{"id":352216,"date":"2025-04-18T07:39:08","date_gmt":"2025-04-18T10:39:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=352216"},"modified":"2025-04-18T07:39:08","modified_gmt":"2025-04-18T10:39:08","slug":"nordeste-ajuda-brasil-a-ter-segunda-maior-safra-de-cana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/nordeste-ajuda-brasil-a-ter-segunda-maior-safra-de-cana\/","title":{"rendered":"Nordeste ajuda Brasil a ter segunda maior safra de cana"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil registrou a segunda maior produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar, durante o ciclo 2024-2025, com um total estimado de 676,96 milh\u00f5es de toneladas do produto. O resultado \u00e9 5,1% menor do que a safra recorde, registrada no ciclo anterior, colhido entre 2023 e 2024.<\/p>\n<p>De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda foi \u201creflexo dos baixos \u00edndices de chuvas, aliados \u00e0s altas temperaturas registradas na Regi\u00e3o Centro-Sul, que representa 91% da produ\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds\u201d, aliado \u00e0 queimada observada nos canaviais. O fogo, segundo a companhia, consumiu v\u00e1rios talh\u00f5es de cana em plena produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEssas condi\u00e7\u00f5es adversas registradas ao longo da temporada influenciaram negativamente na produtividade m\u00e9dia, ficando em 77.223 quilos por hectares\u201d, registrou a Conab ao anunciar, nesta quinta-feira (17), os resultados do 4\u00ba Levantamento sobre a cultura divulgado pela Companhia.<\/p>\n<p><strong>Sudeste e Centro-Oeste<\/strong><br \/>\nPrincipal regi\u00e3o produtora de cana, o Sudeste colheu 439,6 milh\u00f5es de toneladas, resultado 6,3% inferior ao obtido na safra anterior. Em termos de \u00e1rea, houve um aumento de 7,5% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, chegando a um total de 5,48 milh\u00f5es de hectares<\/p>\n<p>\u201cEsse aumento, no entanto, n\u00e3o foi suficiente para recuperar as perdas registradas pela queda da produtividade de 12,8%, estimada em 80.181 quilos por hectare\u201d, justificou a Conab.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste, a colheita n\u00e3o apresentou grandes varia\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao resultado da safra recorde, obtida no ciclo anterior. Foram colhidas 145,3 milh\u00f5es de toneladas (alta de 0,2%), nesta relevante regi\u00e3o produtora.<\/p>\n<p>\u201cAssim como no Sudeste, a \u00e1rea cresceu 4%, chegando a 1,85 milh\u00e3o de hectares, enquanto a produtividade foi 3,7% menor, projetada em 78.540 quilos por hectare\u201d, informou a Conab.<\/p>\n<p><strong>Nordeste, Sul e Norte<\/strong><br \/>\nA colheita do ciclo 2024\/2025 est\u00e1 ainda sendo finalizada na Regi\u00e3o Nordeste. Se confirmada a estimativa da companhia, a produ\u00e7\u00e3o por l\u00e1 ficar\u00e1 em 54,4 milh\u00f5es de toneladas, o que representa queda de 3,7% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior.<\/p>\n<p>De acordo com a Conab, este resultado sofreu influ\u00eancia da restri\u00e7\u00e3o h\u00eddrica na regi\u00e3o, o que reduziu as produtividades m\u00e9dias das lavouras. A \u00e1rea colhida aumentou 1,6%, chegando a 897,5 mil hectares.<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sul apresentou queda tanto em termos de \u00e1rea como produtividade. Estimada em 33,6 milh\u00f5es de toneladas, a produ\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 13,2% inferior ao ciclo passado.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Regi\u00e3o Norte, o panorama \u00e9 o oposto, com aumentos de \u00e1rea e produtividade, de 1,4% e 1,1% respectivamente. Segundo a Conab, a colheita est\u00e1 estimada em 4 milh\u00f5es de toneladas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Subprodutos<\/strong><br \/>\nA redu\u00e7\u00e3o do volume de cana colhido resultou tamb\u00e9m em queda na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar. O levantamento indica que a queda ficou em 3,4%, o que corresponde a um total estimado de 44,1 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>\u201cApesar da redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima safra, a temporada que se encerra apresenta a segunda maior produ\u00e7\u00e3o do ado\u00e7ante na s\u00e9rie hist\u00f3rica da Conab. Esse bom resultado \u00e9 reflexo do mercado favor\u00e1vel ao produto, que fez com que boa parte da mat\u00e9ria-prima fosse destinada para a fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Etanol<\/strong><br \/>\nNo caso do etanol, houve crescimento de 4,4% na produ\u00e7\u00e3o total, de 37,2 bilh\u00f5es de litros. A alta foi obtida mesmo com a queda (de 1,1%) da produ\u00e7\u00e3o a partir do esmagamento da cana, em consequ\u00eancia da piora das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. O total produzido ficou em 29,35 bilh\u00f5es de litros.<\/p>\n<p>\u201cO bom resultado se deve ao incremento do etanol fabricado a partir do milho. Nesta safra, cerca de 7,84 bilh\u00f5es de litros t\u00eam como origem o cereal, um aumento de 32,4% frente ao ciclo 2024\/23\u201d, informa a companhia.<\/p>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nDe acordo com a Conab, as exporta\u00e7\u00f5es se mantiveram elevadas, mantendo o Brasil como principal fornecedor mundial do produto.<\/p>\n<p>\u201cNo fechamento da safra 2024\/25, os volumes de a\u00e7\u00facar ficaram est\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior, no patamar de 35,1 milh\u00f5es de toneladas. Por\u00e9m, a receita foi de US$ 16,7 bilh\u00f5es, queda de 8,2% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 receita da \u00faltima safra, fruto do cen\u00e1rio de pre\u00e7os menores\u201d, diz a Conab.<\/p>\n<p>J\u00e1 a exporta\u00e7\u00e3o de etanol fechou o ciclo com um total de 1,75 bilh\u00e3o de litros embarcados. Uma queda de 31% na compara\u00e7\u00e3o com o ciclo 2023\/24.<\/p>\n<p>A Conab explica que o etanol de milho tem ganhado mais relev\u00e2ncia, com aumento tanto de produ\u00e7\u00e3o em novas unidades como de efici\u00eancia das plantas j\u00e1 existentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou a segunda maior produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar, durante o ciclo 2024-2025, com um total estimado de 676,96 milh\u00f5es de toneladas do produto. O resultado \u00e9 5,1% menor do que a safra recorde, registrada no ciclo anterior, colhido entre 2023 e 2024. 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