{"id":352966,"date":"2025-04-29T00:01:33","date_gmt":"2025-04-29T03:01:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=352966"},"modified":"2025-04-29T04:51:07","modified_gmt":"2025-04-29T07:51:07","slug":"aprendizagem-na-educacao-basica-mantem-niveis-pre-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/aprendizagem-na-educacao-basica-mantem-niveis-pre-pandemia\/","title":{"rendered":"Aprendizagem na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica mant\u00e9m n\u00edveis pr\u00e9-pandemia"},"content":{"rendered":"<p>A pandemia de covid-19 ainda impacta a educa\u00e7\u00e3o brasileira. Embora os n\u00edveis de aprendizagem tenham avan\u00e7ado nos \u00faltimos anos, o pa\u00eds ainda n\u00e3o conseguiu retomar os patamares de 2019. Al\u00e9m disso, as desigualdades que j\u00e1 estavam presentes foram acentuadas. \u00c9 o que mostra o estudo Aprendizagem na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica: Situa\u00e7\u00e3o Brasileira no P\u00f3s-Pandemia, divulgado nesta segunda-feira (28), pelo Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo foi feito com base nos resultados do Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), aplicado para estudantes do 5\u00ba e do 9\u00ba ano do ensino fundamental e do ensino m\u00e9dio para avaliar o desempenho em matem\u00e1tica e l\u00edngua portuguesa. Em todas as etapas, os resultados de 2023 ainda n\u00e3o chegaram aos n\u00edveis atingidos em 2019.<\/p>\n<p>No 5\u00ba ano do ensino fundamental, em 2023, 55,1% dos estudantes tinham aprendizagem adequada em l\u00edngua portuguesa e 43,5%, em matem\u00e1tica. Esses \u00edndices eram de 56,5% e 46,7% em 2019, respectivamente;<\/p>\n<p>No 9\u00ba ano do ensino fundamental, em 2023, 35,9% dos estudantes tinham aprendizagem adequada em l\u00edngua portuguesa e 16,5% em matem\u00e1tica. Em 2019, essas porcentagens eram 35,9% e 18,4%;<\/p>\n<p>No ensino m\u00e9dio, 32,4% dos estudantes alcan\u00e7aram aprendizagem adequada em l\u00edngua portuguesa e 5,2% em matem\u00e1tica em 2023. Antes da pandemia, em 2019, eram 33,5% e 6,9%, respectivamente.<\/p>\n<p>\u201cSe os desafios j\u00e1 eram grandes antes da pandemia da covid-19, o contexto atual torna ainda mais urgente o fortalecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas focadas na recomposi\u00e7\u00e3o das aprendizagens e na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, garantindo o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade para todos\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o mostra ainda que as desigualdades educacionais entre diversos grupos raciais e socioecon\u00f4micos e entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, como no Nordeste, que j\u00e1 eram evidentes antes da pandemia, ou persistiram ou mesmo se aprofundaram. As desigualdades raciais na aprendizagem, por exemplo, destacadas no estudo, em 2023 eram maiores que em 2013.<\/p>\n<p>Em 2013, a diferen\u00e7a no percentual de estudantes do 5\u00ba ano do ensino fundamental com aprendizagem adequada entre brancos\/amarelos e pretos\/pardos\/ind\u00edgenas foi de 7,9 pontos percentuais em l\u00edngua portuguesa e 8,6 pontos percentuais em matem\u00e1tica. Em 2023, ap\u00f3s a pandemia, essas diferen\u00e7as cresceram para 8,2 pontos percentuais e 9,5 pontos percentuais, respectivamente.<\/p>\n<p>No final da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, no ensino m\u00e9dio, as desigualdades tamb\u00e9m persistem. A diferen\u00e7a entre brancos\/amarelos e pretos\/pardos\/ind\u00edgenas em l\u00edngua portuguesa passou de 11,1 pontos percentuais, em 2013, para 14 pontos percentuais em 2023. Em matem\u00e1tica, no mesmo per\u00edodo, passou de 4,4 pontos percentuais para 3,9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia de covid-19 ainda impacta a educa\u00e7\u00e3o brasileira. Embora os n\u00edveis de aprendizagem tenham avan\u00e7ado nos \u00faltimos anos, o pa\u00eds ainda n\u00e3o conseguiu retomar os patamares de 2019. 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