{"id":352447,"date":"2025-04-21T11:28:45","date_gmt":"2025-04-21T14:28:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=352447"},"modified":"2025-04-21T11:28:45","modified_gmt":"2025-04-21T14:28:45","slug":"voltando-as-velhas-mulheres-sao-para-o-que-der-e-para-quem-vier","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/voltando-as-velhas-mulheres-sao-para-o-que-der-e-para-quem-vier\/","title":{"rendered":"Voltando \u00e0s velhas mulheres&#8230; s\u00e3o para o que der e para quem vier"},"content":{"rendered":"<p>Que bom que certos verbos permitem deliciosos jogos de duplo sentido!<\/p>\n<p>&#8230;..<\/p>\n<p>Putz!<\/p>\n<p>Em meu conto Diretas J\u00e1, veiculado urbi et orbi no <strong>Notibras<\/strong>, observo na conclus\u00e3o: \u201cmulheres que gostam do fuzu\u00ea n\u00e3o t\u00eam idade. Que os deuses as conservem!\u201d<\/p>\n<p>O conto foi escrito em 2021 e publicado em dezembro de 2024. Hoje eu modificaria a frase, acrescentando mais elementos: \u201cmulheres que gostam do fuzu\u00ea n\u00e3o t\u00eam idade. Que os deuses as conservem, sempre gostosas e dadivosas!\u201d<\/p>\n<p>Trata-se de uma explicita\u00e7\u00e3o motivada por um banho de realidade. \u00c9 que Diretas J\u00e1 foi inspirado por um epis\u00f3dio ver\u00eddico, mas a protagonista, dona Matilde, e a conclus\u00e3o nasceram da imagina\u00e7\u00e3o deste escriba. Ontem, por\u00e9m, recebi um presente que me fez visualizar as mulheres sem idade, que gostam do fuzu\u00ea. Ou pelo menos uma delas.<\/p>\n<p>Uma amiga distante enviou-me tr\u00eas fotos, as duas primeiras coloridas e a terceira, preto e branco. Quase ca\u00ed da cadeira, dona Matilde ganhava corpo, alma e gordurinhas. Vou tentar descrev\u00ea-las, embora o ideal, sei disso, fosse public\u00e1-las juntamente com o texto.<\/p>\n<p>A primeira foto, colorida, mostra uma bela mulher madura, com um largo sorriso. Tem os olhos quase cerrados, como se estivesse imaginando coisinhas gostosas e proibidas. O rosto inclina-se para o ombro direito, um pouco mais e materializaria Beijinho no ombro, cl\u00e1ssico do funk tupiniquim, cometido por Valesca Popozuda.<\/p>\n<p>Na segunda foto, igualmente, o rosto inclina-se para o decote, que exibe\/oculta com discri\u00e7\u00e3o vastos seios; \u00e9 mostrada, casualmente (?), deliberadamente (?), a al\u00e7a de um suti\u00e3 negro. Mas a terceira, em preto e branco, \u00e9 a foto inesquec\u00edvel, que me fez tremer nas bases.<\/p>\n<p>Os elementos da fotografia s\u00e3o necessariamente os mesmos, o rosto expressivo, o decote, os seios volumosos, a al\u00e7a do suti\u00e3. Mas \u00e9 a \u00fanica foto em que se v\u00ea uma das m\u00e3os da mulher; ela toca os cabelos com o polegar, os outros quatro dedos permanecem livres, como se a modelo tivesse acabado de lan\u00e7ar longe um chap\u00e9u ou uma fita de cabelo \u2013 e, no mesmo movimento, todas as amarras.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a \u00fanica mudan\u00e7a, o sorriso est\u00e1 mais aberto, os olhos praticamente fechados, em uma express\u00e3o de total abandono ao prazer, de entrega \u00e0 travessura. Mencionei antes Beijinho no ombro, de Valesca Popozuda; cito agora Oops!&#8230;I did it again, can\u00e7\u00e3o de Britney Spears. Em uma tradu\u00e7\u00e3o mais que livre, selvagem, seria algo como \u201cPutz!&#8230;Pisei na bola de novo\u201d. \u00c0 semelhan\u00e7a da princesa do pop, minha amiga n\u00e3o mostra o m\u00ednimo arrependimento pela(s) pisada(s) de bola, tantas, em sua trajet\u00f3ria. Ela \u00e9 assim, para ser amada ou odiada. De minha parte, faz tempinho que preferi am\u00e1-la, aceit\u00e1-la como uma for\u00e7a da natureza.<\/p>\n<p>Para terminar, dois esclarecimentos e um conselho. Por que eu usaria, em uma vers\u00e3o atual do conto de 2021, os termos \u201cgostosas\u201d e \u201cdadivosas\u201d?<\/p>\n<p>Vou contar tudo, apareceu um g\u00eanio, desses de l\u00e2mpada de Aladim, e me sugeriu\/ordenou incorporar essas descri\u00e7\u00f5es prazerosas. Com g\u00eanio n\u00e3o se brinca, obedeci (um texto precisa, afinal, de um m\u00ednimo de fic\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>O segundo esclarecimento \u00e9 sobre a diferen\u00e7a entre a personagem dona Matilde e sua materializa\u00e7\u00e3o nas fotos de minha amiga. Descrevi a protagonista de Diretas j\u00e1 como uma vi\u00fava de uns 70 anos; a modelo das fotografias \u00e9 um pouco mais rodada, no m\u00ednimo uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>O conselho vai para minha amiga, e tamb\u00e9m para todas as senhoras gostosas e dadivosas, que gostam do negocinho. E vai com uma \u00faltima men\u00e7\u00e3o musical, dessa vez a uma composi\u00e7\u00e3o do grupo Menudo (argh! pois \u00e9&#8230;): n\u00e3o se reprima(m), solte(m) a franga enquanto der! Esteja(m) sempre pronta(s) para o que der e vier e, em especial, para quem vier e der!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que bom que certos verbos permitem deliciosos jogos de duplo sentido! &#8230;.. Putz! Em meu conto Diretas J\u00e1, veiculado urbi et orbi no Notibras, observo na conclus\u00e3o: \u201cmulheres que gostam do fuzu\u00ea n\u00e3o t\u00eam idade. Que os deuses as conservem!\u201d O conto foi escrito em 2021 e publicado em dezembro de 2024. 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