{"id":353392,"date":"2025-05-05T10:33:16","date_gmt":"2025-05-05T13:33:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=353392"},"modified":"2025-05-05T11:35:10","modified_gmt":"2025-05-05T14:35:10","slug":"mercado-espera-ultima-alta-em-2025-deixando-a-selic-em-1475","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-espera-ultima-alta-em-2025-deixando-a-selic-em-1475\/","title":{"rendered":"Mercado espera \u00faltima alta em 2025, deixando a Selic em 14,75%"},"content":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00f5es financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, seja elevada a 14,75% ao ano na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) que ocorre nesta ter\u00e7a (6) e quarta-feira (7). A cada 45 dias, o colegiado do BC re\u00fane-se, em Bras\u00edlia, para definir os juros b\u00e1sicos da economia. A expectativa do mercado \u00e9 que esta seja a \u00faltima alta da Selic este ano.<\/p>\n<p>A estimativa est\u00e1 no Boletim Focus desta segunda-feira (5), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC sobre os principais indicadores econ\u00f4micos. Em sua \u00faltima reuni\u00e3o, em mar\u00e7o, o Copom elevou a taxa pela quinta vez consecutiva para 14,25% ao ano .<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica monet\u00e1ria<\/strong><br \/>\nA alta consolida um ciclo de contra\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria. Ap\u00f3s chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa come\u00e7ou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e tr\u00eas de 1 ponto percentual. Agora, a expectativa \u00e9 que ela suba 0,5 ponto.<\/p>\n<p>Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2025 em 14,75% ao ano. Para o fim de 2026, a estimativa \u00e9 de que a taxa b\u00e1sica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previs\u00e3o \u00e9 que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica \u00e9 o principal instrumento do BC para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o. Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira est\u00e1 aquecida, apesar de sinais de modera\u00e7\u00e3o na expans\u00e3o. Segundo o BC, a infla\u00e7\u00e3o cheia e os n\u00facleos &#8211; medida que exclui pre\u00e7os mais vol\u00e1teis, como alimentos e energia &#8211; continuam em alta.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o alertou que existe o risco de que a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os permane\u00e7a alta e informou que continuar\u00e1 a monitorar a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo. Na reuni\u00e3o de mar\u00e7o, Copom informou que elevar\u00e1 a taxa Selic \u201cem menor magnitude\u201d na reuni\u00e3o desta semana, mas n\u00e3o deixou pistas para o que acontecer\u00e1 depois disso.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nQuando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Quando a taxa Selic \u00e9 reduzida a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o do Focus, a previs\u00e3o do mercado financeiro para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) \u2013 considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 passou de 5,55% para 5,53% este ano. Para 2026, a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o foi mantida em 4,51%. Para 2027 e 2028, as previs\u00f5es s\u00e3o de 4% e 3,8%, respectivamente.<\/p>\n<p>A estimativa para 2025 est\u00e1 acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior 4,5%.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, a infla\u00e7\u00e3o fechou em 0,56%, pressionada principalmente pelos pre\u00e7os dos alimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Apesar dessa press\u00e3o, o IPCA perdeu for\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro, quando marcou 1,31%. No acumulado em 12 meses, a infla\u00e7\u00e3o soma 5,48%.<\/p>\n<p><strong>PIB e c\u00e2mbio<\/strong><br \/>\nA proje\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 2%. Para 2026, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) tamb\u00e9m ficou em 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expans\u00e3o do PIB em 2%, para os dois anos.<\/p>\n<p>Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expans\u00e3o desde 2021 quando o PIB alcan\u00e7ou 4,8%.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o da cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 em R$ 5,86 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,91.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Institui\u00e7\u00f5es financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, seja elevada a 14,75% ao ano na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) que ocorre nesta ter\u00e7a (6) e quarta-feira (7). 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