Mbaye morreu e ele era um pai de fam\u00edlia\u201d, disse ele, emocionado.<\/p>\n<p>\u201cEu estava junto com ele [naquele dia]. Ele estava sempre comigo. A fam\u00edlia dele est\u00e1 me ligando e eu n\u00e3o sei o que falar para eles. No dia em que ele morreu, um policial meteu bala em sua barriga. Ele caiu e eu disse ao policial que ele estava morrendo. Mas eles ainda o algemaram e me empurraram com suas armas. Eu desmaiei e acordei no hospital. A fam\u00edlia dele est\u00e1 no Senegal sofrendo. Ele tinha mulher e um filho l\u00e1\u201d, contou Fall.<\/p>\n<p>Depois, Fall contou que Mbaye estava h\u00e1 cerca de 11 anos no Brasil e foi quem o recebeu aqui, pouco tempo depois, quando ele tamb\u00e9m decidiu vir morar no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Repercuss\u00e3o<\/strong><br \/>\nA ministra de Integra\u00e7\u00e3o Africana e Neg\u00f3cios Estrangeiros do Senegal, Yassine Fall, afirmou que pedir\u00e1 explica\u00e7\u00f5es ao governo brasileiro sobre a morte do ambulante Ngange Mbaye. &#8220;Por meio da nossa representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica, buscaremos meios para elucidar as circunst\u00e2ncias dessa morte tr\u00e1gica\u201d, declarou, em comunicado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>\u201cFoi com grande tristeza e consterna\u00e7\u00e3o que fui informada da morte tr\u00e1gica do nosso compatriota Ngagne Mbaye em S\u00e3o Paulo\u201d, escreveu. \u201cNeste momento doloroso, quero expressar, em nome do governo do Senegal, as nossas mais sinceras condol\u00eancias.\u201d<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Horizon Sans Fronti\u00e8res, que acompanha casos de migra\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia, tamb\u00e9m condenou o epis\u00f3dio, dizendo que a morte foi \u201cum novo crime cometido contra um cidad\u00e3o senegal\u00eas no Brasil\u201d e apontando o pa\u00eds como uma \u201czona de viol\u00eancia end\u00eamica\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm 2018, a pol\u00edcia brasileira matou mais de 6.220 pessoas, o maior n\u00famero, j\u00e1 registrado na hist\u00f3ria da seguran\u00e7a p\u00fablica do pa\u00eds. Este n\u00famero significa que 17 civis s\u00e3o mortos todos os dias em interven\u00e7\u00e3o policial. Exorto o Estado a aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o \u00edndice de seguran\u00e7a e o \u00edndice de criminalidade de certas \u00e1reas, a fim de proteger melhor os povos senegaleses em todo o mundo\u201d, diz o comunicado da ONG.<\/p>\n<p><strong>Outro lado<\/strong><br \/>\nPor meio de nota, a PM informou que instaurou um inqu\u00e9rito policial militar (IPM) para investigar o caso e que afastou das atividades operacionais o agente envolvido. \u201cA ocorr\u00eancia foi registrada no 8\u00ba Distrito Policial como morte decorrente de interven\u00e7\u00e3o policial e tentativa de homic\u00eddio e \u00e9 investigada pelo Departamento de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP). O policiamento na regi\u00e3o foi refor\u00e7ado.\u201d<\/p>\n<p>A Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica de S\u00e3o Paulo refor\u00e7ou ainda que \u201ctodos os casos de morte em decorr\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o policial s\u00e3o rigorosamente investigados pelas pol\u00edcias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, Minist\u00e9rio P\u00fablico e Poder Judici\u00e1rio. As for\u00e7as de seguran\u00e7a n\u00e3o compactuam com desvios de conduta e punem com rigor aqueles que infringem a lei ou violam as normas e procedimentos de suas corpora\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>A prefeitura, que era a respons\u00e1vel pela Opera\u00e7\u00e3o Delegada no dia da morte do senegal\u00eas \u2013 um acordo estabelecido entre o poder p\u00fablico e as for\u00e7as de seguran\u00e7a para refor\u00e7ar a seguran\u00e7a em locais espec\u00edficos e combater o com\u00e9rcio de ambulantes irregulares nas ruas da capital \u2013, n\u00e3o se manifestou sobre o caso at\u00e9 este momento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um protesto foi realizado na tarde desta segunda-feira (14), no centro da capital paulista, contra a morte do ambulante senegal\u00eas Ngange Mbaye, baleado por um policial militar durante uma opera\u00e7\u00e3o realizada na regi\u00e3o do Br\u00e1s, na \u00faltima sexta-feira (11). 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