{"id":353207,"date":"2025-05-02T00:04:56","date_gmt":"2025-05-02T03:04:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=353207"},"modified":"2025-05-02T04:59:58","modified_gmt":"2025-05-02T07:59:58","slug":"do-massacre-de-chicago-ao-desencanto-1o-de-maio-nao-muda-nada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/do-massacre-de-chicago-ao-desencanto-1o-de-maio-nao-muda-nada\/","title":{"rendered":"Do massacre de Chicago ao desencanto, 1\u00ba de Maio n\u00e3o muda nada"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;<em>E um fato novo se viu\/Que a todos admirava:\/O que o oper\u00e1rio dizia\/Outro oper\u00e1rio escutava.\/E foi assim que o oper\u00e1rio\/Do edif\u00edcio em constru\u00e7\u00e3o\/Que sempre dizia sim\/Come\u00e7ou a dizer n\u00e3o.<\/em>&#8221; (Vin\u00edcius de Moraes, O oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>As esvaziadas festas de hoje, com as quais, gra\u00e7as ao feriado, comemoramos o 1\u00ba de Maio, nada guardam de familiar com suas dram\u00e1ticas origens, que remontam ao massacre da Pra\u00e7a Haymarket (Chicago, 1886). O Dia Internacional do Trabalho e da Solidariedade Prolet\u00e1ria nasceu como uma marcha de lutas, protestos, greves e reivindica\u00e7\u00f5es de direitos. O que poderiam os trabalhadores comemorar, naquela altura, submetidos que eram a jornadas de 12, 14 e at\u00e9 16 horas de trabalho di\u00e1rias que, com varia\u00e7\u00f5es, atingiam homens, mulheres e crian\u00e7as, tanto no velho continente que sediara a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial quanto nos emergentes EUA? Haveria de ser um dia de luta da classe trabalhadora, ent\u00e3o animada por socialistas e anarquistas, confiando no internacionalismo prolet\u00e1rio \u2014 hoje reduzido a rel\u00edquia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>O &#8220;Dia do Trabalho&#8221; nasceu como mobiliza\u00e7\u00e3o eminentemente pol\u00edtica, revelando, em seus primeiros tempos, tinturas revolucion\u00e1rias que, aos poucos, foram se esmaecendo at\u00e9 alcan\u00e7arem a palidez de hoje. Era claro seu escopo pedag\u00f3gico, ao pretender lembrar e ensinar \u00e0 categoria que os direitos s\u00e3o conquistados com luta (&#8220;O que cai do c\u00e9u \u00e9 chuva; o resto se conquista&#8221;), tanto quanto s\u00e3o perdidos quando ela enfraquece. E, assim, talvez se explique a contempor\u00e2nea perda de direitos dos trabalhadores \u2014 o outro lado do remanso da luta popular e da crise pol\u00edtica do sindicalismo.<\/p>\n<p>E, no entanto, o trabalho \u2014 apesar das transforma\u00e7\u00f5es que se operam nas rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o modernas e contempor\u00e2neas \u2014 continua no centro das contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo, mesmo em sua fase atual, que associa neoliberalismo e financeiriza\u00e7\u00e3o \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, apontando para um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as ainda inimagin\u00e1vel aos olhos de hoje.<\/p>\n<p>Uma m\u00ednima revis\u00e3o hist\u00f3rica revela que a inconst\u00e2ncia da valora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Dia do Trabalho (ou Dia do Trabalhador) reflete a pr\u00f3pria crise pol\u00edtico-existencial-organizativa do proletariado \u2014 palavra que, ali\u00e1s, est\u00e1 desaparecendo de nossos dicion\u00e1rios. Abate-se sobre ela a crise do trabalho, cujos principais indicadores s\u00e3o a precariza\u00e7\u00e3o e a fragmenta\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos trabalhistas, o individualismo da ideologia do empreendedorismo tomando o lugar da socializa\u00e7\u00e3o (herdeira das linhas de produ\u00e7\u00e3o agora espacialmente desfeitas) e, precarizando ainda mais a defesa de direitos, a frustra\u00e7\u00e3o do sindicalismo como for\u00e7a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Regressemos a Chicago e \u00e0 luta pela jornada de oito horas de trabalho, marcada por uma greve geral deflagrada em 1\u00ba de maio de 1886, sob o lema: &#8220;Oito horas para o trabalho, oito horas para o sono e oito horas para o que quisermos&#8221;. Essa, uma das maiores conquistas dos trabalhadores no s\u00e9culo passado, s\u00f3 seria adotada nos EUA em 1938 (governo Roosevelt), 52 anos depois, e no Brasil em 1932 (por decreto de Vargas). S\u00f3 agora, como iniciativa parlamentar ainda sem o necess\u00e1rio eco social, \u00e9 que se cogita do fim da escravizante jornada de trabalho identificada como 6&#215;1.<\/p>\n<p>O 1\u00ba de maio de 1886, mais do que um objetivo, foi apenas o ponto de partida de uma batalha sem fim, porque a contradi\u00e7\u00e3o capital x trabalho \u00e9 intr\u00ednseca ao capitalismo. No dia 4 de maio, uma passeata pac\u00edfica caminhando pela Pra\u00e7a Haymarket foi interrompida pela explos\u00e3o de uma bomba. Dando o sinal da ess\u00eancia do conflito, a pol\u00edcia \u2014 suposto alvo \u2014 reagiu como sempre: atirando contra a multid\u00e3o. At\u00e9 hoje, nem os sistemas de seguran\u00e7a revelam, nem os historiadores conseguem estimar o n\u00famero de mortos. O massacre, por\u00e9m, ainda n\u00e3o f\u00f4ra suficiente: era preciso nomear um inimigo. E este foi escolhido \u2014 como tantas vezes \u2014 entre imigrantes e anarquistas. Oito militantes s\u00e3o presos, julgados, e \u00e0 m\u00edngua de provas, condenados \u00e0 pena capital.<\/p>\n<p>O 1\u00ba de maio como Dia Internacional do Trabalhador foi institu\u00eddo pela Segunda Internacional no Congresso de Paris (1889) e, a partir de ent\u00e3o, passou a ser celebrado com greves, marchas e os mais variados atos p\u00fablicos, at\u00e9 tornar-se, como hoje, uma data universal.<\/p>\n<p>Devemos a primeira comemora\u00e7\u00e3o do 1\u00ba de Maio no Brasil, em 1891, \u00e0 milit\u00e2ncia de oper\u00e1rios socialistas e anarquistas, em sua maioria italianos, que tamb\u00e9m estariam no n\u00facleo das greves de 1917. Mas esse 1\u00ba de Maio cingiu-se a um pequeno com\u00edcio na Rua da Mooca, em S\u00e3o Paulo. Nos anos seguintes, chega ao Rio de Janeiro, a Porto Alegre e a outras poucas capitais, at\u00e9 espalhar-se pelo pa\u00eds. N\u00e3o se contava com feriado nem com &#8220;festa c\u00edvica&#8221;, conservava-se seu car\u00e1ter de protesto e reivindica\u00e7\u00e3o. Os atos consistiam em mobiliza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias, passeatas e greves, sempre com car\u00e1ter reivindicat\u00f3rio \u2014 e sempre enfrentando a repress\u00e3o e a viol\u00eancia do Estado, que, no entanto, se apropriaria da data durante o Estado Novo (1937\u20131945), transformando-a em &#8220;dia c\u00edvico nacional&#8221;.<\/p>\n<p>As greves sairiam do card\u00e1pio, as passeatas cessariam e os com\u00edcios deixariam as ruas para se acomodarem no Est\u00e1dio do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, onde, ap\u00f3s desfilar em carro aberto, o caudilho pronunciava seu esperado discurso anual dirigido &#8220;aos trabalhadores do Brasil&#8221; \u2014 sua base social de apoio. J\u00e1 no governo constitucional e democr\u00e1tico (1951\u20131954), Get\u00falio Vargas passou a assinar, no dia 1\u00ba de Maio, o decreto anual que fixava o sal\u00e1rio m\u00ednimo, criado por ele em 1940, ainda durante a ditadura.<\/p>\n<p>O 24 de agosto de 1954 encerra a primeira experi\u00eancia de governo trabalhista em regime democr\u00e1tico. A ela se segue um regime de transi\u00e7\u00e3o, custodiado pelos militares que haviam deposto Vargas. A normalidade constitucional s\u00f3 seria restabelecida com a elei\u00e7\u00e3o e a contestada posse de Juscelino Kubitschek (1955), at\u00e9 conhecermos, com o inconcluso governo de Jo\u00e3o Goulart, a segunda tentativa de regime trabalhista democr\u00e1tico, interrompida pelo golpe de 1\u00ba de abril de 1964.<\/p>\n<p>As comemora\u00e7\u00f5es do 1\u00ba de Maio s\u00e3o retomadas com Juscelino (1956\u20131961). Expressam a concilia\u00e7\u00e3o como ideologia e projeto de governo: concilia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nacional, concilia\u00e7\u00e3o com os interesses dos EUA e, sobretudo, a &#8220;harmonia entre capital e trabalho&#8221;. Era o pre\u00e7o que JK decidira pagar para garantir a integridade do mandato, amea\u00e7ada por seguidas tentativas de impeachment e insurrei\u00e7\u00f5es militares. A marca ideol\u00f3gica centrava-se no desenvolvimentismo \u2014 r\u00e9gua e compasso para todos os males nacionais, da pobreza \u00e0 dieta democr\u00e1tica. Nesse sentido, \u00e9 exemplar seu discurso no 1\u00ba de Maio de 1961:<\/p>\n<p>&#8220;Tenho um interesse todo especial em vos dirigir a palavra, trabalhadores, neste Primeiro de Maio, ao falar-vos daqui de Bras\u00edlia \u2014 cidade erguida pela energia de nosso povo, prova da efici\u00eancia, capacidade e dedica\u00e7\u00e3o do oper\u00e1rio brasileiro. [&#8230;] A batalha do desenvolvimento nacional, vale dizer, a batalha da justi\u00e7a social, \u00e9 o \u00fanico meio de que dispomos para chegar a esse fim. A revolu\u00e7\u00e3o do desenvolvimento \u00e9 a vossa revolu\u00e7\u00e3o. Ela n\u00e3o pode parar. N\u00e3o deve parar&#8221;.<\/p>\n<p>A carga simb\u00f3lica do trabalhismo ressurge com Jo\u00e3o Goulart (1961\u20131964), ex-ministro do Trabalho de Vargas (demitido da Pasta por press\u00e3o dos militares ap\u00f3s propor aumento de 100% do sal\u00e1rio-m\u00ednimo) e seu herdeiro pol\u00edtico. Os pleitos centrais do sindicalismo e do trabalhismo s\u00e3o assumidos pelo discurso oficial e, a eles, somam-se bandeiras mais sens\u00edveis \u00e0 esquerda da \u00e9poca, como a reforma agr\u00e1ria e o controle da remessa de lucros ao exterior. O movimento estudantil e os sindicatos s\u00e3o fortalecidos, o Partido Comunista (na ilegalidade desde 1947) passa a gozar de ampla liberdade de a\u00e7\u00e3o, e as organiza\u00e7\u00f5es populares (inclusive as Ligas Camponesas) s\u00e3o estimuladas pelo governo. No plano internacional, o Brasil busca autonomia, aproxima-se dos &#8220;pa\u00edses n\u00e3o alinhados&#8221;, defende a soberania de Cuba e a autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos.<\/p>\n<p>Jango sai de Bras\u00edlia e, em 1\u00ba de Maio de 1963, discursa para uma multid\u00e3o no Est\u00e1dio do Pacaembu, em S\u00e3o Paulo. Defende as &#8220;reformas de base&#8221;, o leitmotiv de seu governo:<br \/>\n&#8220;A reforma agr\u00e1ria \u00e9 a base da democratiza\u00e7\u00e3o da terra. N\u00e3o podemos mais aceitar que o campon\u00eas continue escravizado pela fome, enquanto milh\u00f5es de hectares permanecem improdutivos. [&#8230;] Milh\u00f5es de brasileiros vivem nas cidades em condi\u00e7\u00f5es subumanas. A casa pr\u00f3pria, o aluguel justo, o saneamento e o transporte s\u00e3o direitos que precisam ser garantidos. [&#8230;] Educa\u00e7\u00e3o gratuita e obrigat\u00f3ria \u00e9 um dever do Estado e um instrumento de emancipa\u00e7\u00e3o popular. [&#8230;] Os que mais lucram devem pagar mais impostos. N\u00e3o podemos tolerar um sistema que protege os que especulam e penaliza os que trabalham. [&#8230;] O Brasil n\u00e3o \u00e9 quintal de nenhuma pot\u00eancia. Nosso petr\u00f3leo, nossas riquezas, nosso trabalho pertencem ao povo brasileiro.&#8221;<\/p>\n<p>Como se v\u00ea, texto de dram\u00e1tica atualidade, passados 62 anos!<\/p>\n<p>Segue-se o sil\u00eancio dos anos de chumbo, rompido quando a ditadura d\u00e1 os primeiros sinais de esgar\u00e7amento e decide participar do 1\u00ba de Maio de 1981 \u2014 montando, na v\u00e9spera, o felizmente frustrado atentado ao pavilh\u00e3o do Riocentro, onde milhares de jovens e trabalhadores participavam de show em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia do Trabalho.<\/p>\n<p>As d\u00e9cadas de 1970 e 1980 marcam a reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento sindical, a partir de S\u00e3o Bernardo do Campo, devolvendo ao 1\u00ba de Maio seu car\u00e1ter pol\u00edtico. S\u00e3o os tempos da ascens\u00e3o de Lula. Mas, j\u00e1 no pa\u00eds redemocratizado, a politiza\u00e7\u00e3o cede espa\u00e7o \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o. Os anos 2000\u20132010 trazem a marca da espetaculariza\u00e7\u00e3o. O apelo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a pol\u00edtica, o combate ideol\u00f3gico, a defesa do sindicalismo, as reivindica\u00e7\u00f5es sociais. No p\u00f3dio est\u00e1 o &#8220;sindicalismo de resultados&#8221;; o com\u00edcio e o discurso ideol\u00f3gico s\u00e3o substitu\u00eddos por megashows; o sorteio de pr\u00eamios \u00e9 o atrativo para novas plateias \u2014 que v\u00e3o se minguando at\u00e9 o vazio de hoje.<\/p>\n<p>Uma penca de centrais sindicais de representatividade discut\u00edvel convocou uma concentra\u00e7\u00e3o neste 1\u00ba de Maio de 2025 na Pra\u00e7a Campo de Bagatelle, zona norte de S\u00e3o Paulo, prometendo como atra\u00e7\u00e3o shows de artistas menores e sorteios de dez carros 0 km.<\/p>\n<p>Prevenido pelo fracasso do showm\u00edcio do ano passado, o presidente Lula anunciou que n\u00e3o participaria do evento deste ano. Considerou mais prudente permanecer em Bras\u00edlia (como fazia JK) e falar ao pa\u00eds por meio de cadeia nacional de r\u00e1dio e TV. Foi um discurso bem articulado, no qual desfilou os feitos econ\u00f4micos e sociais de seu governo, destacando aqueles de maior interesse para a classe trabalhadora. Ao final, tra\u00e7ou dois itens de sua pol\u00edtica trabalhista: o apoio \u00e0 PEC 8\/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL\/SP), que reduz a jornada de trabalho para 4 dias por semana (abolindo a jornada 6&#215;1), e a defesa da isen\u00e7\u00e3o do imposto de renda para aqueles que recebem menos de R$ 5.000,00.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 alguma coisa.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>Roberto Amaral foi ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia com Lula 1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;E um fato novo se viu\/Que a todos admirava:\/O que o oper\u00e1rio dizia\/Outro oper\u00e1rio escutava.\/E foi assim que o oper\u00e1rio\/Do edif\u00edcio em constru\u00e7\u00e3o\/Que sempre dizia sim\/Come\u00e7ou a dizer n\u00e3o.&#8221; (Vin\u00edcius de Moraes, O oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o). &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. 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